Perda de receitas, redução salarial… Diretor do São Paulo explica impacto da pandemia nas finanças do clube

A situação dos clubes brasileiros já não era fácil antes da paralisação das competições por conta da pandemia de coronavírus e deve piorar bastante nos próximos meses. Isso não é diferente no São Paulo, um gigante no país, que estava tentando se ajustar antes da paralisação e acabou levando o duro golpe que em um mês já trouxe impactos significativos nos cofres tricolores.

Em entrevista para a Rádio Transamérica, na última quarta-feira, o diretor financeiro do São Paulo, Elias Albarello, explicou um pouco dos efeitos econômicos da pandemia nas contas do clube, além dos meandros da negociação de redução salarial com os jogadores. Somente em bilheteria, o dirigente estima ter perdido cerca de R$ 6,5 milhões.

– Já tivemos (impacto) no início de março e impactará nos meses seguintes, porque evidentemente ninguém tem dimensão de até quando ficaremos nessa situação e já foi devidamente publicado, sobre o não pagamento/recebimento da última cota de direitos de TV do Campeonato Paulista. Além disso tem a receita da bilheteria. Para dar valores nisso, nós tivemos o último jogo antes da paralisação contra o Santos, no Morumbi, um jogo de portões fechados, quando nós já tínhamos vendido algo em torno de R$ 1,2 milhão. Logo em seguida, isso foi num sábado, na terça-feira nós teríamos o jogo contra o River Plate, que já tínhamos vendido antecipadamente algo em torno de R$ 5 milhões. Só aí estamos falando de R$ 6,5 milhões – calculou.

Para amenizar esse impacto, Albarello comemorou o fato de ter renovado o contrato de patrocínio com o Banco Inter, que terminaria neste mês e foi prorrogado até o final do ano. Segundo o diretor são-paulino, essa negociação é algo inédito em meio ao caos econômico mundial.

– Fora o que acarretou em função de patrocínios, de não recebimento, e isso é muito natural, de algumas parcelas de alguns contratos. Felizmente o Banco Inter entendeu essa situação, continuou com essa parceria, vai continuar, renovação algo inédito no Brasil, talvez no mundo, de renovar um patrocínio até o final do ano, neste momento – declarou.

Esses impactos da pandemia forçam o clube a tomar atitudes em relação aos gastos mensais, como a folha salarial do elenco. A iniciativa do clube foi reduzir o salário dos jogadores em 50%, garantindo pelo menos R$ 50 mil mensais para cada um e o ressarcimento do restante em parcelas, após a volta das receitas. Embora a decisão não tenha agradado ao elenco, Elias Albarello afirma que ninguém vai deixar de receber e o tema continua aberto.

– Isso nos levou a algumas ações junto ao clube, internamente, não somente em relação ao elenco, mas também na administração, não foi diferente. Estamos trabalhando com fornecedores, tentando estabelecer uma negociação com os principais fornecedores, sempre entendendo esse momento, evidentemente. E com os atletas, que naquele momento é o maior impacto dentro dos custos do clube, uma proposta de negociação, que não é uma redução, como muitos divulgaram, uma redução unilateral do São Paulo, foi feito aí uma grande discussão com os atletas de um diferimento de 50% dos salários. Então nós estamos pagando os 50%, e vamos diferir quando voltarmos a ter receita. Muito se divulgou que isso não foi aceito, na verdade foi colocado isso e os atletas entenderam – explicou, antes de concluir:

– Felizmente a gente tem ali no São Paulo uma relação muito boa, diretoria de futebol, com os atletas, com a comissão técnica, e foi possível fazer uma discussão em alto nível. Evidentemente que essa discussão não está encerrada, até porque nós teríamos o retorno dos atletas, previsto para o dia 20, o que provavelmente vai se estender até o final do mês, mas está sempre aberto, até porque não temos ideia até que momento nós vamos vivenciar o que está acontecendo. Então a princípio foi feita essa negociação, entendemos que atende as necessidades dos atletas e também dentro do nosso fluxo de caixa, que consegue ultrapassar essa fase.

Lance

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São Paulo vai suspender 50% dos salários mesmo após impasse

O São Paulo vai suspender 50% dos salários de seus jogadores durante o período de paralisação do futebol mesmo depois de boa parte do elenco não ter gostado da proposta apresentada pela diretoria. A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho no Globo Esporte.

