Saudade? No dia que seria de São Paulo x River, lembre duelos com o time argentino na Libertadores

Nesta quarta-feira, 22 de abril, o São Paulo deveria estar em Buenos Aires para aquela que é apontada com a partida mais difícil da fase de grupos da Libertadores: o duelo contra o River Plate, no Monumental de Nuñez.

O histórico estádio estaria vazio, uma punição à torcida do River Plate pelo ataque ao ônibus do Boca Juniors dois anos atrás, na final do torneio. As arquibancadas do Monumental continuarão vazias, mas agora por causa da epidemia de Covid-19 que paralisou a Libertadores.

Para tentar matar um pouco desta saudade, o GloboEsporte.com relembra os quatro jogos entre São Paulo e River Plate pela Libertadores.

2005 – Duas vitórias e vaga na final

Rogério Ceni comemora gol sobre o River Plate no Morumbi — Foto: ReutersRogério Ceni comemora gol sobre o River Plate no Morumbi — Foto: Reuters

Rogério Ceni comemora gol sobre o River Plate no Morumbi — Foto: Reuters

 

O River Plate fez campanha quase perfeita na fase de grupos, com cinco vitórias e um empate, e garantiu a vantagem de decidir os mata-matas em casa. O São Paulo avançou sem sustos, mas com três vitórias e três empates.

Antes de se encontrarem nas semifinais, River e São Paulo eliminaram LDU e Banfield e Palmeiras e Tigres, respectivamente.

O primeiro jogo foi no Morumbi, e o São Paulo não tinha o lateral Cicinho, um dos destaques da equipe – ele estava com a Seleção que jogava a Copa das Confederações na Alemanha. Mineiro foi improvisado na direita.

A partida teve confusão antes de começar, com torcedores argentinos e policiais militares brigando – uma imagem marcante daquele dia foi a de um argentino tomando o capacete de um policial.

Em campo, os donos da casa se impuseram, mas só no segundo tempo. Danilo fez o primeiro, aos 32 minutos, e Rogério ampliou, de pênalti, aos 44 minutos. O 2 a 0 deu ótima vantagem à equipe.

No jogo da volta, o São Paulo abriu o placar com Danilo no primeiro tempo, viu o River empatar, mas chegou a fazer 3 a 1 no segundo tempo – os argentinos conseguiram diminuir no fim, mas em momento algum a vaga na final foi ameaçada.

Em 2005, São Paulo vence River Plate por 3 a 2 na semifinal da Libertadores

Em 2005, São Paulo vence River Plate por 3 a 2 na semifinal da Libertadores

Como em São Paulo, o jogo em Buenos Aires teve violência: a torcida tricolor foi alvo dos locais fora e dentro do estádio.

O triunfo levou o São Paulo de volta a uma final de Libertadores após 11 anos. O time seria campeão sobre o Athletico.

2016 – empate na Argentina, raça e fôlego no Morumbi

Calleri fez dois gols no Morumbi — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.netCalleri fez dois gols no Morumbi — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Calleri fez dois gols no Morumbi — Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

 

O São Paulo ficou com a última vaga brasileira na Libertadores de 2016, o quarto colocado no Brasileiro de 2015. Por isso, precisou jogar a primeira fase, eliminatória, contra o Cesar Vallejo, do Peru. Empate por 1 a 1 fora, vitória por 1 a 0 em casa.

A equipe avançou e trombou com o River Plate, então campeão do torneio, logo na fase de grupos.

O primeiro jogo aconteceu em Buenos Aires na segunda rodada. O São Paulo, que tinha perdido antes para o Strongest por 1 a 0, um vexame no Pacaembu, começou bem na Argentina e abriu o placar o com Ganso.

Mas depois, numa trapalhada, Denis falhou e Thiago Mendes marcou gol contra, o que fechou o placar em 1 a 1.

São Paulo empata com o River Plate fora de casa pela Libertadores

São Paulo empata com o River Plate fora de casa pela Libertadores

 

O jogo em São Paulo foi mais tenso. O São Paulo estava mal na Libertadores e precisava vencer para não depender de uma vitória na última rodada, quando iria à altitude de La Paz enfrentar o Strongest.

Calleri brilhou. O atacante argentino fez os dois gols da vitória por 2 a 1 no Morumbi lotado e manteve o São Paulo na segunda posição do grupo, dependendo apenas de um empate em La Paz para avançar – como de fato aconteceu, em jogo lembrado por acabar com o zagueiro Maicon no gol.

Os gols de São Paulo 2 x 1 River Plate pela 5ª rodada do Grupo 1 da Libertadores

Os gols de São Paulo 2 x 1 River Plate pela 5ª rodada do Grupo 1 da Libertadores

 

O São Paulo, mesmo criticado, avançou até as semifinais da Libertadores em 2016, quando foi eliminado pelo Atlético Nacional, da Colômbia, que seria o campeão.

Na atual Libertadores, River Plate e São Paulo têm três pontos, com uma vitória e uma derrota cada, assim como LDU e Binacional. Os argentinos lideram o grupo com melhor saldo de gols.

Globo Esporte

Danilo é traidor ou foi traído? Olha essa história

Danilo Gabriel de Andrade, ou mais conhecido apenas como Danilo, carrega o status de ídolo pelas passagens vitórias em São Paulo e Corinthians. Porém, há uma ala são-paulina que coloca o meia como traidor por ter ido jogar no rival ao invés de voltar ao Morumbi. Só que a história não é bem assim.

HISTÓRIA

Contratado em 2004 pelo São Paulo a pedido do técnico Cuca, o meio-campista veio do Goiás sem muita badalação, disputou posição com Marquinhos no começo e logo se tornou peça fundamental do time atuando pela faixa esquerda de campo junto ao lateral Junior.

