Cardiopatia Tricolor: Ressurgimento, síndrome e continuidade – SCCP 2 x 1 São Paulo

Caros Tricolores TriMundiais!!! Perdemos, mas parece que podemos voltar a ser protagonistas. Muito há de melhorar, principalmente, o psicológico. Não é hora de caça às bruxas em cima de resultado. Por isso, aqui, tento falar do jogo, pois não vejo o dia a dia, infelizmente. Mas o jogo eu vejo muito bem. Há mais de 30 anos. E vi de ruim ontem a pouca agressividade enquanto éramos melhores e a volta da “síndrome” dos gols ridiculamente tomados.

E o pior, pra mim, foi perder um jogo que já tinha acabado empatado. Conseguimos tomar um gol quando os 2 times já tinham desistido da vitória. Inaceitável! Na NBA, eles chamam de “garbage time”, ou seja, aqueles minutos finais de um jogo já decidido onde só jogam os reservas pra ganhar ritmo de jogo. Mais nada acontece. Ontem, aconteceu. E não pode acontecer mais.

Só o São Paulo mesmo e essa atual fase lamentável. Cara vindo sozinho pelo meio, ninguém acreditando, Arboleda olhando pro cara com a bola e deixando Vagner ir se afastando pra receber livre. Pecados que poderiam ser evitados.

Da final, posso falar que vi o São Paulo encarar de igual pra igual. Olhando na mesma altura. Sem fraquejar. Sem começar o jogo já derrotado. Sem medo. Ontem, vi um pouco de medo de atacar, se expor, principalmente, no começo do 2º tempo, quando dominamos o jogo, mas faltaram as jogadas na direção do gol. Faltou mais atitude ofensiva. A partida começou equilibrada, mas até os 20 minutos a bola era mais nossa. SCCP era só chutão.

Jogo tava controlado, Volpi não tinha trabalhado e Reinaldo despertou o SCCP ao arrumar bate-boca juvenil, aos 24, fato que inflamou o time e torcida deles. A partir desse lance foram duas chances deles até o gol. Muita falação e nervosismo, e pouco futebol, Sr. Reinaldo! Depois, ficou olhando e Fagner quase fez de novo.

Após o gol, o SCCP recuou, óbvio, colocamos a bola no chão e empatamos, com Antony, num belo gol em jogada iniciada por Igor Gomes, pra mim, o melhor do 1º tempo.

O 2º tempo trouxe Hernanes no lugar do fraco Everton Felipe. Pena que o Profeta foi pior ao jogar (ou tentar) como centroavante. Everton retornou péssimo e, aos 27, saiu novamente machucado. Sem comentários.

Jogo nosso até os 10 minutos. Bola no chão, toques curtos, mas pouco passe vertical. Depois, até os 25, o jogo ficou mais equilibrado. Hernanes não parava a bola no ataque. Antony indo pouco pra cima. Igor Gomes muito mais preocupado com a marcação após a entrada de Hernanes. Aliás, as entradas dele, Leo Pele e Willian Farias não trouxeram nada de bom ao time. Nada.

O jogo chegou aos 30, os 2 times tiraram o pé, Luan sentiu a coxa (mas correu até o fim), ficamos sem saída nenhuma e os caras fizeram na única tentativa mais corajosa do meio pro fim do 2º tempo. Vacilamos e tomamos. A “síndrome” dos gols tomados no fim, somada aos anos de fila, deixam nosso gol maior. Acredite!

Pra isso acabar, o trabalho deve ser mantido, os moleques não podem sair e temos que ter mais coragem no ataque. Além disso, algo precisa mudar na preparação física e departamento médico: Carneiro com tendinite aos 21 anos; Everton não tem sequência alguma, sempre se machuca; Liziero ficou fora das finais e de boa parte do campeonato; Pablo fez cirurgia na lombar pra resolver problema na panturrilha; Hernanes machucou, voltou e machucou; Luan sentiu atrás de coxa, forçou, e acho que nem joga sábado. Meu, que que é isso, zica dos inferno!!!

Parabéns aos moleques que fizeram o São Paulo ressurgir dentro de campo e a esperança ressurgir na torcida, pois muito do mal que se viu nos últimos anos não foram vistos nos últimos 6 jogos. E parabéns por sentirem a derrota como nós. Eu vi assim, pelo menos. Que o trabalho continue, se reforce e se torne invencível! Vamos São Paulo!

E não esqueça! #TerminemOJogoDoTrige – Não à Maldição do Jogo Inacabado!

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Cardiopatia Tricolor: E o jogo foi… – “VAR” Flavio de Oliveira e 2º tempo merecedor da vitória – São Paulo 0 x 0 SCCP

Caros Tricolores TriMundiais!!! Vou reclamar pouco do juiz porque todos sabiam (só o Leco não) que esses Oliveira aí, desde o primogênito Paulo, “O Comentarista”, não gostam de apitar jogos em que o São Paulo seja vencedor, principalmente, contra o SCCP. Então, o que podemos fazer? Nós, nada. Mas Presidente e Diretoria têm que ser bons de bastidores e não são.