De acordo com apuração do LANCE!, essa decisão ainda não foi comunicada a todo o grupo, mas já está tomada. A diretoria considera que não está fazendo uma imposição aos atletas e avalia que não há outra alternativa para encarar este período de receitas menores devido à pandemia do novo coronavírus.

A proposta apresentada foi a seguinte: suspensão de 50% dos salários de março, abril, maio e junho (se a crise persistir até lá) e congelamento dos direitos de imagem do período. Todos os valores que ficarem pendentes serão pagos após a normalização da situação, de forma parcelada. Para quem ganha menos de R$ 100 mil, o valor mínimo mensal a ser pago durante a crise será de R$ 50 mil. Quem recebe abaixo disso não será afetado.

É certo que o diretor de futebol Raí sofrerá exatamente as mesmas alterações em seus vencimentos. O mesmo deve se aplicar a outros membros da diretoria, inclusive ao presidente Leco, que é remunerado. Uma resolução oficial deve sair nos próximos dias.

Há algumas negociações individuais a fazer. Daniel Alves, por exemplo, tem uma robusta parcela de seus direitos de imagem para receber em abril. O clube tentará chegar a um acordo com ele para alterar a forma de pagamento e acredita que não terá problema.

O elenco do São Paulo entrou em férias de 20 dias, iniciadas na última quinta-feira. Não há nenhuma previsão de retorno de Paulistão e Copa Libertadores.

Lance

São Paulo terá diálogo com elenco em busca de solução para pagar salários e definir férias

São Paulo vai incluir os jogadores no debate para buscar soluções de como arcar com os compromissos financeiros em meio à paralisação do futebol por causa do novo coronavírus. Sem nenhuma decisão tomada no momento, o Tricolor vai ouvir os atletas no processo de decisão para definir a maneira de pagar os salários.

Na última quarta-feira, os clubes das Séries A e B não entraram em um acordo coletivo sobre os salários. Ficou definido que os atletas teriam 20 dias de férias em abril.

Mas o São Paulo não vê essa questão imposta de forma arbitrária, entende ter a prerrogativa de ainda não dar férias e vai conversar com os jogadores sobre se eles estão de acordo com esse período de férias coletivas de 1º a 20 de abril. Ou seja, essa não é uma questão definida no Morumbi.

Em relação aos salários, o São Paulo já caminhava no sentido de buscar uma solução individual antes mesmo de a reunião entre os clubes ser realizada.

– Acredito que já foi passado algo de que vai ter uma conversa, de que nada vai ser imposto como obrigação. Ainda estamos aguardando alguns detalhes para ter essa conversa, nós queremos, mas não adianta nada se reunir nesse momento. Estamos esperando acalmar as coisas. Tem que ser algo que possa ser benéfico pra todos os lados. Tem que esperar e ver qual a posição do clube, a proposta do clube e, como falei, estamos aptos e abertos a algo bom pra todos os lados – afirmou o goleiro Tiago Volpi, ao ser perguntado pelo GloboEsporte.com em entrevista exclusiva.

– Houve um aviso, sim, de que vão conversar com todos os jogadores para poder tomar uma decisão em conjunto que seja algo benéfico para todos. Mas ainda não teve um pontapé inicial, ate porque precisa esperar as coisas acalmar um pouco. Não adianta querer pensar em acordo salarial nesse momento tumultuado. É esperar a maré baixar para ver isso – completou Volpi.

Fernando Diniz conversa com elenco do São Paulo — Foto: Divulgação São PauloFernando Diniz conversa com elenco do São Paulo — Foto: Divulgação São Paulo

Fernando Diniz conversa com elenco do São Paulo — Foto: Divulgação São Paulo

 

O São Paulo tem uma preocupação interna financeiramente, pois as receitas diminuíram sem a realização dos jogos. A folha salarial total do elenco supera a casa dos R$ 11 milhões. Uma boa notícia foi a antecipação de parte da premiação pela participação na fase de grupos da Copa Libertadores, no valor de US$ 1,8 milhão (aproximadamente R$ 9,1 milhões).

