Vice-artilheiro em 2018, Nenê chega a 22 jogos sem marcar gols

Vice-artilheiro do São Paulo na temporada passada, com 12 gols, Nenê já soma 22 jogos sem balançar as redes. Tido como um dos líderes do elenco comandado pelo técnico André Jardine, o camisa 10 tricolor vem falhando seguidamente ao tentar ser decisivo para a sua equipe, embora tenha se consolidado como um dos atletas mais participativos quando seu time detém a posse de bola.

A última vez que Nenê comemorou um gol pelo São Paulo foi na primeira rodada do returno do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o meia abriu o placar para o Tricolor contra o Paraná, fora de casa, mas viu sua equipe sofrer o empate do lanterna da competição. Era o início da derrocada não só do meia, mas também do clube no torneio por pontos corridos.

Na despedida do São Paulo do Morumbi, contra o Sport, em novembro, Nenê também foi destaque, mas não por conta de um suposto bom desempenho. O camisa 10 desperdiçou um pênalti que poderia ter garantido a vitória do Tricolor e encaminhado a vaga direta para a fase de grupos da Copa Libertadores.

Em meio a rixas com Diego Aguirre, o jogador ainda assim terminou o ano com um saldo positivo. Nenê foi quem mais entrou em campo com a camisa do São Paulo em 2018, contabilizando 55 jogos pelo clube e encerrando a temporada como o principal “garçom” da equipe, com sete assistências.

Se Nenê não vem sendo decisivo para o São Paulo com gols na atual temporada, ele, ao menos, mantém a sina de deixar seus companheiros em boas condições de colocar a bola para dentro. Neste Campeonato Paulista, o meia já deu três assistências e é o líder do quesito na competição.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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Mesmo em baixa na reta final, Nenê tem ano com mais jogos da carreira

Nenê terminou a temporada envolvido em polêmica com Diego Aguirre, perdendo pênalti decisivo contra o Sport e sendo substituído com frequência, mas com um número bem positivo: aos 37 anos, ele foi o atleta que mais jogou pelo São Paulo em 2018, ano com mais partidas de toda a sua carreira.

Foram 55 jogos pelo São Paulo e outros dois pelo Vasco da Gama, antes de se transferir. O Tricolor entrou em campo 63 vezes no ano, e quem mais se aproximou de Nenê foi Diego Souza, com 51 jogos.

Antes dessa, a temporada com mais jogos do camisa 10 foi a de 2016, pelo Vasco, em 55.

Nenê ainda foi o vice-artilheiro do São Paulo no ano, com 12 gols contra 16 de Diego Souza, e o atleta com mais assistências do elenco, com sete contra seis de Everton.Ainda em meio ao Brasileirão, o camisa 10 disse ao LANCE! que se sente muito bem fisicamente mesmo aos 37 anos e que faz um trabalho com um profissional de sua confiança, fora do clube, para manter-se com velocidade e explosão.

– Agradeço muito a Deus pela minha genética, por nunca ter machucado. Me sinto realmente muito bem, como se estivesse no auge da minha carreira, lá com meus 28, 29. Com a lata de 30 e poucos, mas com a carcaça de 27. E é uma realidade, me sinto bem mesmo. Estar fisicamente bem, não sair do jogo morto, com dor no dia seguinte, tomando remédio, são coisas que me alegram. Eu não tenho que tomar nada. Isso que me faz sentir como se eu ainda tivesse 27 anos.

A reta final de 2018, no entanto, fez com que o clima de lua de mel com a torcida diminuísse. A partir do jogo contra o Botafogo, pela 27ª rodada, justamente aquela em que o Tricolor perdeu definitivamente a liderança do Brasileirão, Nenê só jogou por 90 minutos duas vezes – contra Cruzeiro e Vasco, nas rodadas 35 e 36. Ele ficou na reserva em quatro jogos, justamente os quatro últimos de Aguirre, e foi substituído nos outros seis.

O último gol saiu ainda antes da derrocada do São Paulo, contra o Paraná, na primeira rodada do returno.

Em 2019, o meia precisará provar de novo que pode ser uma referência no elenco são-paulino, até porque o clube está no mercado em busca de um outro jogador de sua posição, que pode ser o ídolo Hernanes.

 

Fonte: Lance

Retrospectiva 2018: Relembre como foi o ano de altos e baixos do São Paulo

O ano de 2018 do São Paulo foi uma montanha-russa com três trocas de treinadores, eliminações nos torneios mata-mata e uma leve sensação de resgate de autoestima que durou pouco. Ao fim, a quinta colocação no Campeonato Brasileiro acabou fazendo jus ao conjunto da obra. Mas o legado para o ano que vem é o mais preocupante: nas mãos de uma aposta chamada André Jardine, o time tentará ao menos disputar uma final, algo que não se vê pelos lados do Morumbi desde 2012, quando o clube conquistou a Copa Sul-Americana. O Estado destaca os dez momentos mais marcantes do ano da equipe.

Departamento de futebol sob nova direção

A primeira novidade da temporada, na verdade, ainda remetia a dezembro do ano anterior, quando se formatou uma nova diretoria executiva encabeçada por dois ex-jogadores do clube, sendo um deles o ídolo Raí e o outro Ricardo Rocha. Diego Lugano se juntaria à dupla ao fim de janeiro para formar o chamado “triunvirato” que, por alguns meses, seria considerado o responsável pelo renascimento tricolor. Mas isto é tema para mais adiante…

Quando o técnico Dorival Júnior e companhia entraram em ação, na estreia do Campeonato Paulista, contra o São Bento, no dia 17, reforços como Diego Souza, Nenê e Tréllez haviam acabado de chegar. Por isso, o time que deu o pontapé inicial em 2018 foi formado por diversos garotos: Sidão; Bruno, Rony, Aderllan e Reinaldo; Júnior Tavares, Pedro Augusto, Araruna e Paulo Henrique; Bissoli e Maicosuel. A maioria não encerraria o ano no clube.

