São Paulo vive paradoxo entre pior ataque da história e defesa em alta

O São Paulo vai completar, na próxima quarta-feira, um mês sem vencer. Essa má fase pode ser explicada pelo baixo rendimento do setor ofensivo, com só um gol nesse jejum de seis partidas. Mas o momento poderia ser pior se a defesa também estivesse em baixa. Apesar dos pesares, o Tricolor consegue ter a segunda melhor marca de gols sofridos do Campeonato Brasileiro, atrás apenas do líder Palmeiras, e mostra uma solidez que ajuda a evitar desastres ainda maiores para a equipe de Cuca.

É o próprio técnico, sedento pela contratação de um camisa 9, quem aponta esse paradoxo na campanha são-paulina. São apenas 27 gols marcados em 2019, o que resulta na pior marca da história do clube após 32 partidas disputadas em uma temporada, conforme levantou o historiador Alexandre Giesbrecht.

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O jogo de ontem contra o Avaí é o melhor retrato para esse dualismo. A partida terminou empatada por 0 a 0 na Ressacada porque o ataque foi pobre de ideias e fraco nas finalizações. E também porque a defesa foi extremamente segura para conter as investidas do lanterna do Brasileirão.

“Você domina o adversário com posse de bola, mas não consegue criar chances claras. Não temos sucesso na frente, falta confiança para finalizar. Ao mesmo tempo, estamos estabilizados atrás. Somos a segunda melhor defesa do campeonato”.
Cuca

Alexandre Giesbrecht@jogosspfc

Seis jogos, um gol marcado. Algo que aconteceu poucas vezes na história do São Paulo — mas já é a segunda vez neste ano!

Alexandre Giesbrecht@jogosspfc

🅾️-2 Santos (27/1)
🅾️-1 Guarani (31/1)
1⃣-0 São Bento (3/2)
🅾️-2 Talleres (6/2)
🅾️-1 Ponte Preta (9/2)
🅾️-0 Talleres (13/2)

🅾️-0 Bahia (19/5)
🅾️-1 Bahia (22/5)
🅾️-1 Corinthians (26/5)
🅾️-1 Bahia (29/5)
1⃣-1 Cruzeiro (2/6)
🅾️-0 Avaí (8/6)

Veja outros Tweets de Alexandre Giesbrecht

Alexandre Pato é vítima ou culpado?

Nos últimos jogos, a função de centroavante tem sido quase sempre exercida por Alexandre Pato. A estrela do time já avisou algumas vezes que não se sente tão à vontade como referência do ataque, mas é o único do elenco neste momento que tem características minimamente próximas de um goleador. O problema é que isolado entre os zagueiros ele acaba perdendo a possibilidade de tabelar e entrar de frente na área.

“O Pato está sendo cobrado como finalizador, porque é quem melhor finaliza no elenco. Mas a gente sabe muito bem que ele vai render mais quando tiver a figura para escorar, fazer a parede para ele. Não podemos culpar quem está tentando ajudar”.
Cuca

Toró é solução ou apenas um bom reserva?

Toró passa por um processo que tem sido comum no São Paulo nos últimos anos. Ao despontar na equipe principal com personalidade, queima etapas e se torna titular para ser solução, quando na verdade deveria preencher um espaço de coadjuvante no elenco. Foi assim com Helinho, outra cria da base, e com Marcinho, pinçado por Rogério Ceni há duas temporadas.

Jogadores que poderiam ser úteis compondo o elenco, mas que deram um passo maior do que o esperado e acabaram atrapalhados pelas expectativas que criaram ao entrar bem. Toró agora tem nove jogos no profissional e segue com apenas um gol, marcado na segunda chance que teve no time principal.

Problemas no ataque persistem

Não bastasse o problema de rendimento, o ataque do São Paulo também é o mais afetado por desfalques. Antony está com a seleção brasileira olímpica, Gonzalo Carneiro está suspenso por doping, Joao Rojas se recupera de cirurgia no joelho direito e Pablo, de cirurgia nas costas. A lista de lesionados ganhou mais um integrante ontem, quando Everton sentiu dores no músculo adutor da coxa direita e precisou ser substituído.

