São Paulo sofre para fazer gols e Diniz cobra: “Ficamos vendidos assim”

O São Paulo finalizou 22 vezes contra o Santo André na noite de hoje (9) e só conseguiu marcar um gol, com a ajuda de um desvio na barreira. Contra o Novorizontino, na semana passada, foram 26 conclusões a gol para que a bola fosse para as redes apenas uma vez. Essa falta de efetividade já irrita a torcida e causou até cobranças do técnico Fernando Diniz.

“A resposta prática é que precisamos fazer gols. Criamos muitas chances e ficamos vendidos por não fazer. O São Paulo precisa ganhar jogos e do jeito que estamos jogando, porque com esse tanto de chances criadas estamos sempre perto de ganhar. Só que precisamos colocar a bola para dentro. Não tem explicação”, apontou o comandante em entrevista coletiva após o revés na quinta rodada do Campeonato Paulista.

Para comparar, o Santo André precisou de só cinco finalizações para abrir 2 a 0 no placar ainda no primeiro tempo. Depois, o Ramalhão só incomodou de fato em contra-ataque que terminou com grande defesa de Tiago Volpi após chute de Dudu Vieira. Ainda assim, Diniz também quer que seu time seja mais atento na recomposição defensiva.

“Quando não conseguimos fazer os gols, também não podemos tomar. Os dois gols eram evitáveis. Tivemos uma falha no rebote da bola parada. Não tinha ninguém ali e nem saímos rápido no primeiro gol. Depois foi uma falha coletiva importante, com muitos erros de uma vez. São falhas corrigíveis, mas precisamos limar essas chances concedidas”, analisou.

Diniz ainda repreendeu a arbitragem comandada por Vinícis Gonçalves Dias Araújo por não ter flagrado impedimento de Ronaldo na origem do primeiro gol do Santo André. O São Paulo já havia sofrido com erros contra o Novorizontino, com dois gols mal anulados e dois pênaltis ignorados. Nas duas partidas, o Tricolor tropeçou e agora é só o terceiro colocado do Grupo C.

“Poderíamos ter evitado os gols sofridos, mas a arbitragem também poderia deixar de errar. Na segunda-feira já foi assim. Não fosse a arbitragem, fatalmente teríamos ganhado. Só que cabe a nós evitar as chances do adversário, que já têm sido poucas, e aproveitar melhor as nossas”, concluiu.

UOL

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“Não fiz mais do que minha obrigação”, diz Diniz sobre acionar Jucilei

Fernando Diniz considerou a escalação de Jucilei como bastante natural. Neste sábado, o volante voltou a jogar pelo São Paulo após mais de seis meses sem disputar uma partida oficial e não decepcionou o seu treinador, dando boa qualidade à saída de bola da equipe e sendo bastante participativo na transição ofensiva, motivos suficientes para o comandante ficar satisfeito com o camisa 8.

“Ele foi ótimo, como foi nos treinamentos. Ele reproduziu exatamente o que ele fez nos treinamentos e aquilo que já conhecia dele. Sempre achei ele um jogador primoroso, grande, que impõe respeito, com facilidade para dar passes entre linhas”, afirmou Fernando Diniz.

“Jogador que impõe respeito ao adversário, não fiz mais do que minha obrigação pôr ele para jogar, porque desde que cheguei ele tem sido destaque nos treinamentos. Hoje ajudou muito a equipe”, completou o treinador do São Paulo.

Ao contrário do que pôde ser visto contra o Palmeiras, neste sábado o São Paulo teve um espírito mais aguerrido em campo. Combativo, o time não sofreu para construir uma vantagem no placar e voltou a se encontrar na defesa, saindo de campo sem ser vazado.

“A mudança de postura [foi fundamental] e o mais importante é que os jogadores não saíram totalmente satisfeitos com o jogo de hoje. Concedemos algumas chances para a Chapecoense no segundo tempo. É aproveitar o resultado, mas melhorar porque tem muita coisa para acontecer”, disse.