Não vou focar na mão do Ralf, mas a partir de junho esse será pênalti. Só isso. Mas o Ramiro, do SCCP, deveria ter sido expulso com 7 minutos de jogo após voadora no pescoço de Everton Felipe. Hernanes, em amistoso do Brasil com a França, em 2011, fez igualzinho em Benzema, mas o juiz não teve dúvidas, expulsou na hora. Só que ontem o Oliveira deu amarelo, não foi rever no monitor e o VAR não falou nada. Absurdo. Tinha que expulsar, sim! E com o SCCP com 10, nossas chances de vitória seriam maiores, é óbvio!

Sem Pablo e Liziero, Cuca foi de Carneiro e Everton por dentro, com E. Felipe na esquerda, mas que depois passou a flutuar pra mexer a defesa do SCCP, mas ainda não foi bem. Fominha e erra passes demais. O jogo começou como final: equilibrado, brigado e muito parado por faltas duras, inclusive a de Ramiro. E foi assim até uns 15, mas com um São Paulo melhor, empolgado, mas abusando dos chuveirinhos inúteis. E, me desculpem quem não gostar, com uma torcida ausente nos primeiros minutos, que começou a “jogar” mais depois dos 30.

Everton, aos 16; Arboleda, aos 32; e E. Felipe, aos 39, no chute “da mão”, foram lances perigosos no 1º tempo, mas o melhor foi, de novo, de Arboleda, aos 47, que cabeceou, Cássio se atrapalhou, quase pôs pra dentro, mas salvou com o pé. Antony foi fazendo o dele, pegando a bola e indo pra dentro, mas parou após os 23. Chegou em boas condições algumas vezes, mas não buscou mais o fundo. Só pegava e tocava pra trás. E assim o São Paulo perde muito no ataque. Tem que tentar!

No 1º tempo vi muita organização, movimentação muito tática, mas ausência do diferente, do drible, da tabela. O SCCP não sai da defesa nunca no 0 x 0 e dificulta entrar tocando curto. Pra isso aí Liziero faz muita falta, porque se mexe demais, quebra esquemas, tem ousadia, enfiada de bola. E vi afobação também. Várias vezes nossos jogadores livres pra dominar a bola e rebatiam de qualquer jeito, no desespero. Não pode.

Já no 2º tempo, a torcida acordou e o São Paulo sufocou. Foi mais rápido e envolvente com Hernanes no lugar de Carneiro. Aos 5, O Profeta bateu falta na barreira. Aos 6, chutou pra fora, mas, aos 12, quase marcou. Cássio defendeu. Aos 20, Nene entrou e o time se manteve dominante. Aos 27, o próprio Nene perdeu grande chance, na cara do gol, em cruzamento de Antony. Foi chapar de primeira, no alto, e pegou mal. No minuto seguinte foi Everton Felipe que cabeceou pra fora em outro passe de Antony. Helinho entrou aos 29 e, aos 37, Hernanes mandou balaço da meia-lua e a bola raspou o travessão. Aos 39, Luan chapou de direita, a bola desviou e passou a centímetros da trave. Aí eu vi que o gol não sairia mesmo. E não demos muitas chances ao SCCP, isso importa também.

Arboleda o melhor em campo. Bruno Alves muito bem também. Luan, monstro. Thiago Volpi continua assustando em saídas de gol e mal na reposição de bola. É incrível como desperdiça a posse de bola sem nenhum constrangimento. Antony não foi tão bem, talvez porque estava debilitado, como disse Cuca. O restante foi bem mediano, mas Hernanes, mesmo sem ritmo, traz mais finalização das jogadas ao time. Essencial.

Agora, vamos continuar sem vencer em Itaquera, e seremos campeões após quatro 0 x 0 seguidos. Inédito e, possivelmente, incontrolável para a torcida, que ferida vai comemorar muito o título do Paulistão. Vamo São Paulo!

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Cardiopatia Tricolor: E o jogo foi… – As maldições do São Paulo…vamos acabar com elas! – São Paulo 1 x 0 SEP

Caros Tricolores TriMundiais!!! Com mais ímpeto, iniciativa e coragem, teríamos ganho o jogo ontem. Mas por conta de uma cartolagem incompetente, ultrapassada e sem colhões pra aparecer nesse momento – os mesmos que contrataram esses jogadores – e pela Maldição de Leco, não conseguimos fazer nada contra um time que não queria nada. O gol sofrido na parte final do jogo foi só uma consequência dessa Maldição de Leco e Seus Seguidores. Bando de incapazes que não tão nem aí pro São Paulo, só para os seus salários profissionais, vão embora do São Paulo! E não vai ser Mancini que vai conseguir separar diretoria de campo.

Ontem, contra a SEP, Mancini até acertou ao começar o jogo atrás contra um adversário notadamente melhor. Precaução necessária, já que um gol sofrido cedo seria o convite para uma goleada, pois certamente nossos jogadores começariam a tremer mais ainda do que o normal, iam ficar jogando a responsabilidade de um pra outro e o pior ia acontecer, de novo.