Para Juca Kfouri, São Paulo é “o fim da picada”

Juca Kfouri, blogueiro do UOL Esporte, fez análise ácida sobre mais uma partida ruim do São Paulo na temporada. Além de críticas sobre o desempenho, Juca também questionou a forma como o clube lida com Everton, um jogador que já convivia com problemas físicos no Flamengo e quem tem repetido essa sina no Morumbi.

Volpi e Bruno Alves simbolizam o paradoxo tricolor

Tiago Volpi e Bruno Alves vivem grandes momentos individuais pelo São Paulo. O goleiro e o zagueiro estão entre os tricolores que mais cresceram na temporada e têm o apoio da torcida. Nos estádios e nas redes sociais. O problema é que não há muito espaço para comemorar a boa fase. Os dois mostram grande preocupação pela melhora do time e tentam controlar os ânimos da torcida, mas sabem que a pressão só vai diminuir quando as vitórias voltarem.

“É momento de sermos mais unidos e não deixar de trabalhar para darmos a volta por cima logo”.
Tiago Volpi

 

Fonte: UOL

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A jornal espanhol, Antony diz querer deixar nome na história do São Paulo

O jornal espanhol AS publicou nesta quarta-feira uma entrevista com o atacante Antony, do São Paulo. Uma das grandes promessas de sua geração, o jovem falou de seus objetivos na carreira no Tricolor e fora do clube, analisou o futebol europeu, onde pretende jogar um dia, revelou sua amizade com Lucas e ainda teceu elogios para outros garotos brasileiros que prometem brilhar em breve no cenário mundial. Confira alguns trechos da publicação espanhola:

CAMPEONATO BRASILEIRO
– O Campeonato Brasileiro é um dos mais disputados do mundo, temos grandes jogadores atuando no Brasil. São Paulo começou bem e temos que trabalhar forte para seguir no topo.

OBJETIVOS NA TEMPORADA
– Meu objetivo é e sempre será conquistar títulos, deixar meu nome na história do São Paulo. Comecei este ano conquistando a Copinha e seria maravilhoso conquistar outro título.

LUCAS E MESSI COMO EXEMPLOS
– Sempre me espelhei em jogadores que além de serem exemplos dentro de campo, são exemplos fora dele. Lucas Moura é um amigo pessoal, que me dá muitos conselhos. Também me baseio em Messi. Não é preciso dizer o que conquistou em sua carreira. E também destaco o tipo de pessoa que ele é.

JOGAR NA EUROPA
– Jogar na Europa é um sonho que tenho de criança e que se torna um objetivo. Me encanta ver as partidas dos principais torneios europeus, são muito dinâmicos. Cada país tem seu estilo de jogo e é importante fazer essa análise.

JOGAR NA ESPANHA
– É um campeonato que eu gosto muito, com grandes equipes. Gosto da liga e dos times espanhóis, sempre fazem história nas competições europeias. Se é bonito ver pela TV, imagine jogar.

PASSAGEM PELO ATLÉTICO DE MADRID QUANDO CRIANÇA
– Foi um período de muita aprendizagem para mim. Por alguns fatores, voltei ao Brasil, mas me senti muito feliz com a experiência e pude construir minha história aqui no São Paulo. Não foi naquele momento que joguei na Europa, mas quem sabe um dia realizaria o sonho de atuar lá, em um grande clube.

NEYMAR
– Neymar é um grande ídolo para todos os brasileiros, por tudo o que conquistou em sua carreira. Um jogador de sua qualidade certamente tem lugar em qualquer equipe do mundo.

VINICIUS JÚNIOR
– Ele é um fenômeno. Estava muito bem antes da lesão e estava sendo um dos principais jogadores do Real Madrid. Tenho certeza de que crescerá ainda mais nas próximas temporadas.

RODRYGO
– Rodrygo é um jogador inteligente, rápido e com grande dinâmica de jogo. Em pouco tempo se tornará um ídolo do Real Madrid.

GOSTARIA DE SEGUIR OS PASSOS DE RODRYGO?
– Pego como referência a carreira dele, mas minha ideia é construir a minha própria história dentro dos valores e objetivos que tenho. Agora estou no São Paulo, clube que me abriu as portas e farei tudo por essa camisa.