Garotada fica com o vice na Copinha

Enquanto os profissionais ainda se ajustavam, a garotada fazia bonito e chegava à decisão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, contra o Flamengo, no dia 25, aniversário da cidade. Com atletas que posteriormente subiriam ao time principal, como Luan e Liziero, e comandados pelo então técnico da base André Jardine, os paulistas foram superiores aos cariocas no Pacaembu, mas acabaram derrotados por 1 a 0 e amargaram o vice.

Dorival não resiste e cai em março

Dorival começou a fraquejar no cargo por conta de derrotas em clássicos: Corinthians (2 a 1) e Santos (1 a 0). A terceira seguida, para o Palmeiras (2 a 0), decretou o fim do ciclo no clube, mesmo com a classificação às quartas do Paulistão assegurada e vencidas duas etapas da Copa do Brasil (Madureira e CSA).

“Confiávamos no trabalho dele, demos várias chances. Estava claro que não havia resultados, o trabalho não estava surtindo o efeito desejado por mais que tenhamos insistido mais do que o normal. Decidimos que tínhamos de mudar de estratégia e de comissão técnica”, declarou Raí, à época.

Com Jardine de interino, vieram duas vitórias: Red Bull (3 a 1), pela última rodada da fase de grupos do Paulistão, e CRB (3 a 0), pelo jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil. Ao mesmo tempo, Lugano fazia o meio-campo para trazer um compatriota à vaga de Dorival…

Começa a Era Aguirre: fracassos em dois mata-matas

Indicado pelo ex-zagueiro, o uruguaio Diego Aguirre foi contratado e, de cara, chegou para um mata-mata e estreou com o pé esquerdo: derrota por 1 a 0 para o São Caetano, pelo duelo de ida das quartas do Paulistão. Apesar de o time ter revertido a desvantagem e vencido (2 a 0) na volta, os resultados seguintes fizeram a torcida relembrar os pesadelos das temporadas anteriores.

Primeiro, uma classificação à final do Estadual que parecia certa virou do avesso. O São Paulo bateu o Corinthians por 1 a 0 no Morumbi e cozinhava um 0 a 0 em Itaquera até os 48 do segundo tempo, quando levou um gol de cabeça de Rodriguinho. Nos pênaltis, o rival levou a melhor e garantiu vaga na decisão vencendo por 5 a 4.

Em seguida, o time colecionou eliminação na Copa do Brasil, com derrota (2 a 1) fora e empate (2 a 2) em casa para o Atlético-PR, um empate sem gols na Argentina contra o Rosario Central, na estreia da Copa Sul-Americana, e uma vitória pouco convincente sobre o Paraná, por 1 a 0, na abertura do Brasileirão.

Time pega embalo no Brasileirão

Àquela altura, o elenco ainda contava com peças como Petros, Cueva e Valdívia. Diego Souza, insatisfeito com a reserva, por pouco não se transferiu rumo ao Vasco. Em campo, o time engatou uma sequência de oito partidas sem perder, incluindo a classificação na Sul-Americana com vitória em casa sobre o Rosario (1 a 0) e o primeiro triunfo em clássicos no ano: 1 a 0 no Santos, gol justamente de Diego Souza, de volta ao time titular e em paz com Aguirre.

Nem a nova derrota para o Palmeiras (3 a 1) tirou a confiança do grupo, que acabou com um tabu de nunca ter derrotado o Atlético-PR na Arena da Baixada e se despediu antes da pausa no calendário para a Copa do Mundo com vitória por 3 a 0 sobre o Vitória. Com 23 pontos, a quatro do líder Flamengo, o São Paulo já era terceiro na tabela do Brasileirão.

Pós-Rússia: mudanças no elenco e liderança

A retomada do campeonato representou o grande momento de 2018 da equipe, que passou por uma pequena reformulação: saíram Petros, Marcos Guilherme, Valdívia e Cueva. Chegou Rojas, que caiu como uma luva no sistema de jogo de Aguirre.

Logo de cara, triunfo sobre o líder Flamengo no Maracanã, com assistência de Rojas e gol de Everton. Depois, vitória contra o rival Corinthians (3 a 1), com dois gols de Reinaldo. Nas cinco rodadas seguintes, que completaram o primeiro turno, quatro vitórias e apenas uma derrota. O desacreditado São Paulo foi campeão simbólico da primeira metade da competição e dava sinais de que brigaria até o fim pelo caneco. Nem mesmo a eliminação nos pênaltis para o Colón, na Sul-Americana, parecia importar naquele momento. O foco era o título nacional.

Líder decepciona no segundo turno

Com jogos apenas aos fins de semana e os rivais diretos, exceção ao Internacional, envolvidos em outras competições, o cenário parecia perfeito. Mas a caminhada no returno já começou errada, com um inesperado empate (1 a 1) contra o lanterna Paraná. No jogo seguinte, apesar da vitória sofrida diante do Ceará (1 a 0), no Morumbi, veio o fato que mudaria tudo: a primeira lesão mais séria de Everton, que com seus desdobramentos posteriores o tiraria de ação por quase toda a segunda parte do Brasileirão.

Sem encontrar uma solução, Aguirre viu a equipe patinar e colecionar empates consecutivos. Quando chegou o clássico decisivo contra o Palmeiras, no Morumbi, apenas o tabu sem perder em casa do rival havia 16 anos parecia capaz de segurar o rolo compressor alviverde, que seguia subindo na tabela mesmo com Copa do Brasil e Libertadores rivalizando as atenções de Felipão e seus pupilos. Não foi. A derrota por 2 a 0 seguida de novo tropeço – 3 a 1 para o Internacional, no Beira-Rio –, enterrou a confiança são-paulina, que não se encontrou mais no campeonato.