Por outro lado, o clube teve prejuízo de R$ 47 mil no clássico com o Santos com portões fechados e não poderá contar com a renda de bilheteria. Além disso, o Barcelona ainda não pagou 1 milhão de euros (cerca de R$ 5 milhões) acertado pela opção de compra de Gustavo Maia, jogador da base.

– Os jogadores estão todos preocupados, porque a gente sabe como começou a pandemia, mas não sabe o fim, qual vai ser o pico de disseminação da doença e tem todas essas questões que estão sendo ventiladas pela imprensa que estou acompanhando. Mas o São Paulo está tendo uma postura muito positiva de buscar a solução conjuntamente, porque hoje o São Paulo trabalha ainda mais nessa direção, de fazer uma coisa que contemple todas as pessoas envolvidas no contexto geral do clube. E tendo como principais atores os jogadores e os torcedores – disse Fernando Diniz, em entrevista exclusiva ao “Troca de Passes”, do SporTV.

– Temos que fazer de tudo para que o jogador se sintam seguros e acho que o São Paulo está caminhando com a sua diretoria para essa direção, de trocar ideias. A gente, a diretoria não tem receios de trocar ideia, com suas lideranças, para eles participarem do processo decisório de maneira coerente. O jogador de futebol tem que ter mais voz e uma voz consciente porque de fato ele é, junto com o torcedor, o protagonista do espetáculo que é o futebol, que a gente, como vocês da imprensa, acaba participando. Ele tem que ser ouvido e aqui no São Paulo é ouvido – completou o treinador.

Fernando Diniz comenta trabalho realizado no São Paulo em

No início de fevereiro, o São Paulo recebeu cerca de R$ 38,5 milhões pela venda de 20% de David Neres ao Ajax em operação casada com a negociação de Antony, mas mesmo assim ainda segue com um déficit milionário. Na última reunião do Conselho de Administração, o clube apresentou em seu balanço R$ 156 milhões de déficit.

Há um receio de que algumas empresas parem de pagar mensalidades por também não estarem gerando receitas, o que dificultaria ainda mais o fluxo de caixa. Dos 13 patrocinadores que o São Paulo tem até este momento, apenas um sinalizou que pode deixar de pagar. O clube tenta contornar a situação.

Outro assunto que pode ser debatido com os jogadores é em relação ao direito de imagem. O pagamento é feito no dia 10 de cada mês, mas, como o São Paulo não está explorando essa imagem integramente devido à paralisação do futebol, pode haver uma discussão sobre como pagar esse valor a cada atleta.

Globo Esporte

São Paulo apresenta balanço anual com R$ 156 milhões negativos

O São Paulo apresentou o seu balanço anual de 2019 para o Conselho de Administração. Segundo apurou o UOL Esporte a peça apresentou déficit de R$ 156 milhões. Os integrantes do órgão aprovaram com ressalvas – sendo que o vice-presidente Roberto Natel foi voto contrário. Agora, o balanço deve ser colocado para a apreciação do Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo do Tricolor paulista.

A expectativa era muito diferente para a última temporada. O clube pretendia fechar 2019 zerando os débitos com instituições financeiras e de curto prazo e com mudanças no sistema de gerenciamento para não depender mais da venda de jogadores para sobreviver.

No decorrer deste percurso, porém, os dirigentes do clube chegaram à conclusão de que era o momento de mudar os rumos e fazer um investimento maior no time para tentar dar um salto de qualidade e conquistar títulos. Por isso, jogadores mais caros e com salários mais altos foram contratados. Por outro lado, não vendeu tantos atletas como se esperava.

Para complicar ainda mais a situação em 2019, o São Paulo deixou a Copa Libertadores antes da fase de grupos e a Copa do Brasil logo em seu primeiro mata-mata. Tais quedas refletiram em uma baixa de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao projetado para a temporada.

As receitas de TV também tiveram desempenhos inferiores aos orçados por causa das quedas nos torneios. Eram projetados R$ 118 milhões e foram atingidos R$ 65 milhões, segundo relatório da diretoria. Por isso mesmo, o São Paulo precisou aprovar cerca de R$ 37 milhões em empréstimos bancários em 2019.

O São Paulo ainda precisou fazer acordos judiciais referentes ao caso Ricardinho, em que deve pagar R$ 30 milhões e mais R$ 25,7 milhões para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Por isso, os integrantes do Conselho de Administração pretendem acompanhar de perto a atuação do departamento de futebol em 2020. O clube já acertou a venda de Antony para o Ajax e de 20% dos direitos de David Neres.