Até tivemos algumas chances no 1º tempo, as melhores saindo da direita e em jogadas que envolveram Antony, Igor e Hernanes. Mas ainda muito pouco. Pouca aproximação dos volantes no ataque, o que dificultou a criação de jogadas melhores. Achei que fomos melhores no 1º tempo. A SEP só teve contra-ataques, alguns perigosos, e mostrou não querer se esforçar.

Fomos melhores, mas insuficiente, e pelo menos o time não entrou borrado, nervoso, pilhado demais. Mas faltou coragem, atitude e qualidade para superar um time que visivelmente não queria jogo. Tivemos muita correria, pouca sincronia de movimentos no ataque, algum mínimo padrão de jogo e muitos, muitos erros de passes e decisões. Um time assombrado pela Maldição de Leco. Um 1º tempo que nem pareceu um clássico. O São Paulo sem confiança, falta de vontade de vencer e muito medo de perder. Pareciam anestesiados.

No 2º tempo, até os 10, vi um time palmeiras.jpgmais à frente, mas pouco agressivo na marcação. Não adianta subir marcação e ficar a 5 metros do adversário. Inofensivo. Antony apareceu bastante, mas errou mais do que acertou. Depois o jogo ficou morno, não conseguíamos acelerar o jogo, nem roubar bolar no ataque. Hernanes tentava, mas não conseguia e, aos 23, se machucou, pra sair aos 25 e dar lugar a Brenner, que nada fez.

Cansamos, a SEP trocou mais passes e chegou ao gol, aos 34. Na sequência, Reinaldo saiu pra entrada de Léo Pelé, que também não fez nada, assim como Carneiro, Igor, Reinaldo, Hudson e Pablo. Que fase tenebrosa. Que desânimo. Que falta de criatividade e tesão em ganhar um jogo. Que legado da Maldição de Leco. Sem perspectiva nenhuma de melhora, nem que a vitória virá. Não fazemos o mínimo para merecer vencer algum jogo. Essa Maldição de Leco faz jogadores bons não jogarem nada; fazem o mais raçudo não ter mais ímpeto de jogar; faz nosso chute passar perto, mas pra fora; e faz o chute do adversário ser indefensável.

Depois que a Maldição de Leco sair da Presidência, oxalá, com seus ‘Aspones’ remunerados e diretores incompetentes, como último ato desesperado e esperança, convoco a todos os São-paulinos a exigir que o São Paulo entre em contato com o Tigre (ARG) para marcar um amistoso e terminar aquele maldito jogo de 2012. Essa coerente ideia de meu amigo Tricolor Marcelo Vieira precisa ser levada a sério. Já tentamos de tudo, de sal grosso e ídolos na diretoria, então não custa nada tentar mais essa aí.

Por favor, São-paulinos, vamos exigir que Leco e sua trupe renunciem já! E vamos exigir que aquele “Maldito Jogo de 2012” acabe um dia. E que seja em breve! Obrigado, Má!

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Cardiopatia Tricolor – E o jogo foi… – Arroz com feijão insosso, mas que alimentou – Bragantino 0 x 2 São Paulo

Caros Tricolores TriMundiais!!! Voltamos a vencer após 5 partidas e o jogo só serviu para os 3 pontos, porque para a formação de um time, vimos ainda muito, muito pouco. Pra mim valeu pela atuação de Anderson, pra mostrar que Luan e Antony são titulares. Hernanes mostrou melhora física, Volpi mostrou segurança nos chutes de longe e Pablo mostrou que pode ser protagonista, seja como 9, seja como um atacante.

E valeu também pela mudança tática de Mancini no 2º tempo, que, querendo ou não, foi buscar a vitória, mesmo que a arma utilizada tenha sido Diego Souza. No geral, o jogo foi fraco e o São Paulo foi mal. Não sofreu sustos, mas não mostrou nada treinado no ataque. A vitória veio pela qualidade de quem participou dos gols. E Arboleda, de longe o que mais entrega pro time, o único que ainda dá esperança ao torcedor, fez de cabeça o 2º gol.

Mancini começou o jogo com 3 zagueiros, Igor e Leo nas laterais, e Hernanes tentando jogar mais perto do gol adversário, como acho que deve ser. Helinho e Antony jogando numa linha atrás de Hernanes, e Antony foi bem por dentro ou aberto, dependendo do posicionamento dos demais e se o São Paulo tinha ou não a bola.

A maior dinâmica dos jovens faz a aproximação entre os jogadores acontecer de forma rápida, fluida, bem diferente daquele jogo mascado, sem criatividade do time mais “veterano”, que não dá velocidade às jogadas. A formação e os nomes de ontem fizeram, pelo menos, o time ter mais amplitude, profundidade e melhor recomposição. Mas isso comparando com o time tiriça que foi eliminado da Libertadores, e não do time ideal.

No 2º tempo, Mancini foi atrás da vitória e acabou com os 3 zagueiros colocando Diego ao lado de Pablo. Hernanes ficou mais longe do gol, perdemos o meio, mas tivemos mais profundidade. Povoamos mais ainda o ataque com Nene no lugar de Helinho, aos 15, e Antony passou a flutuar mais. 2 minutos depois, saiu o gol de Pablo, num bicão de Volpi que Diego desviou, o zagueiro moscou e Pablo bateu bonito, de primeira. 1 x 0 São Paulo.

