Parceiros por Daniel, déficit, chegadas e saídas: Veja o que pensa o São Paulo

Os principais nomes da diretoria de futebol do São Paulo deram uma entrevista coletiva na quinta-feira e falaram, entre outros temas, da delicada situação financeira do clube (houve déficit de R$ 180 milhões em 2019 – entenda clicando aqui – e é certo que será preciso vender jogadores para equilibrar o caixa).

Abaixo, veja o que os dirigentes estão pensando sobre alguns temas extra-campo, como chegadas, saídas, o pagamento dos salários e luvas de Daniel Alves e o impacto que a contratação de Volpi por R$ 20 milhões terá.

A CRISE FINANCEIRA

Raí, diretor de futebol:
– A situação do São Paulo não é diferente da situação da maioria dos clubes do Brasil. O São Paulo tem como positivo a formação de diversos jogadores talentosos que chamam a atenção do mercado. Em 2019 a gente investiu bastante, formou um grupo forte mesclando jogadores experientes, como o Daniel Alves, capitão da Seleção Brasileira, com a chegada e o amadurecimento de jovens que são ativos do clube. A gente sabe da responsabilidade financeira, que não é muito diferente da maior parte dos clubes brasileiros, e hoje temos um número grande de jovens que chamam a atenção do mercado. É questão de equacionar esses ativos. Hoje, além dos jogadores que chamam a atenção do mercado, também temos atletas já treinando com a gente há algum tempo, que podem ser substitutos à altura caso tenha uma saída.

VAI CHEGAR ALGUÉM?

Raí:
– Estamos muito satisfeitos com o elenco que construímos nesses últimos anos, muito confiantes, mas obviamente a gente não fecha os olhos para o mercado, para oportunidades, e estamos sempre em troca de ideias com a comissão técnica para ver em qual posição a gente pode acrescentar. Não é a prioridade, mas estamos sempre atentos.

E OS PARCEIROS PARA AJUDAR A PAGAR DANIEL ALVES?

Alexandre Pássaro, gerente de futebol:
– Esse pagamento não depende dos parceiros, esse pagamento já está no orçamento do São Paulo, o São Paulo já conta com isso. Caso entrem novos parceiros, além da DAZN (acordo já fechado que deve render R$ 5 milhões em três anos), esse valor é abatido e a gente vai costurando. Se houver novos parceiros, novas receitas, vai abatendo a diferença daí. Quando a gente assinou um contrato longo com o Daniel, não é para conseguir todos os parceiros nos primeiros seis meses de contrato. Isso pode acontecer ao longo do tempo, com a performance dele, com idas à Seleção, a Copa do Mundo aquece o mercado… Do mesmo jeito que o nosso projeto esportivo para ele é longo, o projeto de arrumar parceiro é longo. Existe uma equipe interna e outra equipe externa trabalhando nisso e temos certeza que a oportunidade vai aparecer em breve.

POR QUE DANIEL ALVES RECEBE, ALÉM DOS SALÁRIOS, PARCELAS SEMESTRAIS MAIS ROBUSTAS?

Alexandre Pássaro:
– Isso não é uma exclusividade do Daniel Alves. Hoje em dia, é natural que o
jogador receba o salário por mês e que ao longo do ano receba algumas parcelas maiores que acertam um pouquinho o nível do que foi combinado. Isso não é só uma forma de jogar para a frente. Tem um outro motivo por trás: normalmente essas parcelas ficam para depois das janelas. É assim com Vitor Bueno, que assinou agora, com o Pablo… Esses valores são pagos em setembro, porque se a gente vender o jogador na janela a gente evita pagar esse valor. O caso do Daniel Alves não é diferente. É melhor que ele receba essas parcelas maiores já programadas do que no mês a mês, porque no mês a mês a gente tem necessidades para pagar aqui e ali e a coisa acaba acontecendo melhor assim.

POR QUE NINGUÉM FOI VENDIDO NESTA JANELA?

Alexandre Pássaro:
– A gente sentiu que, vendo as notícias que estavam circulando por aí, da questão do déficit, da necessidade de vendas, o mercado estava apostando nisso para talvez trazer valores para baixo pelos jogadores. Por isso que a gente acabou não concluindo algumas situações no ano passado. Por mais importante que seja o exercício fiscal, sentimos que não faria sentido depreciar um ativo nosso. Os jogadores do São Paulo, principalmente os mais novos, estarão sempre girando no mercado, entre os clubes grandes de fora. Mas o mais importante disso é ratificar que o São Paulo tem ativos. Se a gente quisesse resolver a nossa questão do dia para a noite, a gente podia fazer um pool de ativos e colocar tranquilamente R$ 300 milhões para dentro, mas não é o que a gente quer. Não é do que o São Paulo vive. O nosso desafio é encontrar o balanço entre vender os atletas na hora certa, pelo preço adequado, sem prejudicar o clube. Independentemente se algum jogador sair, o mais importante é que a estrutura do time vai continuar. Claro que podem sair um ou dois, a gente não tem uma sinalização concreta disso para falar. A sinalização concreta que a gente tem é que a espinha dorsal do nosso time permanece, e é isso que temos valorizado há algum tempo, não é de hoje.