“Temos que valorizar a vitória, porque a Chapecoense acabou de ganhar do Atlético-MG, empatou com o Fluminense, perdeu para o Flamengo em um jogo que poderia não ter perdido. Então, não é um time frágil. Fomos bastante agressivos com a posse de bola, na marcação, fizemos dois gols, poderíamos ter feito mais. No segundo tempo baixamos a marcação, poderíamos ter defendido melhor. Gostei da equipe, mas sabemos que temos margem para melhorar”, concluiu.

Gazeta Esportiva

Diniz vê acomodação do São Paulo em derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, Confira a coletiva

O São Paulo teve uma atuação muito abaixo do esperado e perdeu para o Palmeiras por 3 a 0, hoje (30), no Allianz Parque. O Tricolor cometeu diversos erros, principalmente defensivos, e pouco criou durante o clássico. O técnico Fernando Diniz criticou a postura dos atletas, afirmando que eles não mostraram a mesma disposição de partidas anteriores.

“Faltou para a gente muita agressividade na marcação e na construção. O que tivemos no jogo contra o Flamengo, hoje faltou. Os jogadores sabem que essas coisas não podem faltar. Em algum aspecto fomos parecidos com no jogo com o Cruzeiro, em que eles (adversários) tiveram mais vontade. Não tem nada que não foi mapeado. O que não teve foi o desejo de vencer o Palmeiras, principalmente no primeiro tempo”, disse Fernando Diniz.

Apesar do resultado negativo, a equipe se mantém na quarta posição na tabela de classificação do Brasileirão, com 49 pontos. Na próxima rodada, o Tricolor enfrenta a Chapecoense, no sábado, fora de casa. A meta é se recuperar na busca por uma vaga na Libertadores.

“O São Paulo tem de se concentrar em conseguir se classificar para a Libertadores de maneira direita. Esse é o objetivo que temos mais claro. No campeonato não tem jogo fácil, todo está mundo lutando por algo, Temos de nos concentrar para alcançar nosso objetivo”, completou o técnico.

Confira os outros trechos da entrevista de Diniz:

Postura
Essas questões nós trabalhamos constantemente, Falo sempre, trabalho constantemente isso. Vamos trabalhando com os jogos. Temos de aprender que se ganhamos hoje, temos de vencer amanhã também. Não pode acontecer algum tipo de acomodação como foi no jogo com o Cruzeiro e no de hoje.

Por que tirou Vítor Bueno?
Acho que ele estava cansado. Era um jogador mais agressivo do nosso time, mas nos cinco minutos finais dele em campo, achei que teve uma queda física e por isso tirei.

Medo de jogar no Allianz?
Não acho que tenha a ver com jogar no Allianz, foi um comportamento semelhante ao do jogo com o Cruzeiro. Acho que não nos alimentamos do jogo com o Atlético-MG, quando o time ganhou, para encarar o Palmeiras. Entramos com o mapa emocional distorcido. Achamos que teríamos as mesmas facilidades do jogo com o Atlético-MG e pecamos muito nisso.

Daniel Alves
O plano é ele jogar onde o jogo pedir e a gente achar que é melhor. Ele jogou contra o Avaí na lateral e foi um sucesso total. Hoje não foi assim. Vamos usá-lo da melhor maneira possível.

Escolha do time
De uma partida para outra escolhemos o melhor time, a melhor situação. Quem nós acharmos que tiver a melhor situação, nós vamos colocar para atuar na partida em Chapecó.

Pato
Da maneira que fui enxergando os jogadores, ali o time ficou mais harmonioso. Ele não é um jogador para atuar fixo na área, como um 9, como o Deyverson no Palmeiras. Não acho que o rendimento seja apenas ligado ao posicionamento. Achei que hoje era a melhor posição que ele tinha para atuar.

UOL

Diniz admite São Paulo aquém das expectativas após 1ª derrota: “Não criamos”

O técnico Fernando Diniz reconheceu o desempenho do São Paulo aquém das expectativas após a derrota por 1 a 0 sofrida para o Cruzeiro, nesta quarta-feira, no Mineirão. Contando com os retornos de Daniel Alves e Antony, o Tricolor não conseguiu confirmar o favoritismo sobre o rival e acabou sofrendo o primeiro revés sob o comando do novo treinador.