Sofremos um pouco, Volpi apareceu, mas tivemos chances também. Em escanteio cobrado por Nene, aos 30, Arboleda aproveitou bem o espaço criado na área e fuzilou, sozinho, pro fundo do gol. 2 x 0 Tricolor.

Mancini arriscou em povoar a área adversária e se deu bem. Tivemos mais oportunidades de jogar bola na área e jogar com o resultado a favor. Parece que controlamos o jogo, mas não confio nesses caras. Só tentamos tocar mais a bola e aproveitar o nervosismo adversário. Mas pouco, muito pouco para o que a torcida espera de um elenco caro como o nosso. Queremos futebol. Competição, entrega e futebol.

A ressaltar a péssima mania de Volpi pegar a bola, demorar, não jogar curto quando os zagueiros abrem pra receber, mandar eles subirem e quebrar a bola. Toda hora. Por que? Pra que? O técnico não vê isso? Bicão tem que ser em casos extremos. E a lamentar a destruição da parte social do Morumbi. Um problema com décadas de vida que nem São Paulo e, principalmente, nem Prefeitura, conseguem resolver. Vergonha!

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Cardiopatia Tricolor: Diegos opostos, gol dado e empate na marra – São Paulo 1 x 1 Fluminense

Caros Tricolores TriMundiais!!! Comemoremos o ponto conquistado ontem, contra o Fluminense, num Morumbi novamente lotado, em jogo com mais erros que acertos. Os piores erros foram do juiz, que exagerou ao expulsar Diego Souza, do próprio Diego, que apenas levantou o cotovelo, e de Anderson Martins, que quis recuar a bola pra Sidão dando quase um peixinho. Sidão, pra mim, o menos culpado. Há tempos não tínhamos erros individuais graves, mas a força do time, da torcida e a estrela de Aguirre nos levaram ao empate.

Começamos razoável, sem Reinaldo dar a mesma amplitude de Everton e tivemos grande susto aos 11, em chute no travessão que achei que Sidão desviou levemente. A pressão na saída de bola era pouca e com a bola no pé, Shaylon e o “atacante” Reinaldo não produziam, como Rojas pela direita. A partir dos 17 criamos boas chances, em bolas paradas, Sidão deu mais um susto em saída de bola e Diego Souza ajeitou de peito pra Hudson bater mal, aos 24. A torcida estava calada, o jogo estava difícil e, aos 33, piorou, com a expulsão injusta de Diego Souza. O amarelo tava bom, mas nosso 9 não pode dar esse tipo de milho.

Com 10, ficamos sem ataque. Hudson e Liziero se mostravam bem defensivamente, mas não ofensivamente, e era com a chegada deles mais à frente que poderíamos sonhar com algo maior. Reinaldo, em falta aos 39, fez o último lance de perigo do 1º tempo. A expulsão de Diego mudou o jogo, a tensão tomou conta do Morumbi e já não éramos mais os favoritos. Na arquibancada, junto ao meu grande amigo Guille, previ: “ainda bem que o técnico deles é o Marcelo Oliveira, que não vai tentar ir pra cima”. Fui contrariado.

O Fluminense voltou com um atacante, mesmo fraco, no lugar de um volante, e foi ganhar o jogo. Aguirre, então, ligou sua estrela. Tirou Shaylon, inoperante, e colocou Trellez, aquela dose de raça a mais que é preciso jogando com 10. Pra azar de Aguirre, Trellez entrou e o gol dos caras saiu, no erro de Anderson Martins, pra mim, o grande culpado no lance.

Depois do gol, o São Paulo foi pra cima, se lançou, jogou mais pelos lados, apostando na transição rápida. Mas foi aos 19 que Aguirre mudou de esquema, realmente. Saiu Edimar e entrou Régis, voando pela direita ofensiva. Rojas foi pra esquerda, Reinaldo voltou pra lateral e Liziero avançou um pouco mais. Incrivelmente, começamos a mandar no jogo, com marcação pressão e indícios que o resultado esperado por Aguirre viria. Aos 24, Reinaldo acertou a cobrança de falta e o goleiro deles fez excelente defesa.

Mas, aos 26, não teve jeito. Anderson, de cabeça, cortou lançamento, a bola sobrou com Régis, no meio-campo, que mandou um chapéu de chaleira, avançou pela direita, perdeu a bola, ganhou de novo, e cruzou pro meio da área. Trellez, muito rápido e antecipando o zagueiro como todo 9 deve fazer, testou firme, pro chão, pro fundo do gol. 1 x 1 e Morumbi inflamado. Aos 33 e ganhando 1 ponto, Aguirre tirou Liziero, que tava morto, e colocou o garoto Luan, que de novo entrou voando. Fomos pra cima novamente, aproveitando a empolgação da torcida e o momento a favor, mas uma bola na trave de Sidão, aos 41, fez o time voltar pra Terra e perceber que o empate com 10 estava mais que bom.