No ano seguinte, agora com o técnico Emerson Leão, a formação de 3-5-2 no Tricolor e fez com que o futebol de Danilo explodisse e transformasse na referência. Longe de ser um velocista, o meia canhoto era o cérebro do time são-paulino e disparava pancadas de qualquer lugar do gramado. Atuando assim, ele foi decisivo nas conquistas de Paulistão, Libertadores e Mundial de Clubes.

As atuações do meio-campista na conquista do título brasileiro do são-paulino em 2006 fizeram o Kashima Antlers, do Japão, não ter dúvidas em comprá-lo e viu o atleta se transformar em um dos maiores ídolos do clube entre os anos de 2007 e 2009.

POLÊMICO RETORNO AO BRASIL

Com saudades da família e amigos, Danilo optou em não renovar com o time japonês para voltar Brasil em 2010 e, logicamente, foi bater na porta do São Paulo Futebol Clube para saber como poderia traçar um plano de retorno.

O Tricolor chegou a abrir conversas com o agente Gilmar Rinaldi para repatriar o meia, porém, tinha como prioridade a renovação de contrato do atacante Washington e acabou deixando como segundo plano. Depois, quando correu atrás, já era tarde demais pelo fato do Corinthians ter fechado acordo.

“Eu trabalhava com o Washington e ele estava negociando renovação de contrato com o São Paulo. Então, falei com o São Paulo, eles tinham interesse no Danilo, mas tinham que escolher se iriam renovar com o Washington [ou priorizar o retorno do meia e escolheram o Coração Valente]”, contou Gilmar Rinaldi, em entrevista ao UOL Esporte.

“Quando Danilo conseguiu a liberação no Japão, o Andrés [Sanchez, presidente do Corinthians na época] me ligou e eu dei a prioridade ao Corinthians. Depois, o São Paulo ainda tentou falar com o Danilo, mas a prioridade já era para o Corinthians”, completou o empresário.

A história foi confirmada pelo próprio Danilo em entrevista há um ano ao UOL Esporte. O meio-campista contou que a escolha pelo rival Corinthians após a desistência do São Paulo se deu pelo fato de ser uma equipe em ascensão dentre aquelas que haviam lhe feito proposta.

“Estava no Japão há três anos e, na época, estava conversando para retornar ao São Paulo. Mas no final da história acabei indo para o Corinthians, em um ano que a equipe estava em evolução. Também havia chegado o Ronaldo Fenômeno e o Roberto Carlos. Acabei optando pelo Corinthians”, revelou Danilo, que apontou o motivo da decisão”, contou o jogador.

“Eu vi o que era melhor no momento. No São Paulo, graças a Deus, eu tinha uma história muito bonita e foi muito bom o tempo que eu fiquei lá. Na época, sentei com o Gilmar Rinaldi, que era o meu empresário e sabe muito de futebol. O empresário nessa hora é fundamental. Por ele também ter jogador futebol [o ex-goleiro atuou no Flamengo, Internacional, São Paulo e na seleção], achamos que naquele momento o Corinthians estava em ascensão. Fizemos a escolha certa porque as coisas acabaram se encaminhando muito bem na minha carreira”, finalizou.

NÚMEROS DE DANILO PELO SÃO PAULO

Pelo Tricolor do Morumbi, Danilo disputou 193 jogos (111 vitórias, 44 empates e 38 derrotas), 37 gols e conquistou quatro títulos (Paulista 2005, Libertadores 2005, Mundial 2005 e Brasileirão 2006).

Danilo é traidor ou foi traído?

 

Fonte: Meu Tricolor

Presidente da Conmebol acredita que Libertadores voltará em maio

Após o anúncio pela manhã do adiamento da Copa América, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, confirmou em entrevista à ‘ESPN’ da Argentina que a intenção é que os jogos da competição voltem a acontecer no dia 6 de maio. No dia 12 de março, a entidade anunciou a paralisação do torneio por conta do COVID-19.

– Vamos seguir avaliando a evolução (do vírus) e como isso transcorre durante o tempo. Mas entendemos também que, pelas previsões em um cenário ideal, a situação vai estar sob controle no mês de maio. Então, nós vemos isso como uma possibilidade de reiniciar a Libertadores no dia 6 de maio.

A Copa Sul-Americana depende do retorno da Libertadores para que seja reiniciada. Pelo regulamento, a partir da segunda fase da Sul-Americana, times que forem eliminados na fase de grupos da Libertadores (e alguns da fase prévia) entrarão na competição eliminatória.

Apesar de ainda não ter muitos casos confirmados em relação a outros países, aproximadamente mil testes deram positivo na América do Sul. No Brasil, o coronavírus fez a primeira vítima fatal nesta terça-feira (17), no estado de São Paulo.

Lance

Gol de Igor Gomes foi eleito o mais bonito da 2ª rodada da Libertadores

O São Paulo venceu com méritos a LDU-EQU, na última quarta-feira, no Morumbi. A conquista do triunfo após o placar de 3 a 0 ainda rende consequências aos personagens daquela partida. Isso porque o terceiro gol daquela noite, marcado por Igor Gomes, foi escolhido como o mais bonito da semana, segundo divulgado no perfil oficial da competição no Twitter.

TABELA
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A bela jogada, concluída pelo meia são-paulino, consistiu em seis passes a partir da defesa até a finalização. Primeiro passou por Bruno Alves, que tocou para Daniel Alves, que entregou para Antony, que deu para Igor Gomes e logo em seguida para Alexandre Pato, que esperou a ultrapassagem de Vitor Bueno para passar a bola em profundidade, até que o camisa 12 forneceu assistência açucarada para o jovem camisa 26 empurrar para a rede e fechar o placar.