Crise no vestiário e mais um treinador demitido

Aguirre bateu de frente com Nenê (C) e se deu mal Foto: Rubens Chiri / São Paulo
Começaram a surgir episódios extracampo evidenciando problemas de relacionamento, especialmente entre o treinador e Nenê, que chegou a ir embora do Morumbi após o empate por 2 a 2 com o Flamengo antes do restante dos companheiros, sem falar com ninguém. Recentemente, o então coordenador de futebol, Ricardo Rocha, admitiu que o camisa 10 foi “mimado” naquele episódio. Outro que disparou contra o treinador foi Rodrigo Caio.

Apoiado pela diretoria o tempo todo, que passou parte do segundo semestre dizendo ser o uruguaio o nome para comandar o São Paulo em 2019, Aguirre não resistiu ao jogo seguinte, o empate por 1 a 1 contra o Corinthians. Após 43 partidas, acabou demitido.

“Uma decisão dessas a gente acredita que vai ter reação e uma melhora. Tem riscos, tem responsabilidade, mas da maneira que vinha acontecendo me leva a crer que a gente terá mais chances de se manter, de tentar uma vaga entre os quatro primeiros”, justificou-se Raí, referindo-se à briga por um lugar no G-4.

Jardine tapa buraco e acaba efetivado

Jardine, chamado novamente como interino, teve cinco jogos para colocar o time no grupo dos quatro primeiros do País. Não conseguiu e somou apenas uma vitória. No meio do caminho, foi efetivado. Caberá a ele a tarefa de encerrar a seca de conquistas do clube. Ou virar nova vítima da guilhotina impiedosa do Morumbi, que não deixa ninguém se sentar nem por 50 jogos na cadeira desde a úlima passagem de Muricy Ramalho pelo Morumbi, em 2015.

Saiba quanto cada clube da Série A ganhou com patrocínio máster em 2018

Campeão brasileiro, o Palmeiras faturou sozinho o equivalente a outros 11 clubes da Série A do Brasileiro em patrocínio máster ao longo de 2018. E olha que, nesta conta, não estão inclusos Corinthians, Fluminense e Vasco, os três times que não tiveram um parceiro comercial fixo no espaço mais nobre da camisa durante a temporada que está terminando.

A Crefisa pagou R$ 78 milhões apenas pelo direito de estampar sua marca no peito e nas costas do uniforme alviverde. Somando outras propriedades, o investimento passou dos R$ 100 milhões, de acordo com Leila Pereira, dona da financeira que faz do Verdão o mais rico do país.

Exceção ao Palmeiras, há equilíbrio no mercado de patrocínios. O Flamengo ainda aparece um pouco mais distante, com faturamento de R$ 25 milhões junto à Caixa. A partir daí, a diferença é mínima. O São Paulo embolsa R$ 14 milhões do Banco Inter, seguido por Grêmio e Inter, cujos contratos são idênticos com o Banrisul: R$ 12,9 milhões, cada.

Santos, Atlético-MG, Botafogo e Cruzeiro completam a relação dos outros brasileiros que levam para casa a partir de R$ 10 milhões anuais (o ranking completo está no fim da matéria).

Por falar em patrocínio, dá para afirmar que a Caixa Econômica já foi mais presente, embora ainda tenha a hegemônica em 2018. São 12 clientes na Série A e um investimento pouco superior a R$ 100 milhões – já foram 15. Corinthians e Vasco, que tinham parceria com o banco estatal, não conseguiram reocupar o lugar desde a rescisão do vínculo.

O mercado financeiro, inclusive, é o grande investidor no futebol nacional por ora. Além da Caixa, há o Banrisul com gremistas e colorados, o Banco Inter no São Paulo, e a própria Crefisa com o Palmeiras. A Chapecoense, dona de uma das menores receitas no quesito, é a única não vinculada a uma instituição financeira: o patrocinador é a Aurora, do ramo de alimentos.

Em razão da crise econômica no país, quase todos os clubes tiveram de engolir a renovação do contrato para 2018 sem reajuste. Alguns, como o Flamengo, só conseguiram melhorar os bônus em caso de conquista de títulos. Outros, como Atlético-MG e Cruzeiro, ficaram livres para anunciar outras empresas nas costas.

RANKING DOS PATROCÍNIOS MÁSTER NA SÉRIE A EM 2018:

Palmeiras: R$ 78 milhões (Crefisa)
Flamengo: R$ 25 milhões (Caixa)
São Paulo: R$ 14 milhões (Banco Inter)
Grêmio: R$ 12,9 milhões (Banrisul)
Internacional: R$ 12,9 milhões (Banrisul)
Santos: R$ 10,8 milhões (Caixa)
Atlético-MG: R$ 10 milhões (Caixa)
Botafogo: R$ 10 milhões (Caixa)
Cruzeiro: R$ 10 milhões (Caixa)
Atlético-PR: R$ 6 milhões (Caixa)
Bahia: R$ 6 milhões (Caixa)
Sport: R$ 6 milhões (Caixa)
Vitória: R$ 6 milhões (Caixa)
Paraná: R$ 5 milhões (Caixa)
Chapecoense: R$ 4,6 milhões (Aurora)
América-MG: R$ 4 milhões (Caixa)
Ceará: R$ 4 milhões (Caixa)
Corinthians: R$ 0 (sem patrocínio)
Fluminense: R$ 0 (sem patrocínio)
Vasco: R$ 0 (sem patrocínio)

 

Fonte: Blog do Jorge Nicola

Após ano negativo, Brenner pode ter mais chances no São Paulo em 2019

A temporada 2017 acabou para o São Paulo com gol de Brenner. Na época, o atacante era chamado de “filho de Lugano” e considerado a principal promessa das categorias de base do clube. A situação contrasta bastante com 2018, quando ele passou a maior parte do tempo no banco de reservas. Ainda assim, segundo apurou o UOL Esporte, o jovem ainda é valorizado internamente e pode ter mais chances em 2019.