Destaque positivo mais uma vez pra Aguirre e pra gana que ele conseguiu empregar nesse time, nesses jogadores. Não aceitamos mais a derrota como algo que acontece, mesmo sabendo que acontece. Mas, ontem, com 10 e um gol dado ao adversário, mostramos que estamos muito fortes. É isso até o fim do campeonato e torçamos para que Nene e Everton não fiquem de fora, ao mesmo tempo, de outro jogo.

O Flamengo ramelou, o Inter acompanhou e a diferença de 3 pontos se manteve.

Quarta é outra final, e alguém vai ter que pagar esses 2 pontos que não ganhamos ontem. Que seja o Atlético-MG. E Vamo São Paulo!!!

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Cardiopatia Tricolor: Empate ruim e discurso inapropriado – Paraná 1 x 1 São Paulo

Caros Tricolores TriMundiais!!! O empate ontem, contra o lanterna, foi péssimo, ainda mais porque o Inter ganhou. Mas, novamente, calma. A liderança ainda é nossa e espero que time e Aguirre tragam novos aprendizados, como mais marcação pressão, mais sufoco, mais roubadas de bola no campo de ataque. parana2

O time que iniciou foi o titular, sem surpresas. Mostra a importância que Aguirre deu ao jogo. E é assim que tem que ser. Nosso gol saiu cedo, de novo, aos 5. Zagueiro vacilou, Nene roubou, Diego recuperou, avançou, devolveu pra Nene, que guardou. 1 x 0 São Paulo. Após o gol diminuímos o ritmo, mas sem recuar. O jogo ficou morno, Sidão fez boa defesa em cobrança de falta, aos 20.

Aos 35, Diego deu linda bicicleta, mas a bola saiu por cima do gol. Lance belíssimo, mas se tivesse feito o mais fácil, o placar talvez fosse 2 x 0 quando, no lance seguinte e totalmente sem querer, o Paraná empatou. 1 x 1. Sem cornetar, mas o preciosismo de Diego custou o empate. Sidão não teve culpa, mas porque ajoelhou? Talvez se ficasse de pé e esticasse os braços no reflexo, pudesse defender.

O 1º tempo ficou controlado após nosso gol e o empate saiu por acaso. Mas o que ficou pra mim foi a cumplicidade em campo. Que time! Não sei se vai ganhar, mas existe um companheirismo que não vi em nenhum outro time nos últimos 10 anos, tirando o São Paulo de Bauza, que era mais raça que treino. Vejo isso hoje, em lances pequenos, mas que demonstram entrosamento e entrega pelo objetivo comum. É um simples tocar e aparecer rapidamente pra receber de novo que não existia havia muito tempo no São Paulo.

Time voltou melhor no 2º tempo, trocando mais a bola, afundando o jogo e roubando mais bolas na frente. Liziero entrou no lugar de Hudson, que sentiu pancada na canela, e deu mais presença ofensiva. O jogo ficou equilibrado, começamos a errar muito na saída de bola e demos chances ao Paraná. Até os 30, a criação foi pouca, só chegávamos com perigo em escanteios e, de repente, o jogo virou meio pelada. Nós tentando amassar e o Paraná saindo muito forte no contra-ataque.

Aguirre demorou pra mexer, só aos 41, com Trellez e Shaylon no lugar de Nene e Rojas. Nos últimos 10 minutos tivemos uma bateria de chances perdidas: Diego não alcançou cruzamento de Everton, Liziero, Jucilei e Arboleda erraram cabeçadas, e, por fim, Trellez, teve a chance do jogo, em bola de Everton na medida que o atacante “cabeceou de ombro”. Ridículo. Mas o time buscou até o fim. Obviamente não vamos ganhar todas, mas ninguém contava com esse empate. Perdemos muitas boas chances por falta de capricho e certa confiança a mais pra deixar o lance mais rebuscado que quase sempre não dá certo. Expusemos fragilidades. Podíamos ter feito o 2, mas também tomado.

Só não gosto do papinho de “viemos com a proposta de vencer, mas temos que seguir em frente”. Não é o que a torcida quer ouvir após um empate contra o lanterna. Eu sei que esse é o discurso do jogador, mas não pode ser do clube. Na posição que estamos no campeonato, na escassez de títulos que enfrentamos, espero um discurso diferente, maior, do tipo “empatar contra o lanterna é inadmissível, ainda mais com nosso adversário mais próximo vencendo o jogo dele. Vamos ter que ganhar do Inter lá, não tem jeito”. Que assim seja. Que venha o Vozão. E não falo de meu “grande” amigo Tricolor, Ricardinho! Vamo São Paulo!

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Crédito da imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Cardiopatia Tricolor: Enfim, um time. Enfim, dias de sossego – São Paulo 3 x 0 Vitória

Cardiopatia Tricolor: Enfim, um time. Enfim, dias de sossego – São Paulo 3 x 0 Vitória

Caros Tricolores TriMundiais!!! Bela vitória e grande atuação ontem. Quero falar do jogo, mesmo do jeito que foi, mas também do São Paulo pós-Aguirre. É provável que não sejamos campeões brasileiros, mas nosso ‘campo de jogo’ mudou radicalmente, após anos de times moles e frouxos, fracassos e brigas contra o rebaixamento. Essa mudança merece destaque na construção de um time vencedor. Falo mais depois.