Veja o golaço de Igor Gomes após grande jogada coletiva do Tricolor:

CONMEBOL Libertadores

@Libertadores

👏👏 ¡6⃣ toques para un golazo! Igor Gomes, de @SaoPauloFC, hizo el gol @qatarairways de la semana en la , elegido por los hinchas.

Vídeo incorporado

180 pessoas estão falando sobre isso

A Copa Libertadores foi suspensa por tempo indeterminado em decorrência do surto de coronavírus em todo o mundo. Após duas rodadas completadas do torneio, o São Paulo é o vice-líder do Grupo D, com três pontos e saldo de dois gols. River Plate-ARG, o líder, a LDU-EQU e o Binacional-PER, têm a mesma pontuação e se diferenciam justamente pelo saldo.

Lance

 

Lugano fala sobre jogos adiados na Libertadores: ‘Melhor suspender do que jogar com portões fechados’

O São Paulo já esperava um movimento da Conmebol em relação aos próximos jogos da Copa Libertadores e recebeu a notícia nesta tarde de que as partidas da terceira rodada estão suspensas por tempo indeterminado por conta do surto de coronavírus que assusta todo o mundo. Em nome do clube, Diego Lugano falou com a imprensa no CT da Barra Funda, nesta quinta-feira.

Para o ídolo tricolor, a decisão da entidade sul-americana já era algo que o clube imaginava acontecer devido à repercussão mundial dessa gripe, incluindo em países do continente, que já tomaram medidas drásticas. Para o uruguaio, é melhor que as partidas sejam suspensas, do que realizadas sem torcidas.

– Pelos fatos que estão acontecendo no mundo, já imaginava que em breve poderia ter uma notícia dessa aqui na América, acho que tem muita confusão a nível mundial, a cada hora países tomando medidas drásticas para proteger o povo. No Paraguai já fecharam escolas, na Argentina também, então faz todo sentido que o espetáculo esportivo seja postergado, acho que é saúde primeiro, cuidar do povo primeiro. Falando esportivamente, acho que é melhor, ou menos ruim, suspender o jogo, do que jogar com portões fechados, porque aí sim perderia todo o sentido da competição – argumentou.

O dirigente são-paulino também foi questionado sobre o planejamento do clube após a divulgação da rodada cancelada da Copa Libertadores. Para ele, todos vão ter que se adaptar e aguardar pelas decisões que serão tomadas em campeonatos no Brasil, que devem ocorrer em breve.

– Decidiremos nas próximas horas, porque a gente tinha planejado uma coisa para sábado e outra coisa para terça-feira. Essa informação chegou agora, no meio do treino, então obviamente o planejamento vai ter que mudar hoje depois do treino e se adaptar. O ser humano é um bicho de constante adaptação, e a gente não vai ser diferente, vamos nos adaptar ao novo calendário e esperar o que acontece também no Brasil, que com certeza em breve teremos alguma notícia – explicou.

Por fim, Lugano analisou o momento do futebol mundial diante dos casos de coronavírus e como isso tem sido tratado. De acordo com o ex-zagueiro, isso mostra que apesar da grandeza do esporte, há situações mais importantes a serem cuidadas neste momento de preocupação em todas as esferas.

– Você vê como todos os países estão reagindo rapidamente em cadeia, então uma hora nós supomos que vai chegar ao Brasil, estamos esperando e preparados para isso, por enquanto o jogo de sábado será realizado e estamos nos preparando normalmente, mas estamos vendo que está acontecendo um fato inédito no mundo. Na França desde a Segunda Guerra Mundial que não suspendiam um Campeonato Francês, então ninguém sabe bem as consequências de tudo isso, até onde vai, mas temos que estar preparados, precavidos e saber que o futebol é o mais lindo do mundo, mas não é o mais importante, há coisas mais importantes que se tem que cuidar.

O São Paulo volta a treinar nesta sexta-feira em preparação para o clássico contra o Santos, neste sábado, às 19h, no Morumbi. A Federação Paulista de Futebol deve se pronunciar em breve sobre medidas que deve ser tomadas em relação ao Paulistão. Por enquanto, a 10ª rodada está confirmada para este final de semana. O Tricolor é o líder do Grupo C com 15 pontos.

Lance

Artilheiro no São Paulo, Daniel Alves já iguala recorde pessoal

Dribles, velocidade, passes precisos, leitura de jogo, cruzamentos certeiros, controle de bola, assistências… Durante toda a sua carreira, Daniel Alves se notabilizou pelas muitas qualidades como lateral. Ser artilheiro, porém, é uma novidade para o atual camisa 10 do São Paulo.

Contra a LDU, do Equador, na vitória tricolor por 3 a 0, pela Libertadores, Dani anotou o seu 5º gol em 2020, tendo disputado apenas 10 partidas. Com isso, igualou o seu recorde de bolas na rede em uma temporada na carreira. No entanto, com muito menos jogos realizados.

A primeira vez que Daniel marcou cinco vezes foi pelo Sevilla, em 2006/2007. Na época, o então lateral-direito entrou em campo em 51 oportunidades. Pelo Barcelona, em 2008/2009, repetiu a marca, só que com 54 confrontos. Na Juventus, em 16/17, novamente: cinco gols, só que em 33 atuações. No PSG, na temporada seguinte, o mesmo volume de tentos, só que com 41 duelos. Assim como em 2019, onde atuou pelo Paris e pelo Tricolor: 5 em 46 jogos.

Pelo São Paulo, Daniel agora terá ainda mais oito meses de bola rolando para superar o seu recorde pessoal. Se mantiver a média atual, o passará por muito.