ORÇAMENTO PREVÊ ECONOMIA COM A FOLHA SALARIAL

Alexandre Pássaro:
– Prefiro não falar em valores, até porque não se passou nenhum mês. Vou dar o exemplo do Hudson: ele está emprestado (ao Fluminense) pelo ano todo, a gente já pode contar com essa economia, mas ela só vai ser realizada quando ele ficar um ano lá, se esse empréstimo não se rescindir por algum motivo. Prefiro não falar em percentuais, mas a gente está trabalhando firme para essa meta de redução.

COMO A COMPRA DE VOLPI POR 5 MILHÕES DE DÓLARES VAI IMPACTAR?

Alexandre Pássaro:
– A gente conseguiu parcelar a entrada (de 2,5 milhões de dólares), conseguimos um prazo diferente (a entrada foi dividida em três vezes). A gente sabe que em algum momento do ano, uma parte desse valor precisa voltar de algum jeito, com alguma receita. E essa nova receita pode vir do próprio Volpi, do benefício que ele traz, das pessoas que ele ajuda a levar ao estádio, das camisas que ele vende, do ambiente que se cria com a permanência dele por quatro anos. Isso volta de algum jeito, talvez de uma forma não tangível, mas a gente trabalha para que não pese esse valor.

Lance

Anúncios

Diniz intercede e São Paulo pode atravessar Grêmio por camisa 10; salários estão no teto do clube

Mesmo criticado por grande parte da torcida antes de assumir o cargo, Fernando Diniz vai conseguindo levar o ​São Paulo ao objetivo estipulado pela diretoria – garantir vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2020. Para isso, a equipe deve encerrar o Campeonato Brasileiro no G-4. Hoje o Tricolor Paulista está exatamente em quarto lugar na tabela com 49 pontos, quatro de vantagem para o Internacional, o que dá mais tranquilidade ao comandante para as próximas partidas.

Nesta quarta-feira (30), o desafio é o clássico contra o vice-líder Palmeiras, no Allianz Parque, onde nunca venceu. Em meio à reta final do Brasileirão, Diniz também vem participando do planejamento para 2020. Ainda que não tenha certeza se ficará na próxima temporada – seu vínculo expira em dezembro -, caso atinja a meta pré-estabelecida e com um bom futebol de sua equipe, as chances são enormes de uma renovação. Por isso, confiando no seu “taco”, o treinador já indicou alguns nomes com quem já trabalhou que podem reforçar o plantel. Um deles é o meia Danielzinho, do Fluminense.

Luciano,Gilberto,Daniel

A informação procede de reportagem do ​jornalista Jorge Nicola, dos canais ESPN. Como gastou a mais do que o previsto em reforços na atual temporada, a diretoria do São Paulo fala de poucas contratações em 2020, algo em torno de três a quatro jogadores. Um dirigente do clube informa, todavia, que quem chegar tem que ser titular, caso contrário o plantel supre as necessidade. “Se for para contratar, que seja alguém melhor que aqueles que já temos aqui”, explicou uma fonte ao jornalista. Danielzinho, de 23 anos, é titular absoluto do Fluminense comandado por Marcão, porém seu contrato expira agora em dezembro e o jogador não gostou da proposta da diretoria.

Insta: @oficialbonsdebola@bonsdebolaof

🚨 Daniel, Caio Henrique e Yony González, do Fluminense, são atletas que o São Paulo, de Fernando Diniz pode contratar para 2020. (@jorgenicola)

Ver imagem no Twitter
Veja outros Tweets de Insta: @oficialbonsdebola

Além disso, o meia vem amargando salários e direitos de imagem atrasados nas Laranjeiras – bos bastidores, fala-se que Daniel não receba mais que R$ 100 mil mensais. Com isso, o estafe do meia vem tendo consultas de alguns clubes do Brasil. Além do São Paulo, o Grêmio de Renato Gaúcho é outro que pode formalizar uma oferta nas próximas semanas. A favor do armador, há Diniz, que conhece o atleta já que treinou o Flu no primeiro semestre. Em contrapartida, há a concorrência no setor, o que poderia gerar um mau aproveitamento do elenco.

São Paulo promete pagar salário de Daniel até fim de contrato

Morto no último final de semana, Daniel Corrêa estava emprestado pelo São Paulo ao São Bento até o fim do ano. Mesmo com o assassinato do jogador, na região metropolitana de Curitiba, o Tricolor prometeu pagar sua parte do salário à família do atleta.

O jogador também recebia do time sorocabano uma pequena parte da quantia do seu salário. Em contato com o R7 ainda na última segunda-feira (29), o presidente Márcio Rogério Dias disse que o momento era de “confortar a família” e iria tratar do assunto futuramente. O dirigente não atendeu as ligações ou respondeu as mensagens da reportagem desde então.

Já o presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, Rinaldo Martorelli, explicou que os clubes não seriam exigidos por lei a cumprir o restante do contrato. Ainda assim, preferem honrar os vencimentos por uma “atitude solidária” além de ajudar com traslado do corpo e enterro.