Ontem, vi um São Paulo taticamente muito bem, emocionalmente muito forte, focado, pilhado, intenso e confiante desde o começo, o que ajuda os jogadores a crescerem tecnicamente.

Começo de jogo aberto e um Vitória sem medo até os 20, fazendo Sidão trabalhar, com sustos. Aos 21, blitz Tricolor, bola com Araruna, na direita, que acionou Nene na entrada da área. O maestro dominou, fingiu um chapéu no zagueiro que passou lotado e, com precisão, bateu de curva, cobrindo o goleiro, no ângulo. Golaço e 1 x 0.

O Vitória não se retraiu, nem o São Paulo recuou. Aos 34, enrosco de Nene e Yago, que foi expulso. Na arquibancada, não vi nada demais. Nem na TV. Depois disso, o jogo acabou. O Vitória se perdeu totalmente e logo saiu o 2º gol. Contra-ataque, Nene pra Everton, que tentou cruzar. A bola voltou pra ele, que pensou rápido e encontrou Nene livre, na marca do pênalti, que executou. 2 x 0 Tricolor.

O 1º tempo acabou, mas já podia ter acabado o jogo. Começava um treino de luxo. Aos 8 do 2º tempo, o 3º. Lucas cruzou, a bola desviou e caiu pra Everton, que de primeira, fuzilou. 3 x 0 e a pá de cal. O time não parou, não ficou de olé, de firula. Continuou sério, intenso, sem fraquejar. Chegamos outras vezes, mas, como mencionei, não dá pra analisar nada após o combo expulsão/2º gol. Vitória importante, convincente, que empolga o torcedor.

Mas quero falar mesmo é do São Paulo de Aguirre. Em pouco mais de 3 meses, 19 jogos, 8 vitórias, 7 empates e 4 derrotas (nenhuma no Morumbi), e o uruguaio parece estar conseguindo fazer algo que eu e muitos cobravam: separar campo do clube.

Cobrava, pois, mesmo nos fracassos dos últimos anos, sempre tivemos bons jogadores, mas nunca um time. Todos culpavam a diretoria. Que tem a maior parcela de culpa, sem dúvida. Mas nos jogos não víamos evolução. Não víamos treino. Nem com Doriva, nem Ricardo Gomes, nem Rogério ou Dorival. E eu não conseguia entender isso.

Pode ser só uma fase boa, mas prefiro ver os méritos dos envolvidos. Aguirre, desde que chegou, deu outro espírito ao time. A moleza e a indiferença saíram. Entraram vontade de vencer, intensidade, cobrança e companheirismo. A diferença do time de Dorival para o de Aguirre é abissal.

Aguirre testou, mudou, errou e achou um esquema de jogo. Ganhou um baita jogador – Everton -, conquistou Nene e, junto com Raí, Lugano e Ricardo Rocha, manteve e recuperou Diego Souza, que estava com um pé fora. E o esquema de Aguirre depende desse trio de frente, que se mostra entrosado, unido e, o principal, jogando futebol. Como é bom ter cara que sabe jogar bola no seu time. Correr, ocupar espaço, dar carrinho, bater a cabeça na trave é essencial, mas bola ainda ganha os jogos.

Parabéns Aguirre, jogadores, comissão e diretores de futebol!!! Não sei se ganharemos ou não, se teremos mais humilhações ou não. Mas vocês conseguiram dissociar o campo do clube. Que dádiva. Que continuem assim. Se não estamos no nível de ganhar no Parque Antártica da SEP, já demos um grande passo batendo o Atlético-PR lá. Aliás, só perdemos pro SCCP porque o esporte em questão é o futebol.

Time vencedor, protagonista e, no mínimo, competitivo, se constrói assim, num passo de cada de vez. Avante, meu Tricolor!!!

Fora Leco! Fora cardeais centenários interesseiros! Fora conselheiros que torcem para os rivais! Devolvam nosso São Paulo!

Aproveite a Copa para se exercitar, vá ao cardiologista e prepare-se, pois nossa Seleção volta a campo dia 18/07. Vamo São Paulo!

Saudações Tricolores!

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vitoria

Cardiopatia Tricolor: Tabu é o c@%@#&*!! Avante, meu Tricolor! – Atlético PR 0 x 1 São Paulo

atletico-prCaros Tricolores TriMundiais!!! O jogo contra o Atlético-PR demonstrou que podemos brigar em cima no Brasileirão 2018, mas mostrou também nossa dependência de Nene, o que força a diretoria (que não estará 100% focada no São Paulo durante a Copa) a achar alguém no mercado com características e futebol semelhantes ao do maestro Tricolor. Como parece que no banco ninguém se prontifica a atuar como ele, o negócio é contratar ou arriscar alguém da base, como Igor Gomes. Prefiro a 1ª opção, mas ficar sem Nene, ou semelhante, não dá pra esse time de Aguirre.