TEMPORADAS COM MAIS GOLS DE DANIEL ALVES

2006/2007 – Sevilla-ESP – 5 gols em 51 jogos
2008/2009 – Barcelona-ESP – 5 gols em 54 jogos
2016/2017 – Juventus-ITA – 5 gols em 33 jogos
2017/2018 – PSG-FRA – 5 gols em 41 jogos
2019 – PSG-FRA/São Paulo – 5 gols em 46 jogos
2020 – São Paulo – 5 gols em 10 jogos

Lance

Conmebol ainda mantém calendário, mas avisa que torcida em estádio vai depender de ordens de governos

Com as rodadas iniciais das Eliminatórias para a Copa de 2022 adiadas, a Conmebol ainda tem preocupação sobre a manutenção do calendário de competições da Libertadores e da Sul-Americana. Por enquanto a entidade sul-americana manifesta que estão confirmadas as datas previamente aprovadas para as duas competições, mas há possibilidade de haver jogos com portões fechados.

Um documento, assinado pelo secretário geral da Conmebol, José Astigarraga, foi enviado nessa quarta-feira de noite para cada federação. O texto alertava sobre a “excepcionalidade da situação” e a “evolução mundial do novo coronavírus, virus que se encontra presente em sete de nossos 10 países membros”. O texto ainda não contava com as últimas atualizações. Apenas a Venezuela não tinha caso confirmado de novo coronavírus até a noite dessa quarta.

Olimpia recebeu o Defensa y Justicia sem torcida no estádio Manuel Ferreira  — Foto: Luis Vera/Getty ImagesOlimpia recebeu o Defensa y Justicia sem torcida no estádio Manuel Ferreira  — Foto: Luis Vera/Getty Images

Olimpia recebeu o Defensa y Justicia sem torcida no estádio Manuel Ferreira — Foto: Luis Vera/Getty Images

 

A Conmebol avisou a cada federação que a presença de público vai depender das ações e determinações de cada Ministério de Saúde de respectivos países. “A Conmebol acatará as ordens emitidas por cada governo”, escreveu o secretário geral da Conmebol. Há possibilidade de jogos sem público, o que aconteceu nessa quarta, por exemplo, com o River Plate, por punição disciplinar.

A Sul-Americana ainda vai demorar mais um pouco para retornar. Os jogos estão previstos apenas para maio. O que deixa em aberto qualquer alteração posterior do calendário do outro torneio.

CBF discute tema nesta quinta

Nesta quinta-feira há três jogos marcados na Libertadores – Grêmio x Internacional, na Arena tricolor, em Porto Alegre. No Uruguai, Nacional (URU) e Estudiantes de Mérida, além de Racing contra Alianza Lima, do Peru, em jogo que será realizado na Argentina. Por enquanto, estes jogos seguem sem proibição de público. Mas, nessa quarta, o Olimpía já jogou no Paraguai de portões fechados.

Uma reunião de rotina na sede da entidade nesta tarde de quinta-feira vai servir para a diretoria da CBF discutir possíveis medidas para evitar a propagação do vírus. Ainda não há previsão de restrição de público, mas o assunto será tema do encontro.

Globo Esporte

Fernando Diniz exalta atuação do São Paulo: ‘Me sinto realizado’

Após começar com derrota fora de casa, o São Paulo se recuperou na Libertadores e venceu a LDU por 3 a 0 nesta quarta-feira, pelo Grupo D da competição. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Fernando Diniz afirmou estar ‘realizado’.

– Eu sou prestador de serviço e tento passar o melhor. A simbiose que aconteceu hoje eu me sinto muito realizado, porque o jogador está jogando bem e bonito e terminando no gol. Jogar bonito e fazer o gol aconteceu hoje. Foram quatro bolas no gol e três gols, mas tivemos muitas oportunidades. E o sistema defensivo foi praticamente impecável, o Volpi quase não fez nenhuma defesa contra um equipe forte que é a LDU – disse o treinador.

Fernando Diniz voltou a falar da marcação do São Paulo e também comentou sobre a lesão de Tiago Volpi. O goleiro pediu substituição no segundo tempo após sentir dores na mão direita.

– A gente não sabe. No momento estamos preocupados, porque ele não é de sair. Vamos saber depois dos exames e esperamos que não tenha nada importante. Meu grau de satisfação, eu estava com algumas coisas no primeiro tempo. O time estava muito acelerado e a gente tinha uma forma de marcar. Eu estava pedindo para sair um pouco de trás, mas se saísse poderia sair bagunçado. Parei de falar um pouco para corrigir no intervalo. Quando a gente marca como uma equipe contra a LDU, a gente não pode sair bagunçado. A equipe foi mais equilibrada no segundo tempo. O jogo estava mais interessante quando estávamos tirando o time com rapidez de trás – completou.

A vitória do São Paulo sobre os equatorianos deixa o Grupo D da Libertadores embolado. Todos os times têm três pontos, mas o time brasileiro, pelo saldo de gols, é o segundo colocado. O River Plate, que bateu o Binacional por 8 a 0, também nesta quarta, é o primeiro. Líder e vice-líder da chave se enfrentam na próxima quinta-feira, no Morumbi.

Lance

Com um gol e uma assistência em vitória do São Paulo na Libertadores, Reinaldo vibra: ‘Mirei e toma’

Reinaldo saiu de campo feliz da vida nesta quarta-feira, após a vitória por 3 a 0 do São Paulo sobre a LDU, pela 2ª rodada da fase de grupos da Libertadores.

Com a vice-liderança da chave assegurada, o lateral-esquerdo, que fez um gol e ainda deu outra assistência, comentou sobre sua atuação.