UOL

São Paulo chega a 50 clássicos da ‘era Leco’ com aproveitamento de 30% e ‘números de rebaixado’

empate sem gols com o Corinthians, sábado, no Morumbi, foi o 50º clássico do São Paulo com Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, na presidência. E os números, como mostra o levantamento feito pelo historiador Alexandre Giesbrecht no Twitter, são vergonhosos.

Desde 15 de outubro de 2015, quando Leco assumiu o cargo após a renúncia de Carlos Miguel Aidar, o São Paulo tem estatísticas facilmente compatíveis a equipes rebaixadas quando enfrenta CorinthiansPalmeiras e Santos, seus principais rivais no estado.

O time do Morumbi venceu apenas dez clássicos no período, nove como mandante e apenas um fora de casa (em 15 de fevereiro de 2017, contra o Santos, na Vila Belmiro). Também empatou 15 vezes e perdeu 25, um aproveitamento de 30% – como grau de comparação, o Cruzeiro caiu no Brasileirão do ano passado com 31,6%.

Em todo o período, o São Paulo fez 43 gols, ou seja, menos de um por jogo, e sofreu 72, média acima de um tento por clássico.

Os números melhoram um pouco em casa, onde o São Paulo venceu nove dos 22 jogos e conseguiu 50% dos pontos, além de marcar 22 gols e sofrer 19.

Como visitante, a diferença é absurda: uma vitória, oito empates e 18 derrotas em 27 clássicos, com 21 gols a favor e 53 contra.

Veja abaixo o aproveitamento contra cada um dos rivais:

Corinthians

  • 21 jogos: 4 vitórias, 8 empates e 9 derrotas – 31,3%

Foi contra o Corinthians que o São Paulo de Leco passou uma de suas maiores vergonhas recentes, ao ser goleado por 6 a 1 pelos reservas do rival, já campeão brasileiro em 2015, na Arena. No período, o time tricolor também foi eliminado em duas semifinais do Paulistão (2017 e 2018) e perdeu uma final do estadual (2019).

De positivo, tem uma goleada por 4 a 0, no Brasileiro de 2016, em jogo marcado pela grande atuação do meia peruano Cueva, e a conquista da Florida Cup de 2017, em uma decisão por pênaltis que terminou com brilho de Sidão.

Palmeiras

  • 15 jogos: 2 vitórias, 4 empates e 9 derrotas – 22,2%

É contra o Palmeiras que o São Paulo de Leco mais sofre quando o assunto é clássico. Foram apenas duas vitórias, ambas no Morumbi, e muitas derrotas, a maioria no Allianz Parque, onde o time nunca venceu – chegou a levar 3 a 0 duas vezes, inclusive, no Paulistão de 2017 e no Brasileiro do ano passado.

O Choque-Rei mais positivo do período foi na semifinal do Paulistão de 2019, quando Tiago Volpi defendeu dois pênaltis e classificou o São Paulo à decisão após empate sem gols, no Allianz. De negativo, além das surras, houve a perde da invencibilidade de 16 anos sem perder no Morumbi.

Santos

  • 14 jogos: 4 vitórias, 3 empates e 7 derrotas – 35,7%

Os melhores números do São Paulo de Leco são contra o Santos. Foi contra o alvinegro que o clube tricolor venceu seu último clássico fora de casa, há três anos, e contra quem também ostenta o melhor aproveitamento.

O Santos foi, aliás, o primeiro clássico de Leco à frente do São Paulo. Seis dias depois de assumir, o presidente viu Doriva escalar uma formação suicida com todos os medalhões juntos (Ganso, Michel Bastos, Alan Kardec, Pato e Luis Fabiano) e perder por 3 a 1 pela semifinal da Copa do Brasil. Este foi, também, o último jogo oficial de Rogério Ceni.

Diretores do São Paulo se revoltam com arbitragem do clássico; Lugano é contido pela PM

Os diretores do São Paulo Lugano, Raí, Alexandre Pássaro e Chapecó se irritaram com a arbitragem do clássico contra o Corinthians, neste sábado, e cobraram duramente o trio nos túneis do Morumbi após a partida.