“O Cruzeiro soube usar a energia de jogar em casa, campo mais alto e um pouco irregular. O Cruzeiro tirou um pouco da nossa saída e nos marcou bem. Nosso time não conseguiu jogar no primeiro tempo. Nos defendemos bem, mas não criamos. Depois das mudanças, ganhamos mobilidade e fomos melhorando aos poucos, principalmente após tomar o gol. O time teve mais ritmo, ofensividade e mobilidade”, afirmou Fernando Diniz.

Em busca da vitória, o São Paulo voltou para o segundo tempo com mudanças. Daniel Alves assumiu a lateral direita, já que Juanfran deu lugar a Vitor Bueno, no entanto, foi o Cruzeiro que acabou chegando ao gol. Para Fernando Diniz, a troca de posição de seu principal jogador não teve qualquer influência no resultado final.

“A tendência é fazer o melhor para o São Paulo. Se for o melhor, vamos fazer. O Dani no meio não dá para especificar. O time estava meio travado pela marcação do Cruzeiro e pela falta de mobilidade. Saiu jogando atrás, como de costume, não pressionou alto, como tinha intenção. Não rendemos, não porque o Dani estava no meio ou na lateral. Depois melhoramos porque ganhamos fluidez, ficamos mais com a cara que quero para o São Paulo, com posse de bola, qualidade de jogo. É o que esperamos. O time que jogou os 25 minutos finais nos agrada. Jogamos abaixo do que deveríamos”, prosseguiu.

“Fizemos uma partida abaixo principalmente até tomar o gol, é uma coisa que a gente vai melhorar para frente. Todo mundo está consciente disso. A gente, de fato, deixou muito a desejar em questão de ofensividade, que é uma das características do time”, finalizou o treinador são-paulino.

Gazeta Esportiva

Diniz parabeniza equipe e diz que placar poderia ter sido maior

Em seu quinto jogo como técnico do São Paulo, Fernando Diniz conquistou sua primeira vitória em clássico. No jogo deste domingo, o tricolor do Morumbi bateu o Corinthians por 1 a 0, com de Reinaldo, cobrando pênalti. Em coletiva pós-jogo, o comandante são-paulino comentou a atuação superior de sua equipe.

– Não por conta do Corinthians. O trabalho do Carille é excelente, multicampeão. Temos que valorizar o que o São Paulo fez. O placar poderia ter sido, pelo menos, 2 a 0 para o São Paulo. A gente não sofreu em nenhum momento. Soubemos controlar o Corinthians com a posse, evitando o contra-ataque e a bola parada.

Diniz aproveitou a coletiva para parabenizar a atuação de Luan. O volante fez boa partida e foi aplaudido pelos torcedores ao ser substituído. A torcida também foi mencionada e elogiada.

– O Luan está crescendo cada vez mais, assim como outros jogadores jovens. Está cada vez mais maduro, acreditando no seu potencial. Além de ter muita força física para marcar e ocupar espaço na defesa, é um jogador que tem boa técnica. Futuro promissor. Aproveitar a oportunidade para agradecer o apoio do torcedor, que fez diferença. Espero que a gente consiga trazer mais alegrias.

Sobre a sequência na competição, Fernando Diniz disse acreditar na melhora da equipe e que pensa grande. Para o comandante, o segredo da evolução é pensar jogo a jogo e garantiu manter a postura ofensiva nos próximos jogos.

– O São Paulo pode chegar muito longe, temos que pensar sempre no melhor. É trabalhar treino a treino, jogo a jogo, mas o São Paulo sempre vai entrar para vencer o jogo. A postura do time vai ser sempre agressiva, encarando o adversário de peito aberto. Acredito que essa equipe tem muito para evoluir em termos de qualidade de jogo e pontuação no campeonato.

O São Paulo é o atual quinto colocado no Brasileiro, com 43 pontos, mesmo número do Corinthians. Na próxima rodada, a equipe enfrenta o Cruzeiro, na quarta-feira, no Mineirão.