“Não sou de fechar o olho e dar bico, procuro sempre acertar bem o canto. Na minha gíria, ‘mirei e toma’ (risos). Mirei naquele canto, o goleiro ficou esperando, achou que ia chutar no meio. Chutei forte, ele saiu atrasado e acabei fazendo o gol”, afirmou Reinaldo, à TV Globo.

O São Paulo abriu o placar em uma cobrança de pênalti após o zagueiro Guerra tocar a bola com o braço. Reinaldo, que costuma ser o batedor oficial da equipe, foi para a cobrança e não desperdiçou.

No minuto seguinte ao primeiro gol, Reinaldo voltou a aparecer. O lateral cruzou na medida para Daniel Alves apenas empurrar para o fundo das redes, colocando o São Paulo em situação ainda mais confortável em um jogo que iniciou com caráter de decisão.

Agora, o São Paulo volta seu foco para o clássico contra o Santos, sábado, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista, no Morumbi.

Na terça-feira seguinte, o time entra em campo pela Libertadores novamente, desta vez contra o River Plate, também no Morumbi.

ESPN

São Paulo esbanja eficiência, marca gols e mostra força na Libertadores

Com uma vitória por 3 a 0, o São Paulo foi eficiente, fez valer a superioridade e levou a melhor sobre a LDU-EQU, concorrente direta a uma vaga na próxima fase da Libertadores. Reinaldo, Daniel Alves e Igor Gomes mostraram que o clube do Morumbi está mais vivo do que nunca na competição e que é favorito no grupo, mesmo após a derrota na primeira rodada para o Binacional-PER.

O início de jogo do Tricolor foi de muita intensidade e muita velocidade, como tem sido frequentemente. A diferença, porém, foi a abertura do placar logo de cara, traduzindo essa superioridade em gols. Primeiro um pênalti marcado após Antony mostrar estar ligado no jogo e com velocidade impressionante, roubando a bola e cruzando para o desvio com a mão na zaga da LDU.

Reinaldo cobrou muito bem e colocou o time da casa em vantagem: 1 a 0. O relógio não havia chegado nem aos 15 minutos, quando mais uma vez, uma chegada forte e com muitos jogadores ao ataque, possibilitou Reinaldo, decisivo, achar Daniel Alves livre na área para marcar o segundo gol são-paulino. O placar traduzia a diferença entre as equipes naquele começo.

A partir daí, o São Paulo adotou uma postura voltada para a administração do resultado, recuou para esperar os equatorianos e aproveitar as saídas no contra-ataque. A estratégia, porém, passou a ficar perigosa, já que o time de Fernando Diniz não conseguia sair para o ataque. Vitor Bueno, que voltava de lesão, não fez um bom primeiro tempo e pouco contribuiu.

Ainda que tenha caído de produção após os gols, tinha o controle do jogo e a manutenção da vantagem no placar. Com isso em mãos, o Tricolor voltou ao segundo tempo mais confiante e jogando de forma inteligente. Com um jogo mais travado e sem velocidade, a LDU pouco pôde construir e havia espaço para os mandantes aproveitaram para ampliar o placar e o saldo de gols.

Até que aos 15 minutos, uma bela jogada de toque de bola, de pé em pé, sacramentou o resultado. Méritos para Alexandre Pato, que de uma bola preciosa para Vitor Bueno cruzar rasteiro, na medida, para Igor Gomes marcar o terceiro e coroar uma ótima atuação do meia, que é um dos principais jogadores do esquema são-paulino, não pode ficar fora.

Pouco depois do 3 a 0, Sornoza, emprestado pelo Corinthians à LDU, agrediu Daniel Alves pelas costas e foi expulso com vermelho direto. Mais um fator para definir a vitória tricolor, importantíssima para se manter na briga no Grupo e aumentar o saldo, já que o River Plate venceu o Binacional-PER por 8 a 0, na Argentina. Agora todos têm três pontos e se diferenciam pelos gols.

Mesmo que o desempenho do São Paulo seja agradável e que aparente precisar de um detalhe para se ajustar, esse detalhe é justamente a conclusão em gol. O resultado fala mais alto, e dessa vez as finalizações foram eficientes e jogo foi definido cedo. Vitória na conta, embora ainda tenha faltado uma vontade maior para marcar gols. Era para sair do Morumbi com uma goleada, mas o conjunto confirma que o time tem potencial para brigar forte na Liberta.

Lance

‘Sou são-paulino e vejo os caras com prazer de usar a camisa’, diz Cicinho

Aposentado desde março de 2018, quando as dores no joelho o fizeram desistir de jogar pelo Brasiliense, Cicinho se define como um torcedor do São Paulo. Ele fantasiou-se de comentarista durante a estreia da equipe na Libertadores, contra o Binacional (PER), semana passada, mas nesta entrevista ao LANCE! falou como um são-paulino de arquibancada.

A diferença é que, ao contrário da grande maioria das pessoas que estarão no Morumbi às 21h30 desta quarta-feira para o jogo contra a LDU (ECU), o ex-lateral-direito sabe como é estar dentro de campo em noites como essa. Em 2004, inclusive, foi dele a assistência para Luis Fabiano marcar o gol da vitória contra a mesma LDU, em um jogo dramático que acaba de completar 16 anos. O antigo camisa 2 disputou três vezes o torneio: foi campeão uma vez e chegou à semi em duas.