Lugano era o mais alterado entre os quatro. Ele precisou ser contido pela Polícia Militar e por alguns seguranças que estavam no local.

Árbitro Douglas Marques das Flores em São Paulo x Corinthians — Foto: Thiago Bernardes / Estadão ConteúdoÁrbitro Douglas Marques das Flores em São Paulo x Corinthians — Foto: Thiago Bernardes / Estadão Conteúdo

Árbitro Douglas Marques das Flores em São Paulo x Corinthians — Foto: Thiago Bernardes / Estadão Conteúdo

 

A maior irritação dos dirigentes foi por conta de um pênalti não marcado sobre Igor Gomes no final da partida. O meia foi ao chão após ser tocado nas costas. Para Salvio Spinola Fagundes Filho, comentarista de arbitragem da Globo, foi pênalti.

O confronto terminou 0 a 0, e os árbitros foram xingados pelos mais de 44 mil torcedores presentes no Morumbi. Jogadores e o técnico Fernando Diniz também se aproximaram do árbitro para, ainda dentro de campo, reclamar do lance.

Globo Esporte

Neto detona diretoria do São Paulo e compara política do clube ao Regime Militar

O ex-jogador Neto disparou várias críticas à diretoria do São Paulo, na tarde desta terça-feira (11), no programa Os Donos da Bola. Na última segunda (10), veio à tona uma informação de que o clube paulista atrasou salários e direitos de imagem do elenco profissional.

“Lembram ano passado, quando eu falei que vocês não iam ter dinheiro pra pagar o Daniel Alves? Que vocês estavam com um déficit de 180 milhões? Que você Leco, pediu pros conselheiros do São Paulo uma ajuda pra liberar 33 milhões pra pagar tudo?”, questionou Neto.

“Vocês não tão pagando CLT, direito de imagem. Não sei se é só um mês e quando sai isso é porque o jogador falou”, acrescentou.

Neto também falou sobre o lado esportivo do São Paulo. O último título conquistado pelo Tricolor é a Copa Sul-Americana, em 2012.

“A vergonha que o torcedor são-paulino tá sofrendo vem de vocês todos. Vocês ainda não criam vergonha na cara pra fazer assim: ‘eu não sou mais soberano, eu posso voltar a ser’. Vocês continuam achando que são os soberanos e não sai mais”, opinou.

Por fim, Neto comparou a política interna do São Paulo ao Regime Militar, que ocorreu entre 1964 e 1985, no Brasil.

“Vocês não são mais exemplo pros outros clubes. Democraticamente vocês deixaram de ser democráticos. O que vocês viraram? É isso que aconteceu em 64. É por isso que o São Paulo tá desse jeito”, concluiu.

via: Torcedores

SPFC tenta recuperar força no Morumbi; diretoria espera atrair torcida

O Morumbi é um aliado histórico do São Paulo, principalmente em jogos de mata-mata. O estádio, porém, não viveu seus melhores momentos em 2019. O Tricolor acumulou nove vitórias, nove empates e quatro derrotas dentro de sua casa na temporada passada.

Em 2020, o desafio da equipe é melhorar o aproveitamento de 54% e fazer com que o estádio volte a ser temido pelos adversários.

Os principais tropeços do Tricolor foram justamente em momentos decisivos. As duas eliminações de 2019 (Copa do Brasil e Libertadores) contaram com atuações apáticas da equipe no Morumbi.

No Campeonato Brasileiro, o time conseguiu vitórias contra rivais diretos por uma vaga na Libertadores, como os 3 a 2 sobre o Santos e o 1 a 0 diante do Corinthians, mas tropeçou contra equipes que brigaram na parte inferior da tabela – derrota para o Fluminense e empate com o CSA.

A falta de apoio do torcedor não pode ser uma justificativa para o baixo desempenho dentro de casa. Isso porque o Tricolor teve a quarta melhor média de público da competição, levando pouco mais de 29 mil pessoas por jogo.

Mesmo diante do bom público, a diretoria tomou uma primeira iniciativa para que o Morumbi volte a ser o porto seguro do São Paulo.

No início da semana passada, o Tricolor lançou um pacote promocional com venda de ingressos para nove jogos, incluindo Copa Libertadores e Paulistão.