 

Fonte: Lance

De quase dispensado a titular: Antony conta sua história em diário virtual

Destaque do São Paulo no título da Copa São Paulo Júnior e no vice-campeonato paulista, o jovem Antony lançou um e-book (livro digital) que estará à venda a partir desta segunda-feira e se chama “Da superação a um sonho real”. O preço é R$ 14,90.

No material, confeccionado pela 4ComM Marketing & Career Management, empresa responsável pela gestão de carreira do jogador, a trajetória de Antony é ilustrada em fotos de momentos emblemáticos vividos por ele. No Instagram, o garoto disse que ficou perto de ser dispensado da base são-paulina três vezes.

– Minha vida mudou muito nos últimos meses, muita coisa aconteceu e só tenho de agradecer. Agradecer minha família, meus amigos e, principalmente, os meus fãs. E esse material é uma forma de deixá-los ainda mais próximos de mim. Foi feito pensando neles – ressaltou Antony.

O e-book, que estará disponível para vendas no link https://sun.eduzz.com/117860. Além de contar toda essa história recente na vida de Antony, traz um prefácio do meia-atacante Lucas Moura, hoje no Tottenham-ING – ídolo da história recente do São Paulo.

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E ai galera, quanta coisa mudou em minha vida nos últimos três meses, não? . De campeão da Copa São Paulo a titular do profissional do @saopaulofc. Mas vocês sabiam que estive na lista de dispensa da base do clube por três vezes antes de chegar até aqui? ?? . O carinho de vocês neste período de superação e crescimento foi gigante! Por isso, tive a ideia de escrever em um diário os momentos mais marcantes deste meu início de 2019. . Contei tudo o que fiz para superar as dificuldades e chegar à titularidade do time do profissional. E quero que todos vocês possam acompanhar essa minha história a partir de agora. . O link para garantir esse material que fiz com muito carinho está na minha Bio. . Corra e garanta sua leitura, porque o diário ficará disponível por poucos dias! ????

Uma publicação partilhada por Antony Santos (@antony00) a 

 

Fonte: Lance

Mauricio Pochettino conta que aprendeu com o melhor São Paulo da história

Ao longo de sua vitoriosa história, ?o São Paulo montou times memoráreis e que marcaram época. Um dos esquadrões mais marcantes do Tricolor pertenceu à geração dirigida pelo técnico Telê Santana, bicampeão da Copa Libertadores da América em 1992 e 1993. E é desse time que um dos técnicos que está na semifinal da Liga dos Campeões tira lições.

Um dos treinadores mais badalados do momento, o argentino Mauricio Pochettino, que acabou de levar o Tottenham às semifinais da Liga dos Campeões ao eliminar nada menos que o Manchester City, tem ótimas lembranças, e algumas não tão boas, do Tricolor campeão sul-americano de 1992, que tinha Raí, Muller e Cafú, dentre outros craques.
Com apenas 19 anos, Pochettino fazia parte do elenco do Newell’s Old Boys, adversário do Tricolor na final da Libertadores daquele ano. Em entrevista concedida à ESPN, o argentino disse que guarda bons momentos da época e que seu time teve o azar de cruzar com o melhor São Paulo da história.

“Tivemos o azar de encontrar o melhor São Paulo da história. Com jogadores muito bons, com um grande treinador que foi o Telê Santana, mas acho que demos trabalho. Vencemos em Rosário por 1 a 0, depois perdemos e fomos para a prorrogação e perdemos nos pênaltis a Libertadores. Mas, com o passar do tempo, guardo boas recordações”, falou o treinador.

“Foi uma grande experiência a nível pessoal e logicamente com a tristeza de não ter ganhado, mas com a satisfação de ter estado em uma final de Libertadores, diante de 100 mil pessoas, em um estádio incrível como é o Morumbi. Acho que foi um aprendizado que serve para eu ser melhor no presente”, completou.

 

Fonte 90min

Morumbi pode ter maior renda da história em um jogo do São Paulo

Palco da primeira final do Campeonato Paulista de 2019, o Morumbi pode quebrar um recorde no Majestoso das 16 horas (de Brasília) deste domingo. Com a alta procura por ingressos durante a semana, o São Paulo espera ver seu estádio lotar e registrar a maior renda de um jogo envolvendo o time tricolor na história.