– Eu falo hoje como torcedor. Vejo os caras vestindo a camisa com prazer. Não sei se foi o Daniel Alves que trouxe isso, se é o Hernanes, mas fazia tempo que a gente não via. A gente via pessoas vestindo a camisa do São Paulo e beleza. Perdeu, amém. Ganhou, amém. Hoje o São Paulo ganha de 2 a 1 da Ponte Preta e o treinador cobra, os jogadores se cobram. Para ser campeão tem que ser dessa maneira, honrar a camisa, suar a camisa, e hoje nós estamos vendo isso – diz ele, que promete estar no Morumbi em algum jogo desta campanha tricolor.

– A minha vontade é estar no meio da galera, se for possível vou ao estádio. Lógico que as lembranças vêm à mente, mas minha fase como jogador já passou. Torcedor eu posso ser toda hora. Eu conversei com o Leandro Guerreiro e ele está doido que eu venha, porque sempre que venho fico no camarote dele. Tudo depende da minha programação – disse o ex-atleta de 39 anos, que hoje mora no interior de Goiás, é dono de um centro esportivo e planeja abrir uma empresa para palestrar sobre sua história de vida, que teve momentos de baixa, com depressão e alcoolismo.

A PRIMEIRA LIBERTADORES

Em 2004, seu primeiro ano de clube, Cicinho ajudou o São Paulo a chegar à semifinal da Libertadores, fase em que a equipe foi superada pelo Once Caldas. Apesar de ter servido como aprendizado para o título de 2005, aquela derrocada ainda dói.

– Lembro que voltamos do jogo contra o Once Caldas, paramos em Belém do Pará, perdemos por 1 a 0 para o Paysandu, voltamos para São Paulo e perdemos de 2 a 1 para o Palmeiras no Pacaembu com toda aquela pressão do torcedor – relembra.

Os confrontos com a LDU foram na primeira fase. Em Quito, a altitude fez o nariz de Cicinho sangrar e o São Paulo, até então invicto em nove jogos na temporada, foi derrotado por 3 a 0. A vitória por 1 a 0 no Morumbi foi uma das mais marcantes daquele ano, mas o lateral diz que a apagou da mente.

– Para falar a verdade, esses confrontos não estão tão nítidos na memória. O ano de 2004 foi muito triste para a gente por ter perdido a semifinal. Nós éramos a melhor equipe, o time estava muito bem. Lógico que serviu de experiência para 2005, mas perdemos e o São Paulo tem que entrar para ganhar. Se você me perguntar de 2005 a minha memória vai ser melhor porque eu ganhei. O ano de 2004 eu preferi esquecer.

Cicinho
Cicinho posa com a camisa de 2004 – FOTO: Fellipe Lucena

ENTÃO FALEMOS DE 2005

Cicinho foi um dos destaques do título do ano seguinte: marcou quatro gols, só um a menos que Rogério Ceni e Luizão, os artilheiros do tri. As vítimas foram Universidad de Chile, Quilmes e… Palmeiras, duas vezes.

– Não sei se isso acontecia por causa do meu pai, que é palmeirense (risos). Meu pai falava: “filho, o único time que eu não consigo torcer contra quando vocês jogam é o Palmeiras. Torço para o Palmeiras ganhar, mas para você jogar muito bem”. Meu pai era fanático mesmo. Nem sempre ganhamos, como foi em 2004, mas eu contei com um pouquinho de sorte. Você pega esses gols, principalmente de esquerda, no ângulo… Lógico que se eu não treinasse não teria o pensamento de chutar. Principalmente no Parque Antártica, a primeira coisa que eu pensaria seria tocar de lado. Mas quando você treina tem confiança para fazer. Contei com a bênção de Deus, foram gols marcantes, memoráveis, no último minuto, gols decisivos. Digamos que sou um carrasco, sim – disse ele, que marcou quatro gols em cima do Palmeiras pelo São Paulo.

O gol de falta no último lance do jogo de volta das oitavas da Libertadores de 2005, vencido pelo Tricolor por 2 a 0 no Morumbi, foi histórico: o 10.000º da Libertadores.

– Depois do jogo um repórter veio me entrevistar, falou que era um gol histórico na Libertadores, mas não falou que era o gol 10 mil. Aí depois é que eu me aprofundei, os assessores do São Paulo falaram que eu tinha ganhado uma premiação da Conmebol. Eu tenho o quadro até hoje, está no meu escritório. As pessoas falam: “nossa, 10 mil gols?”. E eu respondo: “é, fiz mais gol que o Pelé” (risos). Mas é só uma brincadeira. É uma memória bem bacana. E, lógico, contra o Palmeiras novamente.

O golaço de esquerda que definiu a vitória por 1 a 0 no jogo de ida, no Palestra Itália, é definido por ele como o momento mais especial.

– Sem sombra de dúvida o que ficou na memória foi o 1 a 0 no Parque Antártica, que eu pude fazer o gol. Eu cheguei ao vestiário depois dos 90 minutos e vi o Rogério Ceni tirando a luva e jogando no armário. Todo mundo achando que ele estava nervoso, e ele fala assim: “ganhamos de 1 a 0 do Palmeiras aqui dentro com gol do Cicinho de esquerda? Somos campeões!”. São coisas que ficam na memória. Fiz parte dessa equipe vitoriosa, dei minha contribuição.

– Quando jogava contra o Palmeiras eu pensava que tinha que arrebentar para zoar meu pai depois. Dessa vez que perdemos para o Palmeiras em 2004 ele brincou comigo: “é, seu time não dá, não. Meu Palmeiras é melhor, Vagner Love deitou”. Faz parte, a gente sempre brincava dessa maneira – emendou.

São Paulo x Palmeiras, Cicinho comemora (foto:ari ferreira)

Cicinho comemora vitória contra o Palmeiras em 2005 – Arquivo L!