Lance

Diniz celebra primeira vitoria no São Paulo e elogia Rogério Ceni

Fernando Diniz trabalha para dar sua cara ao São Paulo. Hoje (5), o treinador dirigiu o Tricolor pela segunda vez. No Pacaembu, o time da casa venceu o Fortaleza por 2 a 1. A partida, válida pelo Campeonato Brasileiro, marcou o primeiro triunfo do técnico no cargo e o reencontro de Rogério Ceni – treinador dos cearenses – com a torcida do clube do Morumbi na capital paulista.

“Nos 30 primeiros minutos fomos quase impecáveis, o Fortaleza quase não pegou a bola. O momento negativo foi quando fizemos e gol e não sabíamos se fazíamos a marcação alta”, explicou o técnico.

Na estreia de Diniz, o time empatou com o Flamengo, no Rio de Janeiro. Na próxima rodada, o São Paulo enfrenta o Bahia, fora de casa. A equipe luta para se colocar na zona de classificação para a Copa Libertadores. Daniel Alves e Antony, que vão servir à seleção brasileira, serão desfalques.

“Nós trabalhamos para que Daniel Alves e Hernanes peguem muito na bola. Quero que quem tem qualidade pegue muito na bola. O Daniel contribuiu muito, deu segurança. Ajuda em tantas coisas que aparentemente não têm relação com parte técnica”, disse Diniz.

Veja mais trechos da entrevista de Diniz:

Antony como um dos destaques
“Acho que o Antony é isso. Só perde o gol quem está lá. Muito importante para a nossa vitória. Às vezes é mais cobrado pelo que se espera dele. Mas assim que tem de ser.”

Rogério Ceni e torcida
“Até eu ovaciono o Rogério Ceni, um dos maiores jogadores do futebol mundial. Vai ser difícil ser como treinador o que foi como jogador, porque foi um Mito. Essa vitória é do torcedor que lotou o Pacaembu e fez a sua casa. Estou muito honrado de estar aqui no São Paulo”.

UOL

Após derrota, Cuca diz não se sentir seguro no comando do São Paulo

O técnico Cuca foi sincero após a derrota do São Paulo para o Goiás, por 1 a 0, em pleno Morumbi, nesta quarta-feira, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Passada a partida, o comandante tricolor concedeu entrevista coletiva e admitiu não se sentir seguro no cargo de técnico da equipe por conta dos tropeços recentes.

“Se você está em um time grande e não consegue ter um aproveitamento bom, você não se sente seguro”, disse Cuca. “Não me sinto confortável, queria estar disputando o título. Quando acontece um revés assim, lógico que não me sinto confortável, assim como a diretoria não deve se sentir confortável. Mas, temos que ter confiança de que vamos conseguir reverter”.

Antes mesmo de o juiz apitar o fim do jogo nesta quarta-feira, cânticos contra Cuca já podiam ser ouvidos nas arquibancadas. Pela primeira vez desde que retornou ao São Paulo, o treinador foi xingado pela torcida, fato sobre o qual ele tratou de colocar panos quentes.

“O sentimento é ruim, porque a gente não está acostumado [a ser xingado], mas entendo e dou razão a eles. Se eu tivesse no lugar deles, estaria xingando o treinador do meu time que não ganha do CSA, do Goiás e outros jogos. Tem uma campanha quase igual à fora de casa. Fora de casa tem jogado melhor. Pagar ingresso como eles pagam, 21h30 vir aqui e ver meu time perder em casa iria fazer eu protestar da mesma maneira que eles protestaram”, afirmou Cuca.

Apesar do revés, o treinador do São Paulo enfatizou a falta de sorte de sua equipe na noite desta quarta-feira. Os donos da casa criaram inúmeras chances de gol, contudo, falharam ao mandar a bola para as redes, chegando, inclusive, a desperdiçar um pênalti no segundo tempo em cobrança de Reinaldo.