A marca atual pertence ao duelo de ida das semifinais da Copa Libertadores de 2016, quando o São Paulo perdeu para o Atlético Nacional, da Colômbia, por 2 a 0. Na ocasião, o clube arrecadou R$ 7.526.480,00 para um público de 61.766 pessoas.

Em uma partida de futebol, o maior valor que o Morumbi já obteve foi no amistoso da Seleção Brasileira contra a Sérvia, em 2014. Na vitória por 1 a 0 do então time dirigido por Luiz Felipe Scolari, 63.280 torcedores geraram uma renda de R$ 8.693.940,00.

O que pode contribuir na quebra de tais recordes é o aumento no preço dos ingressos para o primeiro embate com o Corinthians, algo que revoltou parte da torcida durante a semana. A entrada mais barata custava R$ 100. Já a mais cara, R$ 460.

Apesar do preço salgado e dos problemas apresentados com a venda online dos bilhetes, a expectativa é de casa cheia no domingo. No último sábado, o clube anunciou a venda antecipada de 53 mil ingressos, o que garante ao confronto o recorde de público do Paulistão 2019.

O Tricolor também alertou que não há mais entradas disponíveis nas bilheterias, que não serão abertas neste domingo, restando apenas entradas para os setores mais caros do estádio, como os camarotes.

Por ter campanha inferior à do Corinthians, o São Paulo faz o jogo de ida no Morumbi, neste domingo, às 16 horas (de Brasília). O jogo de volta está marcado para o outro domingo, dia 21, no mesmo horário, na Arena de Itaquera.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

São Paulo projeta maior bilheteria da história contra o Corinthians

Aproximadamente R$ 8 milhões. É essa a receita bruta que a diretoria do São Paulo espera alcançar com a primeira partida final do Paulistão, marcada para domingo, no Morumbi, contra o Corinthians. Se o número se confirmar, o Tricolor atingirá a maior bilheteria de sua história em um jogo dentro de casa.

Os R$ 8 milhões só ficariam atrás de um confronto da seleção brasileira contra a Sérvia, às vésperas da estreia na Copa do Mundo de 2014. Na oportunidade, diante de 63.280 pagantes, foi registrada uma arrecadação bruta de quase R$ 8,7 milhões.

A projeção tricolor para domingo está muito associada à enorme expectativa do torcedor em acabar com o jejum de títulos. O último ocorreu em 2012, na final da Sul-Americana contra o Tigre que terminou no intervalo, depois que os argentinos se recusaram a jogar o segundo tempo.

Os ingressos começaram a ser vendidos nesta terça-feira e os sócios-torcedores terão exclusividade na aquisição até quinta-feira. A carga total à disposição para o dérbi é de quase 64 mil. E os valores subiram: a arquibancada mais barata sai por R$ 100. Já uma cativa custa R$ 120. Tem entrada de até R$ 440.

Dos R$ 8 milhões sonhados pelo Tricolor, pelo menos R$ 6 milhões seriam líquidos, de acordo com cálculos do próprio clube. Só a título de comparação, o São Paulo só faturou R$ 2,2 milhões nos oito jogos como mandante do estadual, incluindo os duelos diante de Ituano e Palmeiras, no mata-mata.

Pior: o São Paulo chegou a ter prejuízo em uma das partidas da fase de grupos. Diante da Ferroviária, 9.985 torcedores assistiram ao empate em 1 a 1. Porém, a receita com bilheteria não foi suficiente para cobrir as despesas e o Tricolor precisou tirar R$ 11 mil dos cofres para não repassar o déficit.

Vale lembrar que o São Paulo já recebeu R$ 24 milhões como cota de participação do Paulistão e ainda terá direito a outros R$ 5 milhões se conquistar o título estadual – a FPF (Federação Paulista de Futebol) premiará o campeão com tal valor, enquanto o vice fica com pouco mais de R$ 1,6 milhão.

