Marco Aurélio Cunha diz pensar em tentar concorrer à presidência do São Paulo: ‘Devo isso ao torcedor’

Uma pequena entrevista ao “Blog do Menon”, no Uol, fez Marco Aurélio Cunha ser um dos personagens mais falados na tarde desta terça-feira. Isso porque o atual coordenador de futebol feminino da CBF disse cogitar a candidatura à presidência do São Paulo nas eleições deste ano. Em entrevista ao LANCE!, o dirigente afirmou ter ficado surpreso com a repercussão de suas palavras.

– Foi uma conversa despretensiosa com o Menon, não esperava o quanto isso repercutiu. Acredito que seja reflexo do desejo do são-paulino – comentou.

Ex-diretor e conselheiro do Tricolor, Marco Aurélio Cunha é uma das figuras mais famosas entre os dirigentes do clube na última década e tem a simpatia de muitos torcedores, que gostariam de vê-lo como presidente, principalmente diante da má fase nos anos recentes e o desagrado com a gestão atual.

Apesar de cogitar concorrer ao cargo em substituição a Leco, que não pode tentar outro mandato, ele ainda não decidiu se tentará mesma a eleição. A decisão, que terá participação de sua família, deve sair após o Carnaval, já que tem seu trabalho na CBF, do qual não pretende sair de forma repentina.

– Eu sinto que eu devo isso ao são-paulino, e devo também à minha biografia. Vou me sentir muito mal se eu não tentar. Eu estava no aeroporto nesta manhã, desde o gari ao alto executivo me param para falar sobre isso, perguntando quando é que eu vou assumir o clube. Um piloto, uma vez, saiu da cabine e me perguntou sobre isso. É uma coisa que eu cogito e penso tentar, mas ainda não está decidido – declarou.

Em 2016, quando o São Paulo brigava para não ser rebaixado no Brasileirão, Marco Aurélio pediu licença de seu cargo na CBF para poder ajudar o clube, que passava por uma de suas maiores crises internas e dentro de campo. Naquela ocasião, o time conseguiu se livrar da queda e subiu na tabela.

– O Leco foi até a minha casa, me pediu para ajudar, pedi uma licença à CBF e fui para lá ajudar. Foi a pior fase que poderia se imaginar, só eu sei o que eu passei naquele momento. O Leco perguntou se eu iria continuar depois, mas um “vai continuar?” bem discreto. Indiquei o Rogério Ceni, fui até a Florida Cup e saí, essa foi a minha participação – disse antes de completar:

– Sempre que me chamaram, eu ajudei, mas não me chamam mais. As pessoas me cobram para ajudar, mas como eu vou fazer? Vou entrar na sua casa de forma forçada? Seria falta de respeito! E eu não sou desses caras que ficam maltratando o Leco, eu não faço isso. Também discordo da maioria das coisas que aconteceram, mas não vou ficar batendo publicamente, promover a discórdia, porque eu sou minimamente educado. Eu aprendi no São Paulo que não é esse o caminho. Falam que o São Paulo é diferente, talvez não seja mais.

Com os bastidores agitados por conta da má fase do clube e conflitos internos, isso tende a se potencializar com o ano eleitoral. Marco Aurélio é um dos personagens que mais unem os lados opostos entre os cartolas são-paulinos, perfil que pode ganhar corpo no próximo pleito.

– Eu não tenho inimigos, levo a minha vida de forma apaziguadora, tenho decisões firmes, sou duro quando tem que ser duro, aprendi muito com os presidentes que trabalhei, tenho por eles o mais profundo respeito, por isso que eu não falo mal da instituição, eu não falo mal do São Paulo, mesmo que esteja muito ruim, as pessoas gostam de falar mal do São Paulo, como se fosse uma terapia, reclamando. Eu prefiro trabalhar.

Caso entre na disputa para a presidência do clube, Marco Aurélio já tem uma ideia do que pretende fazer com o São Paulo dentro e fora de campo.

– Essa atitude nós precisamos mudar, atleta tem que ter uma atitude mais colaboradora. E sabe o que eu acho? Os jogadores correm, claro que eles tem vontade, mas não está todo mundo pensando do mesmo jeito, não está com a fome que os clubes vencedores têm, precisa de tranquilidade para jogar, precisa de paciência, hoje há o desespero e isso faz com que a gente se perca.