“Tipo de jogo em que você começa bem, cria chances e elas não se convertem em gol. Isso vai criando uma falta de confiança. Lembro de quando eu jogava, perdia um, dois, três gols. Na quarta chance, a bola queimava. Hoje perdemos gols incríveis, até pênalti, com jogadores experientes. Pablo é um grande jogador, mas hoje não esteve em um bom dia. Daniel Alves perdeu um gol que não costuma perder. Os caras correram, não faltou vontade”, concluiu.

Gazeta Esportiva

“Merecemos vencer”, diz Cuca após triunfo do São Paulo sobre o Botafogo

O sabor da vitória voltou a inundar o paladar do torcedor do São Paulo. Neste sábado, depois de quatro jogos sem triunfos, o Tricolor venceu o Botafogo por 2 a 1, graças ao gol de Pablo aos 46 minutos do segundo tempo, e com 38 pontos, pode terminar a rodada no G4 do Brasileirão. O técnico Cuca analisou o duelo e elogiou o segundo tempo de seus comandados.

– Achei um primeiro tempo equilibrado. Saímos na frente, teve uma bola na trave que correu em cima da linha. Nos acréscimos o Botafogo empatou numa jogada individual do João Paulo. É uma ducha para ir ao vestiário acalmando os ânimos e renovar os mesmos para buscar o resultado. Jogamos o segundo tempo para vencer. Demos poucas chances e criamos . Finalizamos mais do que o adversário mesmo fora de casa. Hoje nos tornamos o melhor visitante. Temos 17 pontos. Falta uma melhora nos resultados em casa. Merecemos vencer principalmente pelo que produzimos na segunda etapa. No final acabamos recebendo essa vitória que cabe muito bem nessa retomada de turno – celebrou o treinador.

O São Paulo apresentou uma novidade tática para o confronto contra os cariocas. Cuca escalou Juanfran na linha de zagueiros, liberando dois alas, função revezada por Tchê e Tchê e Daniel Alves pela direita. O treinador falou sobre o posicionamento do camisa 10.

– Ele jogou contra o CSA na lateral. Hoje na meia, uma parte do jogo fez o quarto homem pela direita. Na medida que vamos sentindo o jogo vamos posicionando ele mais útil para o time. Como hoje: Botafogo marcando muito e ele com boa visão de jogo, finalizações, profundidade. É um processo natural. Quando veio ao São Paulo veio querendo jogar na meia, é a posição que vamos usar. E quando tiver necessidade vamos usar na lateral – disse Cuca, que deu mais detalhes sobre o novo esquema:

– Trabalhamos os sistemas, não era o ideal, vimos que poderia melhorar o time e mudamos, melhoramos a compactação no segundo tempo mais forte, com intensidade. Jogamos no final com Tchê Tchê de volante, dois meias e três atacantes. Queríamos vencer. Podemos melhorar. Hoje enaltecer um bom jogo da equipe. Venceu. Não é fácil vencer o Botafogo aqui. São poucos e fomos uma delas.

O São Paulo volta a campo já nesta quarta-feira, às 21h30, contra o Goiás, no Morumbi.

Lance

Cuca lamenta desfalques no Tricolor: “Fazem falta em qualquer engrenagem”

O São Paulo perdeu para o Internacional neste sábado, viu o Flamengo abrir oito pontos de vantagem na tabela e, cada vez mais longe da briga pelo título nacional, vem sofrendo com os importantíssimos desfalques de Daniel Alves, Pato, Pablo, Hernanes e Antony, além de Toró, Igor Gomes e Walce. Passado o revés para o Colorado, o técnico Cuca lamentou a falta que as estrelas tricolores fazem à sua equipe.

“São peças fundamentais, fazem falta em qualquer engrenagem. Agora para semana que vem vamos ter muitos jogadores de volta, vamos ver se conseguimos dar essa arrancada. Vencemos o jogo contra o Santos, Athletico-PR, perdemos para o Vasco, empatamos com o Grêmio e perdemos aqui [Beira-Rio]. Temos que esquecer esse momento ruim e focar em uma arrancada”, disse Cuca.

Durante a semana que antecedeu o duelo com o Internacional, Pablo voltou a treinar com o restante do elenco normalmente, entretanto, o departamento médico do clube preferiu poupá-lo da partida em Porto Alegre. Pato, Hernanes e Toró seguem em fase de transição para o gramado e deverão levar mais algum tempo para voltarem a vestir a camisa do São Paulo.