O treinador André Jardine gosta do estilo do atacante, e o time vai disputar duas competições simultaneamente – Pré-Libertadores e Campeonato Paulista – logo no início de fevereiro. Por isso, é possível que ele participe de maneira mais ativa da equipe profissional. Tal perspectiva é bem diferente do que aconteceu em 2018. O ano, que era para ter sido de Brenner, foi muito mais marcado por problemas do que por gols.

O jogador, de 18 anos, viu o seu espaço na equipe titular desaparecer. Mesmo ainda sob o comando de Dorival Júnior, que é um entusiasta do jovem, ele foi poucas vezes utilizado. Com a chegada de Diego Aguirre, em março, a situação ficou ainda pior. Muitos garotos da base, entre eles Brenner, reclamaram da falta de chances para mostrar serviço sob comando do uruguaio. Quando teve lugar na equipe, logo no início do Campeonato Brasileiro, em vitória sobre o Paraná, chorou ao ser substituído. Tal postura não foi bem avaliada pela comissão técnica e por integrantes do departamento de futebol, que viram falta de maturidade do garoto.

Para complicar ainda mais, na Copa Sul-Americana, contra o Colón, da Argentina, ele foi expulso por empurrar um adversário pouco depois de entrar em campo. Na tentativa de dar mais rodagem ao atacante, o São Paulo propôs que ele atuasse em algumas partidas dos aspirantes. Em uma primeiro momento, o garoto recusou a oferta e chegou até a treinar separado dos profissionais por sua conduta. Mais tarde, Brenner voltou atrás e decidiu defender a equipe da base. Com boas atuações, ganhou mais algumas poucas chances entre os profissionais, tendo feito até o gol do empate por 1 a 1 com o Corinthians, partida que marcou a queda de Aguirre.

Desta maneira, o balanço de 2018 do atacante não foi positivo. No total, ele disputou 19 partidas e marcou três gols. Por isso, apesar da possibilidade de um futuro melhor no São Paulo, o mercado da bola também já é visto com outros olhos. Antes ele era considerado a principal joia da base, e uma transferência estava descartada. Agora, uma negociação para que o São Paulo reforce o seu caixa também pode acontecer. Em outras oportunidades, Brenner já foi sondado por clubes do exterior, como o Valencia, da Espanha. A multa rescisória do jogador, de 50 milhões de euros (R$ 219,5 milhões) para estrangeiros e de R$ 100 milhões para times do Brasil, assustava os interessados.

 

Fonte: UOL

Atuações do São Paulo: Arboleda vai mal, e Nenê termina a temporada em baixa

Liziero: foi o menos pior do São Paulo no duelo contra a Chapecoense. Tentou boas jogadas e fez bem a transição do meio de campo para o ataque. Nota: 6,0

Arboleda: vinha sendo um dos melhores do Tricolor sob o comando de Jardine, mas não conseguiu manter o bom nível. Saiu jogando errado no lance do gol da Chape. Nota: 4,5

Nenê: definitivamente, não vive uma boa fase. As duas melhores chances do São Paulo estiveram em seus pés, mas chutou mal. Termina a temporada em baixa. Nota: 4,5

Veja as notas dos jogadores do Tricolor:

Jean [GOL]: 5,5
Araruna [LAD]: 4,0
Arboleda [ZAG]: 4,5
Bruno Alves [ZAG]: 5,0
Edimar [LAE]: 5,0
(Igor Gomes [MEC]): 5,0
Hudson [VOL]: 5,0
Liziero [VOL]: 6,0
Nenê [MEC]: 4,5
(Shaylon [MEC]): 5,0
Helinho [ATA]: 5,0
Everton [ATA]: 5,0
Diego Souza [ATA]: 5,0
(Brenner [ATA]): sem nota

 

Fonte: Globo Esporte

De promessa a titular: Liziero termina ano em alta no São Paulo

A temporada de 2018 ficará na memória de Igor Liziero como aquela em que despontou para o futebol. Após começar o ano como promessa das categorias de base do São Paulo, o versátil jogador terminará na condição de titular do time principal, que encerra sua participação no Campeonato Brasileiro neste domingo, contra a Chapecoense, na Arena Condá.

Sob o comando de André Jardine, Liziero começou a chamar atenção na campanha do vice-campeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Com o time sub-20, ele alternou partidas como volante e lateral esquerdo, dando conta do recado em ambas as posições.

Com a demissão de Dorival Júnior, em março, Jardine foi promovido para a comissão técnica de Diego Aguirre e levou Liziero consigo para o CT da Barra Funda. Dias depois, o jovem, então tratado pelo próprio clube como “lateral esquerdo”, entrou no segundo tempo como volante e ajudou na vitória por 3 a 1 sobre o Red Bull Brasil, pelo Campeonato Paulista.

Rapidamente, o camisa 31 ganhou seu espaço como titular na reta decisiva do Estadual e no início do Campeonato Brasileiro. Após Hudson se recuperar de lesão, Liziero passou a frequentar mais o banco de reservas, mas seguiu requisitado em casos de necessidade.

Tanto que é o oitavo atleta do elenco com mais jogos no ano, com 38 aparições, ficando atrás de Nenê (54), Diego Souza (50), Reinaldo (48), Jucilei (47), Sidão (46), Bruno Alves (40) e Arboleda (39).