“Teoricamente, o contrato é rompido. O clube não é responsável pelo o que o atleta fez em um momento que estava fora das atividades profissionais. Não dá para exigir, mas é sempre legal que ele cumpra o contrato e ajude a família de alguma forma”, disse Martorelli.

Além disso, a Lei Pelé garante que são “direitos e deveres das partes contratantes, inclusive garantia de seguro de vida e de acidentes pessoais para cobrir as atividades do atleta contratado”. No caso de Daniel, a família do jogador será a beneficiaria.

“As entidades de prática desportiva são obrigadas a contratar seguro de vida e de acidentes pessoais, vinculado à atividade desportiva, para os atletas profissionais, com o objetivo de cobrir os riscos a que eles estão sujeitos”, diz a redação do Artigo 45.

Daniel foi encontrado morto em São José dos Pinhais (PR), na manhã do último sábado. O corpo do atleta tinha sinais de tortura, com o pescoço quase decapitado e a genitália arrancada. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de crime passional.

Daniel chegou ao São Paulo em dezembro de 2014. Antes de estrear, em setembro do ano seguinte, o atleta se recuperou de uma lesão nos ligamentos do joelho direito. Em 2017, foi emprestado ao Curitiba e depois à Ponte Preta. O jogador, então com 24 anos, havia chegado ao São Bento em junho.

O meia Daniel, assassinado em São José dos Pinhais, no Paraná, no último sábado (27), teve a maior atuação de sua vida no estádio do Maracanã, em seu primeiro jogo como titular no Botafogo. Contra o Criciúma, na 4ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2014, o meia brilhou com três gols e uma assistência.

Elenco do São Paulo faz minuto de silêncio em homenagem ao meia Daniel, morto no sábado

Os jogadores do São Paulo fizeram um minuto de silêncio antes do treino desta segunda-feira, no CT da Barra Funda, em homenagem ao meia Daniel, brutalmente assassinado no último sábado.


Daniel estava emprestado ao São Bento, mas tinha contrato com o São Paulo. A morte dele está sob investigação da polícia paranaense. O corpo do meia foi encontrado em São José dos Pinhais.

Veja abaixo a homenagem dos jogadores do Tricolor:

Marcelo Hazan

@Marcelo_Hazan

Jogadores e comissão técnica do São Paulo respeitam um minuto de silêncio pela morte de Daniel, brutalmente assassinado no último fim de semana. Jogador pertencia ao Tricolor e estava emprestado ao São Bento. Meus sentimentos

 

Fonte: Globo Esporte

São Paulo negocia jogador com clube brasileiro

Sem espaço no São Paulo e com contrato até dezembro deste ano, o meia Daniel está perto de deixar o Morumbi. De acordo com o ​Lance!, o clube tem negociações avançadas para emprestar o jogador ao São Bento até o fim da Série B.

j

“As diretorias estão conversando e, neste momento, ainda não há nada definido. Mas há um otimismo e a tendência é de que até a próxima segunda (18), o empréstimo seja concluído”, disse o empresário do atleta, Fernando Almeida, em entrevista ao Lance!.

Daniel chegou ao ​São Paulo em 2015, mas teve poucas oportunidades com a camisa tricolor – fez apenas 16 jogos e não balançou as redes. No ano passado, foi emprestado ao Coritiba e neste ano, durante o Paulistão, vestiu a camisa da Ponte Preta.

Meia do São Paulo está na mira do São Bento

Sem espaço no São Paulo, o meio-campista Daniel está próximo de assinar contrato de empréstimo com o São Bento, de Sorocaba, até o fim desta temporada e disputar a Série B do Brasileirão. As diretorias dos dois clubes possuem uma boa relação e estão em negociações avançadas. A tendência é de que haja um acerto nos próximos dias.

Daniel tem contrato com o Tricolor até o fim desta temporada e não será utilizado pelo técnico Diego Aguirre. O jogador, inclusive, nem sequer treina com o elenco principal e trabalha em horários alternativos no CT da Barra Funda há quase um mês.

O empresário do meio-campista Fernando Almeida é um dos responsáveis pelas negociações e confirmou ao LANCE! o interesse do São Bento. Procurado, o clube de Sorocaba informou que deve fazer algumas contratações nas próximas semanas e não descartou o nome do meia são-paulino.

– As diretorias estão conversando e, neste momento, ainda não há nada definido. Mas há um otimismo e a tendência é de que até a próxima segunda (18), o empréstimo seja concluído – informou o agente do atleta.

Contratado pelo clube do Morumbi em dezembro de 2014, Daniel não conseguiu demonstrar seu futebol no São Paulo. Ao todo, foram 16 jogos e nem um gol sequer. O jogador chegou a ser emprestado para o Coritiba e, no Paulistão deste ano, para a Ponte Preta, mas não vingou.

Agora, seu novo destino deve ser o São Bento. O time de Sorocaba tem em seu atual elenco o volante Pedro Augusto, emprestado pelo São Paulo, e tentou a contratação de Paulinho Boia e Paulo Henrique há um mês.

Fonte: Lance