Gostei bastante do São Paulo. Vi um time inteligente, sabendo jogar o jogo que se apresentou, defendendo com boa margem de segurança quando os caras estavam melhores, saindo bem no contra-ataque, prendendo a bola na frente, alternando a marcação pressão com marcação atrás da linha da bola e jogando como um time, com intensidade, ligado, com atitude e o padrão de jogo Aguirre. Se for sempre assim, será difícil ganharem da gente.

Aguirre começou com Araruna como 3º homem de meio-campo, pela direita, como foi contra o América-MG, Anderson e Bruno na zaga e Hudson de volta a volância.

O Atlético começou em cima, mas acalmamos o jogo e, após grande defesa de Sidão, aos 16, alugamos o campo dos caras por quase 10 minutos, mas sem chutes a gol. A torcida deles passou a jogar a nosso favor, cobrando, reclamando e gritando contra time e técnico, e, aos poucos, começamos a aproveitar isso. Nosso melhor lance do 1º tempo foi em chute de Everton após puxada de contra-ataque de Araruna.

Foi equilibrado o 1º tempo, mas controlamos as ações. Sidão assustou em defesa estranha rebatendo a bola pro meio da área. Ele não passa confiança. Ficamos mais com a bola e arriscamos marcar alto em alguns momentos, mesmo sabendo que o Atlético-PR joga pra isso.

Sem alterações, o 2º tempo começou parecido com o 1º, e nossos contra-ataques ativos. Diego quase fez de cabeça, aos 5, em lançamento de Nene, que também levou perigo em chute sem-pulo, aos 8. Aos 11, chute pra fora de Jucilei e mostrávamos que queríamos ganhar.

A pressão deu resultado. Apertamos a marcação, forçamos o erro e roubamos a bola. Everton sofreu pênalti e Nene, batendo do mesmo jeito pela 3ª vez seguida (América-MG, Botafogo e Atlético-PR), guardou. 1 x 0 São Paulo. Mas bateu mal, fraco, não tão no canto e por pouco o goleiro não pegou. Precisa mudar esse jeito aí, Nene, senão o próximo vão pegar!!!

Depois do gol, cozinhamos o jogo, especulamos os contra-ataques e jogamos com a torcida deles ao nosso lado. O Atlético ficou nervoso, se perdeu, a administramos bem a vantagem até o fim.

Gostei demais de Araruna que, mesmo fora de sua função, jogou com personalidade, sem medo, protegendo bem a bola, buscando o espaço vazio e dando continuidade aos lances, fatores muito importantes em um jogo difícil fora de casa. Hudson é outro que foi bem, incansável, desarmando muito, aparecendo na frente e dando muito mais dinâmica ao time, tomando a bola na intermediária defensiva e saindo rápido no contra-ataque. Sem contar o trio de ataque, muito bem novamente, com destaque para Nene, claro.

Acabamos com o tabu frente ao vice do nosso Tri da Libertadores e, após muita lamentação e anos péssimos, vejo “nossa” ordem natural das coisas voltando ao normal. Temos um time, temos alguns bons jogadores e estamos na parte de cima da tabela.

Só não quero para esse meio de ano as mesmas peripécias de Leco e sua trupe em anos anteriores, onde o time (e elenco) de Julho era 80% diferente do de Abril.

Agora, é vencer o Vitória no Morumbi e passar a Copa no G4, vislumbrando algo de bom em Dezembro.

Vamo São Paulo!!! Leco, vê se vai viajar e fica fora do Morumbi. Sem desmanche!!!

Faça seu exercício, tome seus remédios do coração e Vamo São Paulo!

Saudações Tricolores!

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Crédito da imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Cardiopatia Tricolor: Nene + 10. Mas será que é só? – São Paulo 0 x 0 Internacional

Caros Tricolores TriMundiais!!! O São Paulo fez um jogo horroroso, muito ruim, ontem, contra o Inter, pela 10ª rodada do Brasileirão 2018. Nada que aconteceu durante os 90 minutos indicou que ganharíamos o jogo, até porque fizemos muito pouco, pra não falar que não fizemos nada. Os vários desfalques mostraram uma limitação grande de nosso elenco, algo de certa forma preocupante pra continuidade do campeonato e manutenção na parte de cima da tabela.

Aguirre iniciou com um time diferente do imaginado pela imprensa. Arboleda entrou no lugar de Bruno Alves, suspenso. Jucilei saiu do time e o meio-campo foi formado por Petros, Liziero e Lucas Fernandes. Na frente, Diego no comando, Everton, que começou na direita e depois fo pra esquerda, e ele, Trellez, que fez a inversão com Everton. Quando vi a escalação e a disposição dos jogadores em campo, até entendi a ideia de Aguirre, mas, de longe, essa ideia não funcionou.

Até os 25 minutos, jogo péssimo, um perde-ganha tremendo, muito erro de passe, pouca movimentação ofensiva e só 1 chute do São Paulo no gol, de Liziero aos 5, e uma defesa insegura. Arboleda errou recuo para Sidão, que teve que driblar e sair jogando. Muito perigo. Sidão, levemente vaiado desde o início do jogo, fez participou de outro lance bizarro, aos 27, em cruzamento da esquerda, e quase entregou. Não conseguiu encaixar, deu uma ‘manchete’ na bola e saiu jogando com os pés. Jogada que reflete falta de confiança e medo demais de errar. O melhor lance Tricolor no 1º tempo foi com Reinaldo, que soltou a perna de longe, no ângulo, mas Danilo fez grande defesa.