No próximo domingo, em Chapecó, ele fará sua 23ª partida entre os 11 iniciais do Tricolor. Foi o que André Jardine indicou no treino da última quinta-feira, quando sacou Jucilei e manteve Liziero no time titular.

Com dois gols no time principal, o jogador de 20 anos tentará ajudar o São Paulo a conquistar uma vaga direta na Copa Libertadores de 2019. O Tricolor ocupa o quinto lugar do Brasileirão, com os mesmos 63 pontos do quarto colocado Grêmio, que recebe o Corinthians em Porto Alegre.

“Ainda temos condições de entrar no G4, mesmo tendo empatado no último jogo. Caso o Corinthians vença o Grêmio, vai ser frustrante se a gente chegar lá e não fazer nossa parte. Então, vamos para cima que temos chances ainda”, avisou Liziero.

Veja cinco jogadores que estão sem contrato e poderiam vir para o Tricolor

O São Paulo, atual 4ª colocado no Brasileirão, já pensa no próximo ano. Com a vaga na Libertadores quase garantida, a diretoria vêm procurando alguns nomes para reforçar o elenco, que nesse ano foi bastante contestado por não ter jogadores suficientes.

CONFIRA A LISTA:

5- Nilmar (atacante)

Nilmar, atacante de 34 anos, está afastado dos gramados desde que rescindiu o contrato com o Santos no fim do ano passado com um quadro de depressão. Depois de passar o ano sem atuar, é esperado que ele esteja preparando a sua volta. O jogador disputou a Copa do Mundo de 2010 e também já atuou no Internacional, Lyon, Corinthians, Villarreal, Santos e clubes árabes.

4- Felipe Santana (zagueiro)

Felipe Santana, de 32 anos, teve seu contrato rescindido com o Atlético-MG em abril deste ano. O defensor chegou ao clube mineiro no final de 2016, vindo do Kuban Krasnodar, da Rússia. De lá para cá, disputou 29 jogos, 27 como titular, tendo marcado somente um gol. O jogador teve destaque quando atuou no Borussia Dortmund, da Alemanha, lá ele jogou nas temporadas de 2008 a 2013.

3- Diego Cavalieri (goleiro)

O goleiro Diego Cavalieri está com 35 anos e no momento sem contrato. Com passagens pelo Palmeiras, Liverpool e Cristal Palace (ambos da Inglaterra), o atleta se destacou no Fluminense, onde atuou por 352 jogos e conquistou o Campeonato Brasileiro em 2012.

2- Danilinho (meio-campista)

Com vasta experiência no futebol mexicano, onde defendeu Jaguares, Tigres e Querétaro, Danilinho se destacou no Brasil com as cores do Atlético-MG. Após defender o Fluminense, em 2016, atuou pelo Vitória no ano passado. Desde então, é mais uma opção para o meio no mercado.

1- Samir Nasri (meia de lado)

O único estrangeiro da lista é o francês Samir Nasri, que atualmente está sem clube desde que deixou o Antalyaspor, da Turquia, em janeiro. O recebeu suspensão da UEFA por ter se submetido a transfusão intravenosa de vitaminas, método proibido pela Agência Mundial Antidoping (AMA). Com isso ele pode se transferir para o Brasil. O jogador começou sua carreira no Olympique de Marselha, depois foi negociado com o Arsenal, teve passagem pelo Manchester City e foi emprestado ao Sevilla.

O que você achou dessa lista torcedor Tricolor, tem alguém que não te agradou ou que você contrataria agora? DEIXE SUA OPINIÃO NOS COMENTÁRIOS

SPFC.Net

André Jardine explica qual é seu papel na comissão de Aguirre e se diz realizado no São Paulo

André Jardine se destacou como técnico das categorias de base do São Paulo, ganhou promoção para compor a comissão técnica permanente do elenco profissional e tem feito uma parceria de sucesso com Diego Aguirre. Ele foi responsável por passar ao treinador uruguaio as informações do elenco em sua chegada e não esconde o orgulho de ver a equipe na liderança do Campeonato Brasileiro 2018.

“Tem sido um privilégio estar podendo participar de um trabalho muito bem feito, de uma comissão técnica muito competente, aprender muito e poder estar vivendo essa excelente campanha que o São Paulo está fazendo. É uma experiência única. Na base, é um ambiente um pouco mais tranquilo. Se trabalha muito, às vezes, sem a mídia e muitos jogos sem torcida“, contou à SPFCtv, e explicou como foi o primeiro contato com Aguirre.

“No início, logo que o Aguirre chegou, as conversas que a gente tinha diariamente era o mais importante, porque ele precisava tomar decisões para os jogos que estavam por vir. Me sentia fundamental naquele momento porque ele tinha que confiar nas coisas que eu estava dizendo e eu tinha que ser muito preciso para passar informações corretas, de onde os jogadores podiam render e o que eles podiam fazer“, acrescentou.

Trabalhando pouco mais de seis meses com o técnico uruguaio e os auxiliares Juan Verzeri e Raul Enrique Carreras, Jardine tem participação importante nas discussões sobre as escolhas do time titular e auxilia em treinos específicos.

“Hoje em dia, com o Aguirre conhecendo melhor o grupo, ainda trocamos figurinhas todos os dias para discutir equipe, estratégia de jogo, discutir o adversário e a gente vai se entrosando. É confiado a mim algum tipo de trabalho, especialmente, os trabalhos de complementos, feito com os atacantes e, em alguns momentos, com os zagueiros. Então, esse entrosamento tem aumentado e tem sido cada vez mais prazeroso poder contribuir“, explicou.

Um dos diferenciais de Jardine na comissão de Aguirre é trazer leituras de jogo e ideias diferentes a que o treinador são-paulino recebe de seus auxiliares.