2010: UMA FRUSTRAÇÃO DIFERENTE

Transferido para o Real Madrid após o título mundial de 2005, Cicinho retornou ao Morumbi em 2010 para uma rápida passagem. Na época, estava emprestado pela Roma e, confessa, sem muita vontade de jogar futebol.

– Olha, se eu não estivesse recebendo o carinho que recebo hoje do torcedor, com certeza estaria frustrado por não ter encerrado no São Paulo. Eu tinha esse pensamento porque faltei com respeito ao torcedor, aos diretores, ao treinador e ao Milton Cruz, que ajudou muito na minha volta em 2010. Eu não abri para eles que não estava mais querendo jogar futebol. Vim com o pensamento de encerrar minha carreira no fim daquele ano, eu não tinha mais prazer em jogar e agi com desrespeito. Quando tive uma mudança de vida, voltei a jogar e fiquei apaixonado de novo pelo futebol, eu orava e falava: “Deus, se o Senhor me der uma oportunidade de voltar para o São Paulo, eu quero mudar o conceito que deixei em 2010”. Eu achei que aquilo tinha apagado o que fiz em 2004 e 2005. Quando parei de jogar futebol vi que aquela fase de 2010 não afetou nada e fiquei tranquilo. Sou totalmente grato e feliz porque minha história está lá.

O torcedor são-paulino que via Cicinho se tornando cada vez mais importante para a equipe, que chegou a ser favorita ao título da Libertadores após eliminar o Cruzeiro, nas quartas de final, não imaginava que ele estava passando pelo momento mais difícil da vida fora do campo.

– Eu precisava ficar gastando, precisava ficar comprando roupa, precisava ficar bêbado para esquecer da vida. Eu vivia em uma depressão sem saber. Perdi a vontade de jogar futebol. Eu não queria levantar da cama para treinar, só para beber. Quando você acorda, você fala: “cara, estou me matando”.

Cicinho
Cicinho na Libertadores de 2010: eliminou o Cruzeiro – Arquivo L!

Durante a pausa para a Copa do Mundo, a Roma avisou ao São Paulo que não aceitaria renovar o empréstimo de Cicinho e que, consequentemente, ele não disputaria a semifinal da Libertadores contra o Internacional. Enquanto o Tricolor era eliminado pelos gaúchos, ele se decepcionava com a vida na Itália: a diretoria da Roma ofereceu ampliar o seu contrato para cinco anos, mas com uma considerável redução de salário. O lateral não aceitou e foi esquecido pelo técnico Luis Enrique.

– Nós descobrimos a minha dependência de álcool aqui no São Paulo. Cheguei no doutor Sanches e no Marco Aurélio Cunha e falei: “não consigo dormir de noite, não estou feliz”. Eles chamaram uma psicóloga e ela fez uma entrevista comigo. Aí eles detectaram que eu era alcoólatra. Começaram um acompanhamento, mas aí eu voltei para a Roma. Eu estava para disputar uma semi de Libertadores e a Roma me buscou, mas me encostou quando cheguei lá. Queriam renovar meu contrato abaixando o salário e eu recusei, então me encostaram. Aí eu caí de novo na bebida. Meus pais tentaram me ajudar, mas eu não ficava muito aqui. Lá na Itália eu conheci a minha esposa. Costumo falar que ela teve os olhos de Deus, porque viu em mim algo que todo mundo ao redor não via. Viu um cara derrotado, infeliz… Quando ela me conheceu eu estava em uma mesa com cigarro, whisky, vodka, com um monte de amigos. Na hora que ela viu aquela cena, ela saiu e eu fui conversar com ela. Ela disse: “Minha amiga me chamou para vir aqui, mas olha que coisa feia. Sou brasileira, mas não me encaixo nisso, não”. Aí que comecei a mudar – disse Cicinho, que passou a frequentar a igreja e hoje é um cristão convicto.

– Imagina, cara, eu estava na Roma, ganhava rios de dinheiro, morava em casa de três andares, rodeado de pessoas, mas era vazio. Hoje eu sou cristão e costumo dizer por onde passo que existe um vazio dentro do homem que só Deus pode preencher. Eu não era completo porque meu lado espiritual era morto. Você joga futebol, é bem realizado, mas não entende o propósito daquilo. Ok, sou milionário, sou famoso, mas e aí? Você tem que olhar para o lado e saber que tem pessoas precisando de um abraço, que seu pai e sua mãe precisam ouvir você dizendo que ama… Optei por cuidar do meu lado espiritual. Comecei a ir para a igreja, a receber instruções voltadas para a Bíblia, que é meu livro de cabeceira. A alegria voltou. Eu, minha esposa e um casal de amigos estamos abrindo uma empresa e vou começar a viajar o Brasil dando palestras. As pessoas têm que colocar em mente que não adianta dinheiro e sucesso. Se não tiver Deus, estarão vazias. Eu me preparei para atingir o topo, mas quando atingi não sabia o que fazer.

– O sentimento que ficou quando tive que voltar para a Roma foi de que poderia ter ajudado o São Paulo em alguma coisa. Eu queria ficar. O Rogério conversou com o Ricardo Gomes para eu ficar, estava tudo organizado, mas a Roma não me liberou. Nós queríamos estender por mais três meses, mas o Luís Henrique tinha acabado de chegar na Roma e queria contar comigo. Eu voltei muito triste. Quando cheguei, as coisas não mudaram muito e vi que poderia ter batido mais o pé para ficar no São Paulo – lembra.

ESPERANÇOSO PARA 2020

Cicinho diz que Fernando Diniz é “um dos melhores treinadores do Brasil” e confia que o elenco atual tem capacidade de levar o Tricolor até ao título da Libertadores. Mas considera um personagem ainda mais importante: a torcida.