– Cobrança firme, com respeito, trazendo pessoas que tenham esse pensamento coletivo e não individual em todos os setores, inclusive os presidentes, não tem “eu”, um time é um time, divisão de qualidades, divisão de potencialidades, diversas diretorias com os melhores nos melhores lugares, é isso que a gente tem que fazer – concluiu.

Lance

Por meio de rede social, Marco Aurélio Cunha defende Raí de acusações

Atual coordenador de futebol feminino da CBF e ex-dirigente do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, publicou nesta terça-feira o print de uma conversa com Raí, visando defendê-lo das acusações feitas por Andrés Sanchez. Em entrevista à Fox Sports, o presidente do Corinthians alegou que Raí se ofereceu para ocupar a vaga de coordenador de seleções na CBF, recentemente deixada por Edu Gaspar.

A conversa publicada por Marco Aurélio Cunha é do dia 18 de junho, e nela Raí alega não ter interesse em trabalhar na CBF. Na legenda, Marco diz que não pode “aceitar mentiras”, reforçando que em nenhum momento se cogitou a presença do ídolo Tricolor no cargo que agora é de Juninho Paulista.

Raí ainda não se comunicou em relação as declarações de Andrés, mas recentemente utilizou sua conta no Instagram para agradecer publicamente a confiança do presidente Leco e reforçar que trabalha para voltar a ser campeão com o Tricolor.

Apesar de não fazer mais parte da diretoria, Marco Aurélio Cunha ainda é um nome muito ligado ao São Paulo, e costuma se manifestar sobre assuntos que envolvem o clube.

Fonte: Gazeta Esportiva

Marco Aurélio reprova eventual contratação de Pato pelo São Paulo

Figura importante dos bastidores do São Paulo, Marco Aurélio Cunha reprova uma eventual contratação de Alexandre Pato. De acordo com o conselheiro vitalício, o atacante não tem a identificação necessária com o clube nem a possibilidade de um retorno financeiro.

“A gente está atirando muito em ídolos, em jogadores como o Pato, como solução. E eu não acho que é solução alguma para o São Paulo. O São Paulo tem jogadores bons formados lá, basta que não negocie precocemente”, afirmou Cunha ao canal Fox Sports.

“Se negociar para que se estruture o clube, OK. Mas negociar para investir em jogadores que não tem retorno financeiro, que não tem apego, que não conhecem o clube de forma maior, o São Paulo nunca vai se reconstruir”, acrescentou.

Para o ex-diretor de futebol, o Tricolor deve apostar em suas crias das categorias de base. “O São Paulo tem que participar dos campeonatos com os seus jogadores formados em casa, e com reforços importantes no sentido de competitividade e não de idolatria”, ressaltou.

“A idolatria não traz resultado, o que traz resultado é a competitividade. Para isso [tem] esse menino Antony. Não tenho dúvidas de que será um dos grandes ídolos do São Paulo se não for negociado. O São Paulo precisa encontrar um estilo de jogo, competitivo e veloz”, explicou.

Livre no mercado desde o último final de semana, Alexandre Pato rescindiu com o chinês Tianjin Tianhai e entrou definitivamente na mira do Tricolor. Reforçar o time com o atacante não é uma das prioridades do técnico Cuca, mas a diretoria tenta viabilizar a contratação financeiramente, além de trazer os reforços pedidos pelo treinador.

 

Fonte: ESPN

Marco Aurélio Cunha sai em defesa de Raí: ‘Não é hora de expor cabeças’

O diretor de futebol do São Paulo, Raí, ganhou a defesa nesta segunda-feira do ex-dirigente do clube, Marco Aurélio Cunha. Médico ortopedista e superintendente de futebol da equipe em momentos vitoriosos, como no início dos anos 2000, ele afirmou que apesar das protestos e críticas da torcida, o ideal é não efetuar novamente uma troca no comando do futebol do clube.