A promoção envolve três partidas da Libertadores no Morumbi (LDU, River Plate e Binacional) e seis da primeira fase do Paulistão, sendo dois clássicos (Corinthians e Santos).

A estreia do São Paulo na temporada será justamente diante de seu torcedor. Na próxima quarta-feira, a equipe comandada por Fernando Diniz encara o Água Santa, às 21h30, no Morumbi, pela primeira rodada do Grupo A do Campeonato Paulista.

Globo Esporte

São Paulo quer Lugano mais próximo do futebol no ano que vem

A manutenção de Raí como diretor de futebol, definida nessa sexta-feira, não significa que o São Paulo não terá mudanças no departamento para 2020. Na reunião que confirmou a renovação do ídolo, o presidente Leco deu a ele a missão de fazer algumas alterações na estrutura física e pessoal do CT da Barra Funda, sendo que uma delas tem a ver com a função exercida por Diego Lugano.

​A ideia é que o ex-zagueiro participe mais do dia a dia e das decisões do futebol. Ele é superintendente de relações institucionais do Tricolor desde janeiro de 2018 e não tem (ou não tinha) como principal atribuição o time de futebol, embora tenha entrada no vestiário e esteja muito frequentemente no CT da Barra Funda e no Morumbi. O próprio Lugano já declarou que mantém certo distanciamento dos jogadores pela dificuldade de enxergá-los como subordinados e não mais como colegas de time.

O trabalho de Lugano, até hoje, foi mais focado em relacionamento com outros clubes e pessoas do futebol. Ele foi um dos idealizadores, por exemplo, da Legends Cup, competição de ex-jogadores que acontecerá no Morumbi em 15 de dezembro e reunirá nomes históricos de São Paulo, Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Barcelona.

​Alguns movimentos do São Paulo, no entanto, tiveram participação direta do uruguaio nos últimos anos, casos das contratações de Diego Aguirre e Gonzalo Carneiro, em 2018, e de Juanfran e Daniel Alves, em 2019. Mas ele nem sempre foi consultado. A demissão de Aguirre, por exemplo, foi definida sem a sua anuência. Isso, em tese, não voltará a acontecer.

Há uma pressão grande sobre Leco para que o São Paulo reformule o CT da Barra Funda, com modernização de equipamentos e troca de profissionais em algumas áreas. O presidente espera que isso seja tocado por Raí, com auxílio de Lugano.

Lance

São Paulo prevê R$ 80 milhões em vendas ainda em 2019; definição de orçamento fica para quinta

Por Marcelo Hazan – Globo Esporte

São Paulo projeta ganhar ao menos R$ 80 milhões com vendas de jogadores até 31 de dezembro. O dinheiro servirá para cobrir o prejuízo financeiro nas contas do clube – de janeiro a agosto o Tricolor registrou déficit de R$ 76,5 milhões.

Neste momento, o jogador mais valorizado do elenco no mercado é Antony. O atacante é alvo, por exemplo, de observação do Borussia Dortmund (da Alemanha) e também está na mira de outros clubes. Nos bastidores ele é cogitado como um dos atletas que poderá ser negociado depois do Brasileirão.

Raí (diretor executivo) e Alexandre Pássaro (gerente) participaram da reunião do Conselho de Administração nesta segunda-feira, no Morumbi, na qual o órgão discutiu sobre a proposta orçamentária de 2020. A promessa é bater a meta de vendas orçada para este ano: R$ 121 milhões. Mas não foi falado se um ou mais jogadores serão negociados para que esse número seja atingido.

O orçamento de 2020, por outro lado, ainda não foi fechado. Há números em discussão e a ideia é diminuir, por exemplo, o valor inicialmente previsto para gasto com salários, encargos e direitos de imagem, de R$ 26,8 milhões.

O encontro desta segunda-feira foi o segundo para debater o orçamento de 2020. A proposta inicial também projetava para o próximo ano receitas de 33 milhões de euros (cerca de R$ 154 milhões) com negociações de jogadores, sendo 75% do valor recebido à vista. Mas esse número não está fechado.

Uma última reunião do Conselho de Administração será feita na quinta-feira, prazo final para que a proposta orçamentária seja definida. Depois de aprovado, o documento será submetido ao Conselho Deliberativo, em reunião a ser marcada ainda neste mês.