“São todos jogadores considerados titulares, importantes, experientes, mas não quero atribuir a derrota à ausência deles. Não posso fazer isso com quem jogou, ainda que não jogamos bem no segundo tempo”, prosseguiu.

“Vocês sabem o peso que tem o jogador, é visto e notório que eles fazem falta. Se tivesse um ou dois, mas perdemos todos ao mesmo tempo por fatalidade e quase todos vão voltar ao mesmo tempo por destino. Não quer dizer que você terá todos prontos para jogar, não jogam há tempo, então temos que ter calma e sabedoria para escolher as peças certas, mesclando as qualidades técnica e física”, concluiu.

Gazeta Esportiva

Cuca destaca postura do SPFC em vitória sobre o Athletico: “equipe cascuda”

O São Paulo conquistou um importante resultado. Hoje (21), na Arena da Baixada, o Tricolor derrotou o Athletico por 1 a 0. Com o resultado o Tricolor paulista manteve a boa fase, com o quinto triunfo consecutivo, e se aproximou do líder do Campeonato Brasileiro, o Santos. Cuca elogiou a postura da equipe paulista, que não se abateu durante o confronto. Porém, o técnico não quis dizer qual seria a sua meta para esta temporada.

O treinador elogiou também o desempenho do sistema defensivo tricolor. Sem levar no jogo desta quarta, o time tem a segunda defesa menos vazada do torneio, com nove gols sofridos (só o Corinthians é mais eficiente com apenas oito tentos contra).

Não costumo ter a melhor defesa, acho que em 2016 no Palmeiras tivemos a melhor defesa e ataque. Mas geralmente priorizo o ataque. Sofremos poucos gols porque o ataque ajuda a marcar. Dobrei a marcação com Juanfran e Igor Vinícius durante o jogo. Vamos ver se conseguimos fazer mais gols, mas estamos contentes com o desempenho da equipe”, afirmou o treinador.

Confira mais alguns trechos da entrevista de Cuca:

Tchê Tchê e Liziero
O Tchê Tchê e Liziero marcam e jogam. Mais jogam do que marcam, mas sabem marcar. O Tchê Tchê está debilitado, um probleminha que ele tem, acho que é gastrite, indisposição. Tem jogado parece que até melhor. O Liziero tinha três meses que não jogava. É um jogador versátil, conseguimos mudar algumas coisas taticamente porque se adaptam. Eu gosto de utilizar a versatilidade do jogador.

William Farias
Ele é daqui, está habituado a jogar clássico com o Athletico. Tinha de usá-lo mais do que Luan e Hudson.

UOL

Cuca explica atuação abaixo do São Paulo e fala em buscar topo “devagarzinho”

O São Paulo venceu, mas não convenceu. Os desfalques, as estreias, o tempo de inatividade de alguns jogadores foram alguns dos argumentos do técnico Cuca para explicar a dificuldade apresentada contra o Ceará no Morumbi na tarde desse domingo.

“É o que a gente esperava, jogo complicado, difícil, um adversário que marcou bem, dificultou nossa saída de bola. Nós entramos com um meio campo mais leve para ter uma transição mais rápida. Não conseguimos, eles neutralizaram, a maioria das jogadas”, avaliou.

“Não foi um bom primeiro tempo, acho que nosso segundo tempo foi melhor, criamos, bola na trave, mas é um jogo perigoso, o adversário poderia ter empatado naquele lance que eles questionaram a penalidade. Temos de comemorar muito essa vitória”, admitiu.

“Muitos jogadores sem o ritmo ideal de jogo. Sentimos a falta de ritmo de jogo, de entrosamento. Hoje temos de dar esse desconto porque é uma equipe que ainda está em formação. Se você tem dois estreando é natural que não vão render tudo no primeiro dia. Juanfran, primeiro jogo que ele joga fora do pais dele por uma equipe. Temos de ter paciência, calma”.