“No futebol, existem muitas verdades e muitas maneiras de ver e sentir o jogo. Mas, em especial, eu e o Aguirre sentimos o jogo de maneiras sempre muito diferentes pelo passado que cada um teve… Acho que quem ganha com isso somos nós dois e, acima de tudo, o clube porque estar sempre estimulando o debate, o crescimento, a discussão sempre com altíssimo nível e respeito. Sem dúvida, eu tô aprendendo muito porque tô podendo ver de perto e dentro uma escola de futebol que tem muita história, tradição e resultado”, finalizou.

No Tricolor desde 2015, Jardine coleciona títulos de destaque como treinador das categorias de base: Campeão da Libertadores, bicampeão da Copa do Brasil de forma invicta, bicampeão da Copa RS, Copa Ouro e Paulista.

ASSISTA AO VÍDEO DA ENTREVISTA DE ANDRÉ JARDINE:

São Paulo faz contas e traça meta de pontuação para ser campeão; confira

Nas entrevistas coletivas, o discurso dos jogadores e comissão técnica do ​São Paulo são unânimes: “pés no chão, pensar jogo a jogo, muito por caminhar”. Nos bastidores, no entanto, o grupo tricolor já apela pra matemática e faz as contas para estabelecer qual “teto” de pontuação garante o título brasileiro em 2018.

 

​​Como destaca o ​Globoesporte, dentro do clube, o “número mágico” comentado pelos atletas é de 77 pontos. Com base nos levantamentos estatísticos do reconhecido matemático Tristão Garcia, o título nacional é muito provável de ser assegurado até mesmo com 76 pontos: “Garantido contra qualquer coisa é entre 77 e 78. Mas com 76 a probabilidade é altíssima. Eu digo que com 76 vai dar”, afirmou.

BRUNO@brunodinizitaim

Dá pra ser campeão com 76 pontos. Mas eu acho que o Inter não ganha do São Paulo lá. O Flamengo em jogo grande não aguenta e o Cruzeiro é aquela velha freguesia.

A equipe que consegue emplacar média de dois pontos por jogo, ou seja, 66% de aproveitamento, costuma garantir o troféu ao final da competição. Tal estatística evidencia que o São Paulo está no caminho certo, já que chegou à 25ª rodada com exatos 50 pontos somados. O objetivo, agora, é manter o mesmo desempenho nas 13 rodadas seguintes.

Neste terço final de Brasileirão, o Tricolor Paulista terá sete compromissos em casa e seis fora de seus domínios. Confira a tabela completa de jogos que aguardam o atual líder:

​​​​​​Casa ​​Fora​
América-MG (22/09) Botafogo​ (30/09)
​Palmeiras (6/10) ​Internacional (14/10)
​Atlético-PR (20/10) ​Vitória (27/10)
​Flamengo (4/11) ​Corinthians (11/11)
​Grêmio (14/11) ​Vasco (21/11)
​Cruzeiro (18/11) ​Chapecoense (02/12)
​Sport (25/11)

Em recuperação no SP, Lucão foi operado e não deve mais jogar em 2018

Dificilmente Lucão voltará a jogar neste ano. Em recuperação física no São Paulo, o zagueiro foi submetido à artroscopia no joelho esquerdo nesta quinta-feira (30), na capital paulista. Apesar de a equipe médica não ter passado uma previsão de quando ele será liberado para voltar a atuar, a tendência é de o defensor ter condições de retomar o trabalho na pré-temporada de 2019.

 

Desde quando foi emprestado para o Estoril, de Portugal, no ano passado, o zagueiro sentia dores na região por causa de um problema de cartilagem. Assim que ele voltou da Europa após uma temporada, em junho, iniciou o processo fisioterápico no Tricolor, clube com o qual ainda tem contrato. Mesmo depois de 50 dias no Reffis, a dor não cessou e foi constatada a necessidade da intervenção cirúrgica.

Lucão ainda não sabe qual equipe vai defender na próxima temporada. O jogador tem vínculo com o São Paulo até junho de 2019, portanto estará livre para assinar pré-contrato com outro clube sem que o Tricolor receba qualquer compensação financeira a partir de janeiro. Em um primeiro momento, ele não faz parte dos planos do técnico Diego Aguirre, e a tendência é de ser negociado. Líder da Série B, o Fortaleza, equipe treinada por Rogério Ceni, já demonstrou interesse no beque.


Considerado uma das principais promessas das categorias de base do São Paulo nos últimos anos, Lucão foi promovido ao profissional em 2013. Apesar de ser elogiado por quase todos dentro do clube, ele virou alvo de críticas depois de algumas falhas. Antes de fechar empréstimo com o Estoril, ele recebeu ofertas do Gil Vicente, também de Portugal, e do Atlético-PR.

Invicto no Morumbi pelo Brasileiro, equipe iguala marca de 2012

A liderança do Tricolor no Campeonato Brasileiro conta com um aliado que fortalece a equipe de Diego Aguirre: o Morumbi. Invicto no Estádio Cícero Pompeu de Toledo pela competição nacional deste ano, com oito vitórias e dois empates, o time igualou a marca de 2012 – quando também acumulou dez jogos consecutivos sem derrotas diante do torcedor são-paulino.

“Nosso time está forte em casa, principalmente pelo apoio da torcida, e queremos manter isso para seguir no topo da tabela. É importante não perder pontos no Morumbi, porque a briga está muito acirrada pela liderança. E felizmente a nossa equipe tem feito o dever de casa”, destacou o zagueiro Bruno Alves.

Para atingir o feito em seus domínios, o São Paulo derrotou Paraná (1 x 0), Santos (1 x 0), Botafogo (3 x 2), Vitória (3 x 0), Corinthians (3 x 1), Vasco da Gama (2 x 1), Chapecoense (2 x 0) e Ceará (1 x 0), além dos empates com Atlético-MG (2 x 2) e Internacional (0 x 0).