RENDA LÍQUIDA DO SP NOS JOGOS EM CASA NO PAULISTÃO:

São Paulo 4 x 1 Mirassol: R$ 286 mil

São Paulo 0 x 1 Guarani: R$ 6 mil

São Paulo 1 x 0 São Bento: R$ 17 mil

São Paulo 0 x 0 Red Bull: R$ 36 mil

São Paulo 1 x 1 Ferroviária: R$ -11 mil

São Paulo 0 x 1 Palmeiras: R$ 297 mil

São Paulo 2 x 1 Ituano: R$ 249 mil

São Paulo 0 x 0 Palmeiras: R$ 1,3 milhão

 

Fonte: Jorge Nicola

Campeão da Copinha, São Paulo terá maior investimento da história na base em 2019

O ano de 2019 começou com o pé direito para a base do São Paulo, que conquistou na última sexta-feira o título da Copa São Paulo de juniores. E parece ter sido só o início. É que o Tricolor promete fazer o maior investimento de sua história em Cotia ao longo da temporada, para se tornar o principal clube do país nas categorias amadoras.

O São Paulo injetou cerca de R$ 24 milhões ao longo de 2018 na formação de atletas. Para 2019, a projeção é bem maior. “O investimento vai aumentar, também por causa de melhorias na infraestrutura. Já iniciamos as obras para a construção de torres de iluminação no nosso estádio em Cotia, para que possamos mandar jogos lá também à noite. E também começamos a construir um campo de grama sintética, para os treinos nos dias de muita chuva”, explica José Roberto Canassa, conselheiro tricolor responsável pela base.

Hoje, o São Paulo conta com 455 atletas entre nove e 22 anos de idade no Centro de Formação de Atletas Laudo Natel. Boa parte desse grupo também mora no CT e tem custeados pelo clube todos os gastos com alimentação, ensino, saúde…

Em 2018, o Tricolor só ganhou menos taças do que o Palmeiras no futebol brasileiro de base: foram 23 para o Verdão, contra dez dos são-paulinos. Já em 2019, o São Paulo saiu na frente após bater o Vasco na final da Copinha. “E esse título foi ainda mais significativo, porque quatro titulares absolutos não puderam jogar por estarem na seleção brasileira sub-20, enquanto outros dois foram promovidos para o nosso time profissional”, ressalta Canassa.

O elenco campeão da Copinha teve apenas cinco atletas com 20 anos de idade, limite permitido pela competição. “Contamos com cinco garotos de 17 anos. Certamente, é uma geração que ainda renderá muitos frutos”, prevê o diretor da base, enchendo a bola especialmente dos atacantes Antony e Vitinho, do meio-campista Rodrigo Nestor e do zagueiro Morato.

 

Fonte: Blog do Jorge Nicola

São Paulo: Reinaldo, agora Kingnaldo, já foi pedreiro, trabalhou em frigorífico e matou muita galinha

Dois gols, vice-liderança e vitória no clássico diante do Corinthians. O lateral esquerdo Reinaldo tem tido motivos de sobra para sorrir na atual temporada. Apesar de estar graças da torcida do São Paulo, nem sempre a vida foi fácil para o atleta de 28 anos.

Natural de Porto Calvo, em Alagoas, Reinaldo começou tarde no futebol profissional. Antes disso, ele precisou trabalhar como feirante, servente de pedreiro e até abatedor de aves em um frigorífico.

“Tive que matar muita galinha na vida já (risos). A gente pegava pela asa e dava uma pancadinha na cabeça, colocava dentro de um funil e puxava a cabeça dela para escorrer o sangue. Depois, ia para água quente e na máquina tirar as penas e as tripas. Deixava bem preparada e dentro de uma sacola”, explicou ao ESPN.com.br.

“Eu enjoei de comer galinha naquela época. Agora está ‘de boa’ porque não preciso mais matar. Ainda bem (risos)”, relatou.

Amigo de infância de Willian José, hoje atacante da Real Sociedad-ESP, Reinaldo só foi se aventurar nos campos depois do sucesso do conterrâneo no futebol paulista.

Após convencer a mãe, ele abandonou o emprego no frigorifico, aos 18 anos, e foi tentar a sorte no Atlético Sorocaba-SP. Depois disso, passou por Penapolense-SP, Paulista-SP e Sport antes de chegar ao São Paulo, em 2013.