As premissas da proposta orçamentária de 2020 serão usadas como base de 2021 a 2023. Mas ano a ano esses números serão revisados e novamente aprovados.

Diretor de futebol do São Paulo diz que ideia da diretoria é manter Diniz e avisa: ‘Não estamos completamente satisfeitos’

Raí, diretor de futebol do São Paulo, disse após a derrota por 3 a 0 para o Grêmio que a ideia da diretoria é manter Fernando Diniz como treinador, mas com uma ressalva: o clube não está completamente satisfeito com o trabalho, já que a vaga na fase de grupos da Libertadores já poderia estar assegurada.

– Nenhuma mudança. A ideia é essa, que ele permaneça. O que acontece é que a gente poderia ter se classificado já para a fase de grupos. Se isso não aconteceu, a gente não está completamente satisfeito. Mas quem está mais insatisfeito é o próprio Fernando Diniz, além do grupo. Tem que ser uma responsabilidade compartilhada entre todos nós. Tem um trabalho que está sendo bem feito. Obviamente não tem ainda a regularidade que gostaríamos que tivesse, mas acreditamos bastante na sequência do trabalho – disse Raí.

Diniz acumula seis vitórias, quatro empates e cinco derrotas em 15 partidas à frente do São Paulo (48,8% de aproveitamento). O índice é pior do que de seu antecessor, Cuca, que obteve 55,5% dos pontos em 21 rodadas do Brasileirão. O time está em sexto lugar no Brasileirão e depende de uma vitória sobre o Internacional, na quarta-feira, às 21h30, no Morumbi, para garantir-se na fase de grupos da Libertadores – a vaga na fase preliminar foi assegurada neste domingo graças à derrota do Goiás para o Fortaleza.

– Pressionado o São Paulo sempre vai estar. Começamos o campeonato pensando em título e agora o mínimo que a gente tem que conseguir é a fase de grupos. Depende só da gente, um jogo em casa – acrescentou Raí.

Embora diga que a ideia é manter Diniz, o próprio diretor de futebol não está garantido no clube em 2020. Ele fica sem contrato no fim do ano e o presidente Leco tem sofrido pressão até de aliados para não renovar. Ao contrário de outros momentos, o presidente não assegura que vá bancar o ídolo no cargo.

– Por enquanto o mais importante é o São Paulo se classificar para a fase de grupos. É quase uma obrigação na situação em que a gente está. Tendo ainda a oportunidade nas nossas mãos. O foco é todo nisso, 100% nisso, não vamos pensar em nada além disso – despistou Raí, que classificou a oscilação como maior problema da equipe.

– Muitos altos e baixos. Realmente o time ficou abatido. Quando você tem momentos de vazio como nós tivemos, contra um time como o Grêmio, eles acabam matando o jogo. É decepcionante. Agora a responsabilidade é nossa de ir buscar essa classificação direta. O torcedor está triste, nós estamos chateados também, mas depende só da gente. É trabalhar esse lado psicológico. Hoje teve um momento em que o Grêmio matou o jogo. Isso não pode acontecer nunca mais.

Raí também falou sobre as declarações recentes de Daniel Alves, que disse ver “partidos políticos” dentro do São Paulo e classificou a situação como “ridícula”.

– Obviamente que a responsabilidade é compartilhada. Só quem pode tirar o São Paulo dessa situação é quem está aqui dentro. Obviamente cada um é livre para dar sua opinião, mas cada um também cumpre com sua responsabilidade. O grupo é capaz de cumprir com sua obrigação. Independentemente dos problemas do São Paulo, que não são novos, temos condições e qualidade de sobra para conseguir essa classificação.

Lance

Kaká reprova contratações do São Paulo, demissão de Aguirre e saída de Cuca

As excessivas e recentes trocas no comando técnico do São Paulo não vêm agradando a um ídolo da torcida tricolor. Entrevistado da vez no programa “Aqui com Benja”, da Fox Sports, o ex-meia disse que acredita em “contratações por critério” e que eles não devem ser “baseados no resultado do próximo domingo”. No caso de Aguirre, ele entende que o fato de o time ter alcançado a liderança do Campeonato Brasileiro, em certo momento da passagem do uruguaio, aumentou as expectativas sobre o trabalho do treinador demitido há exatamente um ano.