O São Paulo agora está a cinco pontos do líder Santos e pode encurtar ainda mais essa distância quando igualar o número de jogos com seus concorrentes. Isso vaia acontecer na quarta, contra o Athletico-PR, em Curitiba.

“Hoje quem ia falar que era um jogo fácil? A gente sabia que seria duro. Quem ganhou de mais de um gol do Ceará no campeonato? Time que marca bem, sai com força, o campeonato muito difícil. O Athletico da mesma forma, vamos ter essa tranquilidade, e domingo já tem o Vasco em São Januário. Vamos devagarzinho, igual japonês”, avisou Cuca.

Gazeta Esportiva

Cuca diz que SP caiu de produção e cita “raiva enorme” por levar gol cedo

O técnico do São Paulo, Cuca, lamentou bastante o gol sofrido pela equipe logo aos seis minutos do clássico contra o Corinthians, hoje, em Itaquera, que definiu a derrota tricolor por 1 a 0 pelo Campeonato Brasileiro. O treinador admitiu que o time do Morumbi caiu de produção nas últimas partidas, mas disse que o momento é de ter calma e não de procurar culpados.

“O torcedor não tem ideia de como trabalhei essa semana, desde quinta-feira reunindo, ponto todos dentro de uma sala, mostrando a importância, o fardo que a gente leva de quatro, cinco anos sem vencer (o Corinthians como visitante). E que agora era hora de vencer. E vir aqui e tomar um gol no começo do jogo é muito difícil, dá uma raiva enorme. Mas tem que saber administrar essa raiva, e de alguma forma tirar proveito para o próximo jogo. É o que podemos fazer”, disse.

“Chegamos algumas vezes com cruzamentos muito bons, faltando a conclusão. Não se trata de ter jogado mal, se trata de ter caído num primeiro gol, num erro nosso, e o jogo ficar a caráter do Corinthians. Tentado foi durante todo o jogo. Se a bola do Helinho entra, você busca a virada. Mas não aconteceu. O Corinthians se fecha como poucas equipes. Acho que o Corinthians não fez uma grande partida. Fez o gol e se fechou para jogar no contra-ataque, coisa que eles fazem muito bem”, continuou o treinador.

Cuca avaliou ainda que a queda do São Paulo vem das duas últimas partidas. O Tricolor está há três jogos sem fazer um gol e volta a campo na próxima quarta-feira (29) para tentar reverter a derrota em casa sofrida para o Bahia no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

“Deu uma caída nesses dois últimos jogos e temos que recuperar o quanto antes. O time sente, por ser uma equipe jovem, é natural. Vai render cada vez mais, à medida em que tiver conhecimento maior um do outro. É a realidade. A gente sabe o que falta, vamos atrás disso. Mas não adianta pôr fogo em Roma, ficar culpando todo mundo. O maior culpado é quem escala. Prefiro que eu receba as críticas do que o jogador, que vou precisar dele na quarta-feira, no domingo. Caímos uma posição, vamos buscar ganhar em casa e recuperar posições”, concluiu.

‘Dói muito, queríamos o título, peço desculpas’, desabafa Cuca

O técnico Cuca expôs sua frustração com a maneira como o São Paulo perdeu o título paulista para o Corinthians. Em entrevista coletiva após a derrota por 2 a 1 na Arena Corinthians, neste domingo.

– Dói muito, a gente queria muito, muito esse título, peço desculpas.
Mas precisamos da torcida já no sábado

O treinador explicou a razão dos jogadores, inicialmente, não subirem para a cerimônia de entrega de taça e medalhas pelo vice-campeonato. A equipe só mudou de postura a pedido do diretor executivo, Raí:

– O protocolo a gente não sabe qual é. Os jogadores ficaram esperando, mandamos buscar os cinco, mas demorou muito e jogador nesta hora está muito sensível. Tomou gol em cima da hora. Tinha jogador chorando, não tem como segurar. Perguntamos se dava para entregar as medalhas, demorou. Não é desrespeito a ninguém.