A primeira passagem foi recheada de contestação. Sem grandes atuações, acabou emprestado para a Ponte Preta, onde deu a volta por cima.

Após se destacar na Ponte, foi para a Chapecoense e manteve o bom futebol. Com isso, ganhou o apelido de “Kingnaldo” da torcida. “Tem um pessoal que me chama de King [rei em inglês] (risos). Entre os companheiros é mais Rei mesmo”, diverte-se.

 

O São Paulo na Copa do Mundo de 1962

Depois de doze anos e duas Copas seguidas no continente europeu, o principal torneio de futebol do mundo voltou a ser realizado na América. Em 1956, entre Argentina e Chile como opções, a FIFA escolheu esse último país para sediar o campeonato. A escolha foi muito criticada pois diziam que o país não tinha condições de receber o evento.

O brasileiro naturalizado chileno, Carlos Dittborn, presidente da Conmebol, chefiou a comissão local dos preparativos para a Copa, expandindo o Estádio Nacional e construindo o de Viña del Mar. É dele a famosa frase: “Por não termos nada, faremos tudo”. Foi realmente preciso começar quase do zero. Em março de 1960, com o maior terremoto que se tem registro em toda a história (9.5 pontos na escala Richter, com devastações também nas Filipinas, Japão e Estados Unidos em decorrência de tsunami), o Chile foi arrasado. 5 mil pessoas morreram e uma em cada quatro estavam desabrigadas.

Após grande mobilização nacional e obras construídas em tempo recorde, a Copa do Mundo pôde ser realizada no Chile. Dittborn, um dos maiores responsáveis, contudo, não chegou a assisti-la: morreu um mês antes da abertura devido a um ataque cardíaco.

OS SÃO PAULINOS

Jurandyr e Bellini (Foto: Divulgação/ Site Oficial)

Entre março e abril de 1962, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos), divulgou a convocação com a lista de 40 nomes enviados a FIFA. Nessa relação constavam cinco jogadores do Tricolor: Bellini, zagueiro; Jurandyr e De Sordi, também defensores; Benê, meia-ofensivo e o atacante Prado.

O veterano De Sordi, Benê e Prado não foram selecionados para a relação final de 22 jogadores inscritos na competição. Bellini foi inscrito com a camisa 13 e Jurandyr com a 14.

Bellini, que ergueu a Copa do Mundo pela primeira vez na história (quando era jogador do Vasco da Gama, em 1958), chegou ao São Paulo em março de 1962. Pelo Tricolor disputou 214 jogos e marcou um gol. Em época de vacas magras pela construção do Morumbi, o capitão não chegou a conquistar título algum de expressão pelo clube.

Ao lado de Bellini, o defensor Jurandyr também esteve presente naquele torneio realizado no Chile como atleta são-paulino. Também novato no clube (chegou em fevereiro daquele ano), o defensor fez 419 partidas pelo time, sem marcar gol. Com melhor sorte que o companheiro, Jurandyr ainda foi campeão paulista de 1970 e 1971.

Nenhum dos dois tricolores, entretanto, chegou a entrar em campo nessa edição da Copa do Mundo. Mauro, ex são-paulino, era titular absoluto da defesa da Seleção Brasileira, assim como o jogador Djalma Santos.

O comando da Seleção Brasileira coube, mais uma vez, a dois são-paulinos. A delegação foi chefiada pelo Marechal da Vitória, Paulo Machado de Carvalho, dirigente que foi, também, duas vezes presidente do São Paulo. Já a chefia técnica ficou a cargo de Aimoré Moreira, pois Vicente Feola, o técnico do primeiro título, estava doente e sem condições de assumir essa responsabilidade. Aimoré, quando assumiu a chefia do time brasileiro, era técnico do Tricolor e manteve contrato com o clube para depois da competição mundial.

Porém, os processos de convocações e cortes de jogadores minaram o relacionamento do treinador com a diretoria do São Paulo. Dos cinco atletas pré-relacionados para a Copa, somente dois foram para o evento. E os dois não fizeram nenhuma partida. Assim, terminado o torneio, no dia 1º de julho, dirigentes e treinador romperam contrato.

 

saopaulofc.net