“Não acho que era a hora (de demitir), por mais que você queira mandar embora. Não faltando cinco rodadas. Termina as cinco rodadas, não renova o contrato. A minha crítica é ali”, ponderou, antes de completar: “Acho que tinha que manter. O grande erro do Aguirre foi ter ficado em primeiro. O grande problema dele foi ter terminado o primeiro turno do Campeonato Brasileiro em primeiro. Fez um excelente campeonato, voltou com o time para a Libertadores…”, destacou Kaká, que não aprovou o pedido de demissão de Cuca em 2019.

“Não acho que foi um comportamento correto do Cuca. Não em relação às declarações, mas em relação ao trabalho. Você chega num clube sabendo mais ou menos o que vai encontrar”, comentou.

O melhor jogador do mundo de 2007, entretanto, elogiou o treinador campeão brasileiro com o Palmeiras em 2016. Para ele, a situação no Morumbi é que não ficou muito bem definida.

“Chegar e falar que está saindo porque não deu certo, realmente não acho que é a justificativa mais correta para sair naquele momento. Gosto muito do Cuca como treinador, acho que ele, no Brasil, é um dos diferenciados. Agora, especificamente no São Paulo, a justificativa dele não é muito coerente. Poderia ter levado um pouco mais e tentado fazer as coisas acontecerem”, concluiu.

Créditos: Fox Sports

Muricy critica diretoria do São Paulo: “Chega de ser zoado, c*”

O ex-técnico do São Paulo e atual comentarista do Grupo Globo, Muricy Ramalho, fez críticas à diretoria do clube, que podem ser vistas em um vídeo que circula nas redes sociais desde a noite de ontem.

“Duas horas pra falar do São Paulo porque é meu clube, caralho. E não tenho nenhum interesse. Eu tenho interesse como vocês. A gente ama o clube…A gente ama esse lugar, entendeu? Então, eu acho que estamos na hora de passar isso um pouco pra eles. Os dirigentes nossos têm que sentir um pouco isso. Que isso aqui é muito grande, isso é gigante, porra. Isso aqui você não tem ideia, os caras não têm ideia do que é isso aqui. Acho que eles não têm ideia do que é isso aqui. Chegou a hora que já deu, chega. Chega de ser zoado, caralho. Chega de os caras encherem o saco nas escolas das crianças. Chega de as crianças nossas não quererem mais ser são-paulinas”

Pouco tempo após criticar a diretoria, Muricy pediu a palavra novamente para se desculpar pelo “desabafo” com o público presente no evento.

“Desculpa, me empolguei um pouco porque tô meio, meio não, tô puto com esses caras”, finalizou o treinador, que foi aplaudido e ovacionado pelas pessoas que assistiam ao desabafo.

TRI! CÔ! VÔ! 🇾🇪@tricovotweets

🎙 | Muricy:

“A gente ama o clube, foda-se. Nossos dirigentes tem que sentir. Isso aqui é gigante. Os caras não tem ideia do que é isso. Já deu. Chega de ser zoado, caralho. Chega das nossas crianças não quererem mais ser São-Paulinos. Chega dessa porra”

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Torcida protesta contra técnico Cuca, jogadores e Leco no portão do Morumbi

Os são-paulinos que foram ao Morumbi na noite desta quarta-feira terminaram decepcionados. Alguns torcedores, reunidos diante do portão principal do estádio, protestaram após a inesperada derrota por 1 a 0 contra o Goiás e citaram o técnico Cuca.

“Eu, Cuca, vai tomar no c*!”, gritaram os são-paulinos, revoltados. “Tá de palhaçada, salário em dia e surra atrasada!” e “Vergonha, vergonha, vergonha, time sem vergonha!” foram alguns dos cânticos entoados pelo grupo de torcedores na saída do Morumbi.

Com o tropeço diante do Goiás, o São Paulo perdeu a chance de dormir na terceira colocação do Campeonato Brasileiro e piorou ainda mais seu desempenho como mandante, que agora é de quatro vitórias, seis empates e um revés.

Com os mesmos 35 pontos ganhos, o São Paulo permanece na sexta colocação do Campeonato Brasileiro. Pela 22ª rodada, às 19 horas (de Brasília) deste sábado, o time tricolor volta a campo para encarar justamente o líder Flamengo, no Estádio do Maracanã.

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