O treinador minimizou que a “cera” de Tiago Volpi nos minutos finais tenha custado caro ao Tricolor paulista e recordou o jogo de ida:

– O Cássio demorou mais para bater tiros de meta no Morumbi do que o Tiago aqui. É que acabou empatado. O próprio Corinthians estava conformado com o empate, era uma falta na lateral esquerda, meu goleiro foi bater, jogando time para frente – disse, emendando com o lance que gerou o gol de Love:

– Nós fomos pegos no contra-ataque aos 43 do segundo tempo, coisas que daqui a dois, três anos, com esse time, não vai mais acontecer. Estávamos postados no campo de ataque, se estivéssemos numa retranca ferrenha não tomaríamos o gol. Não é o que buscamos.

Aos seus olhos, faltou ao São Paulo mais qualidade ofensiva:

– Hoje nós marcamos bem, mas não jogamos do meio para frente. Não nos movimentamos como se deve fazer.

Contudo, o técnico mostra-se otimista com a equipe para o futuro:

– Temos uma equipe montada num prazo de 40 dias, requer tempo. Esses meninos vão evoluir muito, mesmo na dor que estão sentindo hoje. Eles queriam muito ganhar esse título para o torcedor. Não foi possível e o torcedor tem que entender. Não tivemos a sorte que tivemos de ganhar do Palmeiras nos pênaltis.

 

Fonte: Lance

Cuca diz que Antony jogou debilitado e revela choro de Liziero após lesão

Cuca revelou depois do empate sem gols entre São Paulo e Corinthians que Antony não estava se sentindo bem durante a partida e que, por isso, não atuou em seu melhor nível. O técnico também contou que Liziero chorou após sentir uma lesão na coxa no treino de sábado, o que o impossibilitou de participar da primeira partida da decisão.

– O Antony é um dos nossos jogadores mais importantes, se não for o mais importante, em termos de criação. Ele não estava bem, estava com fraqueza. Demos uma vitamina, uma glicose para ele se equilibrar. Houve uma dúvida entre tirar ele ou não (no intervalo), os doutores falavam que dava para voltar. Infelizmente jogou debilitado. No normal dele, joga muito mais. Em virtude disso, que a gente não sabe o que é, ele jogou abaixo – disse Cuca.

Antony deu sinais de que não estava bem no fim do primeiro tempo, quando ficou deitado no gramado por algum tempo e caminhou para o vestiário amparado por alguns companheiros, pelo médico José Sanches e pelo próprio Cuca. O treinador acha que a atmosfera da partida pode ter pesado para o garoto de 19 anos.

– É uma coisa muito do jogador. Tem que ver a alimentação dele como foi, o stress, o emocional. A gente sabe que o Antony é um torcedor de arquibancada e hoje estava diante do maior público da vida. Pode ter afetado também, ele tem 19 anos.

Sobre Liziero, Cuca disse que a lesão na coxa aconteceu no aquecimento do último treino antes da decisão e que só será possível saber quanto tempo ele ficará afastado após a realização de um exame de imagem, provavelmente nesta segunda-feira. O volante já é dúvida para a partida em Itaquera.

– Depende do resultado do exame. O jogador com certeza tem alguma coisa. Ele é um guerreiro, ontem quando falei com ele, foi às lágrimas, tamanha a vontade de jogar.

– O Liziero, no fim do aquecimento de ontem, sentiu a lesão. A gente não tinha como fazer exame. Esperamos até o último momento e pudemos trabalhar um pouco essa formação que entrou. Muitos vão questionar por que entrei com Everton e não com Hernanes. O Hernanes ficou parado quatro semanas e treinou três dias, não tem condição. O limite dele era 45 minutos, foi até demais, corremos esse risco. Coloquei o Everton por dentro junto com Igor Gomes, Antony e Everton Felipe, fazendo uma linha de quatro com o Carneiro na frente, tenho velocidade em todos os lados. O Everton já jogou assim no Flamengo. A ideia foi isso, com pouquíssimo tempo para treinar. Acho até que fizeram uma boa partida até os 30, 35 do segundo tempo, quando começamos a escolher algumas jogadas erradas e demos contra-ataques. O jogo ficou perigoso.

 

Fonte: Lance