“É fundamental aproveitar o mando de campo para manter o clube entre os líderes, mas nosso time sabe que só isso não é o bastante pela liderança: precisamos pontuar fora também. Acredito que nossa força, em casa, passa pela energia da torcida nas arquibancadas”, acrescentou o lateral-direito Bruno Peres.

No próximo domingo (2), às 16h, diante do Fluminense, o Tricolor terá mais um compromisso no Morumbi com a tarefa de defender a primeira colocação do Brasileiro e, consequentemente, aumentar a série positiva no Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Se não for derrotado pelos cariocas, o time chegará ao 11º jogo invicto e, neste critério, se aproximará do feito de 2009 – quando alcançou 14 partidas de invencibilidade.

Em 2012, pelo Campeonato Brasileiro, o São Paulo acumulou dez duelos sem derrotas no Morumbi ao bater Ponte Preta (2 x 0), Botafogo (4 x 0), Portuguesa (3 x 1), Cruzeiro (1 x 0), Palmeiras (3 x 0), Figueirense (2 x 0), Atlético-GO (2 x 0) e Náutico (2 x 1), além dos empates com Internacional (1 x 1) e Fluminense (1 x 1).

Um recorde mundial e a arrancada para o título do Brasileiro de 2006

Parece um enredo de cinema, um conto de superação e consagração, um épico da mitologia clássica, mas é o relato de como Rogério Ceni escreveu a história ao se tornar o maior goleiro artilheiro do mundo, superando o antigo detentor da marca, o paraguaio Chilavert.

Poderia ser dito que essa trama começou no dia 7 de setembro de 1990, quando o garoto nascido em Pato Branco, mas provindo de Sinop, chegou ao Morumbi. Ou que a jornada se iniciou e, 25 de abril de 1993, quando estreou no time principal do Tricolor. Ou ainda, quando efusivamente comemorou – sem jeito e sem saber para onde correr – o primeiro gol que marcou, em uma cobrança de falta naquela tarde de 15 de fevereiro de 1997, contra o goleiro Adinam, em Araras.

Mas não. Essa crônica tem como ponto de partida fatos posteriores mesmo à conquista do campeonato mundial de clubes, em 2005, em que o goleiro foi o grande nome da decisão. Não. Começa com uma derrota, dolorosa perda, que adiou a conquista do tetracampeonato sul-americano.

Em agosto de 2006, após dois jogos, o São Paulo perdeu para o Internacional a final da Copa Libertadores da América daquele ano. Como qualquer herói mortal que antes de se elevar ao Olimpo é passível de erros, Rogério Ceni falhou em um dos gols adversários.

O peso da derrota caiu nos ombros daquele que poderia suportá-la. E não demorou muito para que Rogério Ceni mostrasse sinais de superação, a qual, foi crucial não somente para ele, mas para o futuro do Tricolor nos três anos seguintes.

Na partida imediatamente consequente à tristeza do torneio sul-americano, em 20 de agosto de 2006, o São Paulo foi à Minas Gerais enfrentar o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro. O Clube do Morumbi liderava a competição naquela altura, após a 17ª rodada, mas somente dois pontos à frente do Santos, que jogaria em casa contra o Vasco.

Os são-paulinos poderiam estar abatidos, mas em verdade controlaram os cruzeirenses em quase todo o primeiro tempo do jogo. Mesmo assim, o placar dizia outra coisa sobre a partida: logo no começo, aos oito minutos, o zagueiro tricolor Alex Silva marcou contra, colocando os mineiros em vantagem.

O Tricolor seguiu na pressão e, em um contra-ataque, viu Michel, aos 34 minutos da etapa inicial, ampliar o marcador para o Cruzeiro em um lance que Ceni quase salvou. Para piorar, quatro minutos depois, pênalti para o time azul, cometido por Edcarlos. O São Paulo ameaçava desabar no Mineirão.

Caso a perda da Libertadores da América continuasse a pesar, o desempenho dos são-paulinos no segundo turno do Brasileirão poderia ser comprometido. Na realidade, tudo o que veio depois, até 2008, esteve ameaçado.

Sem saber de nada disso, claro, Rogério Ceni reavivou o ânimo dos tricolores no jogo e viu a própria estrela voltar a brilhar ao defender o pênalti, cobrado forte e no canto direito do goleiro por Wágner, aos 39 minutos.

Mas a situação do Tricolor continuava comprometedora. Era preciso mais. Muito mais. E Rogério Ceni disso sabia. Aos 43 minutos do jogo em Belo Horizonte, uma oportunidade surgiu. Falta perigosa a favor dos são-paulinos. Um pouco mais longe da área do que o de costume, mas o capitão tricolor logo correu, se prontificando a cobrá-la. E o fez com maestria!

O então camisa 1 do São Paulo rolou a bola para Souza, que a aparou e a deixou pronta para que o goleiro acertasse o chute com o pé direito no canto esquerdo baixo de Fábio, do Cruzeiro. Foi o único gol do M1TO, em toda a carreira, executado com a bola em jogo, rolando.

Mais do que isso: na contagem do Guinness World Records – entidade notoriamente conhecida por homologar recordes mundiais –, com esse gol, Rogério Ceni acabava de se tornar o maior goleiro artilheiro do mundo em todos os tempos! Superando o paraguaio Chilavert, que tinha no currículo 62 gols anotados.

Foto: Daniel de Cerqueira/O Tempo/Folhapress – O gol histórico de Rogério Ceni

De lá para cá, Rogério Ceni marcou muitos outros gols e conquistou muitos outros recordes. 131 gols marcados em 1237 jogos pelo Tricolor ao longo de mais de 25 anos de casa. Uma lenda. O M1TO!