Cunha trabalha atualmente como coordenador de futebol feminino da CBF e defendeu a manutenção de Raí no cargo. “Essa questão de querer só mudança, de rasgar a história e destruir reputações de pessoas que estão por lá, isso não resolve. Tem que trabalhar de forma serena e ouvir menos murmúrios dentro do Morumbi. Não tenho dúvida de que o Raí pode fazer um trabalho de forma profissional”, afirmou.

O ex-meia Raí se tornou alvo de protestos da torcida do São Paulo na última semana. A eliminação precoce na Copa Libertadores, diante do Talleres, assim como atuações ruins no Campeonato Paulista, causaram a insatisfação dos são-paulinos. No último domingo, o empate sem gols com o Red Bull, no Morumbi, teve do lado de fora um protesto contra a diretoria.

O atual dirigente da CBF pede calma com essa momento. “Tem horas que o melhor é menos confusão. No geral, o futebol adora expor cabeças, porque se dá uma ideia de autoridade. Mas não é hora disso agora. Você jogar a responsabilidade para os outros não ajuda em nada”, disse. “Não tem que se promover caça às bruxas”, comentou.

Marco Aurélio Cunha

@macmarcoaurelio

Não posso concordar com a demissão do Raí. Seu histórico de conquistas merece respeito. Seu esforço e honestidade, consideração . É um cargo difícil e em momento delicado . Faço minhas críticas, internas, expões alguns erros de rumo publicamente, mas sem ele pode ser muito pior.

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Cunha lembrou que em setembro de 2016 retornou ao São Paulo como diretor de futebol em momento parecido. A equipe lutava contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e tinha passado nas semanas anteriores por uma invasão ao CT promovida por uma torcida organizada. Alguns jogadores foram agredidos na ocasião. Segundo o dirigente, o momento requer administrar a turbulência, e não piorar a situação ao promover mais demissões.

“Não há como destruir o Raí na história do São Paulo. Ele tem a capacidade e competência para superar isso”, afirmou. Cunha disse que apesar dos compromissos com a seleção feminina, está à disposição para contribuir com o clube com recomendações e conversas. Conselheiro vitalício do clube, o ex-dirigente avalia, no entanto, que o São Paulo precisa reagir de forma urgente.

 

Fonte: Estadão

Em entrevista à radio Jovem Pan Marco Aurélio Cunha fala sobre se candidatar a presidência do São Paulo

Os quase sete anos sem títulos, a pressão sobre o presidente Leco e a ausência de um nome forte na oposição colocaram sobre Marco Aurélio Cunha as expectativas sobre uma possível candidatura à presidência do São Paulo em 2020. E o próprio Marco Aurélio Cunha já admite tal possibilidade. Em entrevista exclusiva a Flavio Prado , o médico e ex-dirigente tricolor Fdisse ter boa relação com Leco, mas criticou aquilo que classificou como “falta de profissionalismo” e, em uma clara mudança de tom, deu e entender que é o melhor nome possível para assumir o clube daqui a dois anos, quando o próximo presidente assumirá.

“O São Paulo passa por uma crise de objetivos”, definiu Marco Aurélio Cunha. “Eu votei no presidente Leco esperando coisas maiores. Tenho boa relação com ele, sou bem respeitoso, mas precisamos de um plano de governo mais eficaz. Metas a serem atingidas, variar menos as opções e talvez não ter desejos de que as coisas aconteçam, mas sim profissionalismo para escolher o melhor caminho para o São Paulo. Eu acho que tem muita gente opinando e talvez pouca gente podendo construir um caminho profissional para o clube. Para mim, o São Paulo precisa se orientar melhor. Sou muito amigo do Raí, tenho conversado esporadicamente com ele, mas parece que eles continuam rodando no mesmo lugar, em ciclo e sem caminhar para frente”, acrescentou.

Hoje coordenador das Seleções femininas da CBF, Marco Aurélio Cunha é um dos nomes mais importantes da política são-paulina. Por causa, principalmente, da força que possui junto à torcida. Dirigente do clube no último período de glórias do São Paulo, entre 2005 e 2008, Cunha é apontado por muitos torcedores como o nome ideal para assumir o Tricolor após a gestão de Leco, que se encerra em 2020. Questionado se tal desafio caberia em sua carreira, Cunha não hesitou.