– A torcida do São Paulo é especial, parece que tem algo do torcedor com o time quando se fala de Libertadores, a atmosfera muda completamente. Você pode ver que o torcedor até tem mais paciência. Digamos que o torcedor sabe torcer na Libertadores. Não que não saiba nas outras competições, não é isso, mas ele sabe que se a gente empatou um jogo tem chance de ir lá e ganhar o próximo. O São Paulo vai sofrer para recuperar esses três pontos da estreia, então por isso o torcedor vai ser muito importante – disse.

– Sou muito zoado pelos meus amigos porque sempre expressei minha torcida pelo São Paulo. Vim do Botafogo-SP, as cores da camisa são iguais, Raí saiu de lá, Bordon… São coisas que ficaram na memória. Hoje eu tenho chorado mais do que tenho conseguido rir, porque já faz um bom tempo que o São Paulo não ganha título, mas como torcedor estou bem esperançoso nesse ano.

CAMPEÃO DE NOVO

No fim de 2019, Cicinho sentiu novamente o gostinho de jogar pelo São Paulo no Morumbi e ajudou o time de lendas montado pelo clube a ser campeão da Legends Cup, torneio organizado por Lugano que reuniu figuras históricas também de Barcelona, Bayern e Borussia Dortmund.

– Quando começou a competição, eu olhei para o Denilson e falei: “achei que a gente viria aqui beijar o símbolo e dar tchau para a torcida, mas o negócio está sério, a gente tem que ganhar”. Ele falou: “Cicinho, olha para o lado, ninguém veio aqui para perder, não”. Aí eu entendi e falei: “cara, isso é São Paulo” – conta ele, satisfeito por ter formado quase toda a equipe de 2005 novamente.

– O bacana daquele time é que foi um dos poucos do futebol que era vitorioso e tinha a simpatia dos outros torcedores. Ali não tinha soberba. A gente pega o São Paulo de 1992 e 1993 e também era assim, não tinha soberba. Nós quebramos paradigmas naquela época, até o Marcão goleiro ia comentar do São Paulo e falava: “o quero-quero passa no CT do São Paulo voando de cabeça alta e no nosso de cabeça baixa”. Todo mundo gostava da nossa equipe, não só pelo bom futebol, mas pelo carisma que nós tínhamos.

Lance

São Paulo x LDU: prováveis times, desfalques e onde acompanhar

A primeira partida do São Paulo no Morumbi pela Libertadores de 2020 será nesta quarta-feira, às 21h30, contra a LDU (ECU), pela segunda rodada do Grupo D.

Na estreia, o Tricolor perdeu por 2 a 1 para o Binacional (PER) fora de casa, enquanto a LDU aproveitou-se do time reserva escalado pelo River Plate, que ainda brigava pelo título argentino (ficou com o vice), e venceu por 3 a 0 no Equador.

O São Paulo fechou o último treino antes da partida e manteve a dúvida sobre as condições de jogo de Juanfran (vinha de dores na panturrilha direita e treinou na segunda) e Vitor Bueno (com lesão no tornozelo esquerdo, não trabalhou com bola na segunda). Se eles não puderem jogar, os titulares devem ser Igor Vinícius e Pablo, assim como no Peru.

Além de ter batido o Riber, a LDU venceu no fim de semana: superou o Barcelona de Guayaquil por 2 a 1 na quarta rodada do Equatoriano e manteve um tabu de 23 anos sem perder em seu estádio para o rival. O goleiro Gabbarini, conhecido por defender pênaltis, agarrou a sétima cobrança com a camisa do clube. No torneio local, o time de Quito soma três vitórias e uma derrota.

O lateral-direito Perlaza, titular da equipe, ficou no Equador e será desfalque: ele está impedido de sair do país por ter atrasado pagamento de pensão alimentícia.

VEJA TODAS AS INFORMAÇÕES DA PARTIDA:

Data/Horário: 11/3/2020, às 21h30
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Esteban Ostojich (URU)
Assistentes: Nicolás Taran (URU) e Agustín Berisso (URU)
Onde acompanhar: TV Globo, Fox Sports e em tempo real no site do LANCE!

SÃO PAULO: Tiago Volpi, Juanfran (Igor Vinícius), Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alves e Igor Gomes; Vitor Bueno (Pablo), Antony e Pato. Técnico: Fernando Diniz.
Desfalques: Helinho, Gabriel Sara, Joao Rojas e Léo (machucados); Everton (suspenso).

LDU: Gabbarini, Quintero, Guerra, Rodríguez e Ayala; Antonio Valencia, Villarruel e Sornoza; Marcos Caicedo, Zunino e Cristian Borja. Técnico: Pablo Repetto.
Desfalque: Perlaza (problemas pessoais).

Lance

São Paulo vende 39 mil ingressos antecipados para jogo da Libertadores

São Paulo vendeu 39 mil ingressos antecipados para a estreia do time no Morumbi pela Copa Libertadores. O Tricolor encara a LDU, às 21h30 desta quarta-feira, pela 2ª rodada da fase de grupos.

Só restam ingressos para a arquibancada vermelha e cadeiras dos anéis intermediário e térreo. A venda é feita na internet e em três pontos físicos: Morumbi, Anacleto Campanella e Rua Javari. Por ordem da Conmebol, os bilhetes não poderão ser comercializados no estádio são-paulino no dia do jogo.

O público será o melhor do Tricolor na temporada. A equipe de Fernando Diniz luta para se recuperar após derrota na estreia do torneio sul-americano.

Zerado, os brasileiros ficam atrás da LDU, que bateu o River Plate por 3 a 0, e do Binacional na tabela.