Porém, o São Paulo, naquele final de tarde do dia 20 de agosto de 2006, continuava perdendo o jogo para o Cruzeiro – a liderança do campeonato estava ameaçada. E Rogério Ceni seguia salvando o time: aos 44 minutos executou uma defesa espetacular em cabeceio de Luisão.

Abençoado, Rogério Ceni teve a chance de empatar o confronto aos 16 minutos do segundo tempo, depois que Aloísio sofreu pênalti. Não desperdiçou. O goleiro foi lá e cobrou com categoria, marcando para o Tricolor: 2 a 2! Uma partida verdadeiramente homérica do capitão são-paulino!

O Tricolor, assim, manteve a liderança do Brasileirão e veio a conquistar, pouco depois, o primeiro turno (e também o segundo).

Este jogo, contra o Cruzeiro, em que Rogério Ceni se tornou recordista mundial pela primeira vez, marcou também a arrancada inesquecível do São Paulo para um feito perpétuo: o clube se tornou, a partir disso, hexacampeão brasileiro e o único tricampeão consecutivamente, em 2006, 2007 e 2008!

O Certificado entregue a Rogério Ceni, ao final de 2006, com outros gols feitos pelo Capitão até aquela data já incluso na contagem.

 

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Comandado por ídolos, São Paulo contrata menos e acerta mais

A temporada de 2018 marca uma mudança de postura na direção do Tricolor, que nos últimos anos teve uma enormidade de contratações e gastos sem qualquer resultado positivo. Mas nesta temporada a postura mudou. Ídolos assumiram a linha de frente, Leco passou a ouvir mais seus subordinados e o critério para reforçar o elenco foi revisto.

Tudo começou com a demissão de Vinicius Pinotti, antigo apoiador de Leco e que saltou da direção do marketing para dirigir o departamento de futebol. No entanto, Pinotti se irritou com o autoritarismo de Leco e pediu demissão.

O presidente do Tricolor então, resolveu mudar sua postura internamente e deu chance a Raí, Ricardo Rocha e Lugano. Raí se tornou diretor-executivo, Ricardo Rocha se tornou coordenador e Lugano foi chamado para ser superintendente de relações institucionais do São Paulo. A nova cúpula se formou entre 7 de dezembro de 2017 e 30 de janeiro de 2018.

Os resultados não vieram logo de cara. O São Paulo sofreu duras quedas no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, enquanto passava por mudanças. Aos poucos, porém, o elenco foi sendo montado de acordo com a ajuda de Diego Aguirre, técnico escolhido para liderar o Tricolor.

O novo planejamento do Tricolor já expõe alguns acertos. O maior exemplo talvez esteja no critério de contratações. O clube gastou cerca de R$ 58.195 milhões com 15 atletas (incluindo as compras de Jucilei e Edimar). Entre os 15, sete são titulares (Diego Souza, Jucilei, Anderson Martins, Nenê, Everton, Joao Rojas e Bruno Peres) e outros quatro recebem oportunidades (Tréllez, Jean, Edimar e Régis). Valdívia, que estava emprestado ao clube e acabou vendido, engrossaria ainda mais essa lista, já que foi um jogador bastante utilizado enquanto esteve no Morumbi.

A prova de que as escolhas foram acertadas é que com esse elenco o São Paulo deixou de pensar apenas em se manter na elite do futebol nacional para se tornar líder do Campeonato Brasileiro após três anos.

No ano passado, o São Paulo gastou R$ 53.836 milhões para contratar 19 jogadores, quatro a mais do que este ano. No entanto, boa parte destas apostas não vingaram. Casos de Cícero, Denilson, Wellington Nem, Marcinho, Morato, Thomaz, Maicosuel, Jonatan Gomez, Aderllan e Neilton.

Em 2016, o planejamento se mostrou ainda pior. O clube desembolsou R$ 84.151 milhões com 15 reforços. E a decepção não foi pequena com Kieza, Mena, Kelvin, Arthur, Lucas Farias, Chavez, Buffarini, Douglas, Robson e Jean Carlos. Até Lugano, apesar de sua importância nos bastidores, não rendeu o que se esperava dentro das quatro linhas.

O trabalho de Raí, Ricardo Rocha e Lugano é discreto mas eficiente. Principalmente Raí, responsável direto pelas tratativas com os jogadores, que tem mostrado um alto índice de acerto em suas contratações. O São Paulo claramente mudou, e consequentemente melhorou. Se encerrará o jejum de títulos esse ano, não se sabe, mas a probabilidade de conquista certamente é muito maior do que nos últimos anos.

Vejas as contratações e os gastos do Tricolor nas últimas temporadas:

2018: 15 reforços
Total gasto (levando em conta o valor cheio das transferências): R$ 58.195 milhões

Atletas contratados:
Diego Souza, Tréllez, Jean, Jucilei (em definitivo), Régis (ex-Sport), Edimar (em definitivo), Anderson Martins, Régis (ex-São Bento), Nenê, Valdívia, Everton, Bruno Peres, Joao Rojas, Gonzalo Carneiro e Everton Felipe.

2017: 19 reforços
Total gasto (levando em conta o valor cheio das transferências): R$ 53.836 milhões

Atletas contratados:
Lucas Pratto, Jucilei, Petros, Hernanes, Cícero, Denilson, Wellington Nem, Sidão, Edimar, Marcinho, Morato, Thomaz, Maicosuel, Arboleda, Jonatan Gomez, Aderllan, Marcos Guilherme e Bruno Alves e Neilton.

2016: 15 reforços
Total gasto (levando em conta o valor cheio das transferências): R$ 84.151 milhões

Atletas contratados:
Calleri, Kieza, Lugano, Mena, Kelvin, Maicon, Arthur, Lucas Farias, Chavez, Julio Buffarini, Cueva, Gilberto, Douglas, Robson, Jean Carlos.