“Cabe, porque, até 2021, a minha vida talvez esteja bem regularizada, bem razoável”, afirmou. “Mas o que falta ao São Paulo é ter um conselho que reconheça quem são as pessoas que podem fazer o melhor para o clube. Eu não sou um empresário milionário, não sou um cientista político… Sou um homem do esporte. Faço futebol há 40 anos. Será que tem alguém com o currículo similar ao meu? Se tiver, eu voto. Agora… Não adianta ser banqueiro e não entender de futebol, não adianta ser o maior empresário do Brasil e não entender de futebol. A gestão é entender de futebol em sua essência. E, isso, eu tenho”, finalizou.

 

Fonte: Jovem Pan

Marco Aurélio Cunha explica voto em Leco e lista melhorias a serem feitas no São Paulo

A pressão no São Paulo cresce a cada torneio que fica sem chances de levantar o caneco devido aos quase sete anos sem conquistas e tem causado constante mudanças de técnicos, jogadores e a ira da torcida. Para Marco Aurélio Cunha, ex-diretor de futebol, o clube precisa de profissionalismo.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o atual coordenador das Seleções femininas da CBF falou da amizade com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, explicou sua opção de voto no dirigente e criticou os erros recentes da direção na condução do clube.

“O São Paulo passa por uma crise de objetivos”, cravou MAC. “Eu votei no presidente Leco esperando coisas maiores. Tenho boa relação com ele, sou bem respeitoso, mas precisamos de um plano de governo mais eficaz. Metas a serem atingidas, variar menos as opções e talvez não ter desejos de que as coisas aconteçam, mas sim profissionalismo para escolher o melhor caminho para o São Paulo“, completou.

O dirigente não questiona a capacidade de Leco e Raí, diretor-executivo de futebol, de gerirem o clube. Entretanto, há a preocupação do excesso de pessoas opinando sobre as principais decisões sobre o futuro do clube.

“Acho que tem muita gente opinando e talvez pouca gente podendo construir um caminho profissional para o clube. Para mim, o São Paulo precisa se orientar melhor. Sou muito amigo do Raí, tenho conversado esporadicamente com ele, mas parece que eles continuam rodando no mesmo lugar, em ciclo e sem caminhar para frente”, finalizou.

Integrante da diretoria nos títulos da Libertadores e Mundial de 2005, além do tricampeonato brasileiro (2006 a 2008), Cunha voltou ao Morumbi em setembro de 2016, quando o Tricolor flertava com o rebaixamento à Série B.

 

Fonte: Torcedores.com

Marco Aurélio Cunha parte em defesa de Raí, lamenta derrota e pede apoio da torcida

Atual coordenador do futebol feminino na CBF e antigo dirigente do Tricolor, Marco Aurélio Cunha deu sua opinião após a derrota do São Paulo para o Talleres, na segunda fase da Libertadores, por 2 a 0, e que colocou em risco a classificação do clube para a Fase de Grupos.

Conselheiro vitalício do clube, ele pediu por união e apoio da torcida ao grupo e ao dirigente Raí, em vídeo divulgado no seu Instagram.

“Estou me dirigindo hoje mais aos torcedores do São Paulo, pelas inúmeras mensagens que tenho recebido, extremamente carinhosas, de lembranças, de gratidão. Continuo torcendo muito pelo êxito do clube, do futebol especialmente, apesar da derrota de ontem. Poderia ter sido evitada com um pouco mais de atenção. O primeiro gol ali, no rebote lento na retomada da bola, poderíamos ter neutralizado o primeiro chute, como no segundo gol”, disse o ex-dirigente.

Contrariando as críticas ao trabalho de Raí, ele saiu em defesa do dirigente, mas pediu serenidade nas suas decisões.

“Talvez falte mais ousadia, talvez falte mais velocidade, talvez falte mais atenção, mas o nosso momento é de apoiar o São Paulo e, evidentemente, quem está lá, especialmente o Raí, que é uma pessoa seríssima e não tenho dúvida do seu comprometimento com o clube. Então, Raí, meu abraço. Que você consiga sustentar as suas ideias”, completou.

Com a derrota de 2 a 0, o São Paulo precisará de uma vitória por três gols de diferença para avançar, no Morumbi. Em caso de vitória pelo mesmo placar, o jogo será decidido nos pênaltis.