Lugano volta a atacar árbitro de São Paulo x Corinthians e relembra polêmica na Arena em 2014

Menos de 24 horas após disparar contra a equipe de arbitragem do clássico entre São Paulo e Corinthians, disputado no domingo, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista, o uruguaio Diego Lugano voltou a atacar.

Na manhã desta segunda-feira, ele postou um vídeo em seu Twitter relembrando o polêmico clássico de 2014, no qual o Corinthians venceu o São Paulo por 3 a 2, em Itaquera, com dois pênaltis para o time alvinegro e um expulso para cada lado. O árbitro daquele jogo era o mesmo do último domingo: Luiz Flávio Oliveira.

O vídeo usado por Lugano mostra o lance que rendeu mais polêmica. Foi aos 35 do primeiro tempo. Após finalização de Malcom e rebote do goleiro Denis, a bola bateu na mão do zagueiro Antônio Carlos. Pênalti.

Vídeo incorporado

Diego Lugano

@DiegoLugano

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Vale lembrar que em 2014, muitos são-paulinos deixaram Itaquera esbravejando. “O que faltou pra gente? Faltou ter o árbitro do nosso lado. Ele marca um pênalti que não existiu, depois expulsa um jogador que pegou primeiro na bola (Alvaro Pereira). Parabéns para ele, conseguiu o que queria, uma vitória do Corinthians”, disse Souza.

Logo, a escolha do lance para postagem por Lugano nesta segunda-feira não foi por acaso.

No último clássico, o são-paulino Everton Felipe chutou de fora da área e a bola bateu na mão de Ralf, dentro da área, e o Luiz Flávio de Oliveira não apitou pênalti. O VAR (árbitro de vídeo) foi acionado e ratificou a decisão.

No domingo mesmo, o uruguaio, que representa o São Paulo como superintendente de relações institucionais, já havia feito uma postagem criticando decisões da arbitragem.

“Uma não expulsão no início do jogo. Uma mão que não foi vista na área adversária. Uma tentativa de encontrar um pênalti pelo VAR aos 50 do segundo tempo. Isto tudo diante de 60 mil São-Paulinos. Parece que não há limites. Sorte que nossa gana de ser campeão também é ilimitada”, escreveu no Twitter.

O empate sem gols no Morumbi deixou em aberta a decisão para o próximo domingo, na Arena Corinthians, em Itaquera. A taça será de quem vencer o duelo. Novo empate levará a definição para os pênaltis.

 

Fonte: ESPN

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Elenco iguala fato de 2014 e segue com trabalho preventivo na reapresentação

Com a liderança do primeiro turno do Campeonato Brasileiro assegurada e todos os jogadores à disposição, o elenco se reapresentou nesta segunda-feira (20) no Centro de Treinamento da Barra Funda e deu sequência à programação da comissão técnica para recuperar os atletas fisicamente e, assim, minimizar o desgaste ocasionado pela maratona de jogos.

Na vitória sobre a Chapecoense (2 x 0) no último domingo (19), no Morumbi, o Tricolor repetiu um fato de 2014: o time não teve desfalques médicos, e todos os jogadores estavam à disposição do técnico Diego Aguirre, que destacou o trabalho desenvolvido pela comissão técnica para manter o elenco forte e em condições de jogo.

“É uma coisa boa falar bem da nossa preparação, quando falo isso é de toda a comissão técnica. O São Paulo não tem um jogador no departamento médico, e por isso valorizo muito o trabalho que é feito no dia a dia na prevenção das lesões. A nossa preparação física mantém os jogadores em alto ritmo e também cuida da saúde deles”, ressaltou.

A última vez que todo o elenco esteve à disposição do treinador, sem problemas por lesões, foi em 2014: nos duelos com Grêmio (1 x 0), no dia 24 de maio, Atlético-PR (2 x 2), no dia 25 do mesmo mês, e Atlético-MG (2 x 1), no dia 31. Naquela temporada, no amistoso com o Orlando City-EUA (0 x 0) na pausa para a Copa do Mundo do Brasil, o São Paulo também teve todo o grupo disponível para o comandante como agora.

Por isso, com o intuito de recuperar os tricolores após mais um confronto, a comissão dividiu o elenco em dois grupos na reapresentação desta manhã: os titulares no triunfo sobre os catarinenses fizeram uma série de exercícios regenerativos no REFFIS, na piscina e na fisiologia, enquanto o restante dos são-paulinos – reforçados pela garotada do CFA – treinou no gramado com o treinador uruguaio.

O próximo desafio do time comandado por Diego Aguirre será na quarta-feira (22), diante do Paraná Clube, às 19h30, no Estádio Durival Britto, em Curitiba – no primeiro turno, no Morumbi, o São Paulo venceu os paranaenses por 1 a 0, com gol de Bruno Alves.

Blatter diz que Fifa não vetou Morumbi e lamenta opção por Itaquera em 2014  

Fora da Fifa desde 2015, quando foi obrigado a deixar a presidência em meio a um escândalo de corrupção na entidade, Joseph Blatter está prestes a oferecer à opinião pública relatos de bastidores de sua atuação como dirigente esportivo. Entre os episódios inéditos que constarão num livro biográfico estão as conturbadas decisões de organização da Copa do Mundo no Brasil.

Em entrevista publicada na versão online do jornal “O Estado de S. Paulo” nesta quinta-feira, Blatter adianta um pouco do teor do livro “Ma Verité” (“Minha Verdade”), que o dirigente apresenta na próxima semana em Paris. Sobre a organização de 2014, o suíço diz que não partiu da Fifa a decisão de substituir o Morumbi por Itaquera como estádio de São Paulo na Copa.

“Não cabia a mim estar de acordo ou não. Isso foi uma decisão do Comitê Organizador brasileiro que, como foi apresentado, a Fifa apenas acatou. Talvez não tenha sido a melhor solução. Já havia um estádio e agora sei que esse estádio causou uma série de problemas. Não é bom. Agora é arrumar isso. Nas não cabe a mim julgar”, manifestou Blatter na entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”.

Ameaça de bomba no dia da final no Maracanã
Na entrevista, o dirigente de 82 anos afirmou que a ideia inicial dos homens à frente do comitê brasileiro era ter 17 estádios na Copa de 2014. O suíço também disse lamentar o abandono do Maracanã após o Mundial. Blatter também revelou que recebeu uma ameaça de bomba horas antes da final entre Alemanha e Argentina – que chegou através de um telefonema em seu quarto, no hotel Copacabana Palace.

“Naquela manhã, eu recebi uma ameaça de bomba para a final da Copa. Era um pouco antes das 7 horas da manhã. Essa ameaça eu transmiti às autoridades, que trataram rapidamente. Acharam a pessoa em São Paulo. Mas me disseram que eu deveria nunca dizer isso. Mas agora eu digo. Vivi aquele dia com o pressentimento de que algo poderia ocorrer”, descreveu o ex-presidente da Fifa, que comandou a entidade de 1998 a 2015.

Uol