1º tempo muito ruim. O melhor do São Paulo nas últimas vitórias foi a marcação em cima, a roubada de bola mais perto do gol adversário e saída rápida no contra-ataque e nada disso foi visto. A marcação alta mesmo aconteceu só do meio do 1º tempo até uns 37, mas nada aconteceu.

Sem Jucilei pra roubar a bola e sem Nene pra acelerar o jogo com qualidade, nosso ataque foi inofensivo. Lucas não conseguiu fazer a de Nene, não se desmarcava pra tentar a puxada rápida e Trellez, como de costume, não conseguiu dar continuidade em uma jogada. Diego, órfão de bons passes, nada fez. Liziero, claramente orientado a não avançar tanto, não conseguiu ajudar no ataque.

Após o intervalo o mais incrível é que nosso 2º tempo conseguiu ser pior do que o 1º. Ó time até começou correndo mais, mostrando mais ímpeto de ataque, e o único lance de perigo real ao gol do Inter aconteceu logo aos 5, em cruzamento de Reinaldo que Lucas pegou de primeira, mas pro meio do gol, e Danilo fez outra boa defesa. Depois disso, não fizemos mais nada e o Inter foi muito mais presente no nosso campo, criando os lances mais perigosos até o fim.

Anderson Martins quase entregou quando deu recuo curto de cabeça pra Sidão, que fez boa defesa. Petros melhorou defensivamente e apareceu no jogo. Militão e Reinaldo não foram à linha de fundo, só no desespero final. Everton correu muito, tentou fazer as jogadas, mas sozinho não produziu. Lucas ainda tímido para ser protagonista.

Shaylon, Araruna e Paulinho Boia entraram no 2º tempo, mas não conseguiram mudar o panorama do jogo. Araruna foi quem mais buscou a frente e Paulinho errou praticamente tudo que tentou pela direita.

Um jogo para Aguirre rever várias vezes, analisar, repensar alguns conceitos e conversar, bastante, com os reservas.

Além de conversar, vai precisar treinar mais e motivar mais os jogadores que ficam no banco, pois num campeonato longo como o Brasileirão, não ter mais que 11 significa ter ambições menores.

Mesmo assim, outro possível grande passo na construção de um bom time pode ser dado no próximo sábado, quando visitamos um dos adversários que temos pior retrospecto nos últimos.

IMG_2562.JPGFora Leco! Fora Leco! Fora cardeais centenários interesseiros! Fora conselheiros que torcem para os rivais! Devolvam nosso São Paulo!

Faça seu exercício, tome seus remédios do coração e Vamo São Paulo!

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Cardiopatia Tricolor: Jogo na mão, mas de novo ressuscitamos um morto – SEP 3 x 1 São Paulo

Caros Tricolores TriMundiais!!! Sair sem derrota do campo dos caras era totalmente possível e foi muito provável até os 9 minutos do 2º tempo, quando, num jogo parelho e sem sustos, até então, o São Paulo tomou o 1º gol, no mínimo, duvidoso. Estávamos à frente no placar, Sidão não havia trabalhado, mas paramos de alternar a marcação em cima com uma postura de marcar meio-campo, Hudson saiu pra entrar Petros e, de repente, parece que tudo desandou. Até que, após um 2º gol claramente irregular da SEP, a chance de derrota se aproximou dos 100%.

Perdemos, mas não deve haver caça às bruxas. Somente apontamentos do que não funcionou. Vi uma derrota por circunstâncias do jogo, mas também vi um trabalho que está sendo feito.

Aguirre decidiu, de novo, jogar fora de casa com 2 volantes, mas com Marcos Guilherme e Everton em campo, pensando na recomposição que fazem pra não perder o meio-campo, que tinha, teoricamente, 4 nossos e 3 deles, tirando Nene da conta.

A SEP começou com mais pilha e tivemos lances ruins na defesa por estarmos tranquilo demais. Até os 10, jogo brigado, uma cabeçada de Diego Souza pra fora em cobrança de falta e desespero com chutões quando a bola era nossa na defesa. Hudson mostrava vontade demais e tivemos amarelo para Anderson e Militão em 15 minutos.

O jogo se equilibrou e o São Paulo começou a ensaiar os contra-ataques que marcaram as últimas vitórias. Jogo quente, divididas fortes, nenhuma chance de gol. Aos 26, Sidão foi líbero e salvou boa tentativa da SEP em chutão de Jaílson depois de escanteio nosso, mostrando uma defesa com buracos e um Sidão com ótima leitura de jogo.

O São Paulo saía mais pro jogo e, aos 29, em cobrança de lateral, saímos na frente. Reinaldo mandou seu balaço pra parede de Diego Souza. A bola passou, sobrou pra Edu Dracena, que recou de cabeça pra Jaílson. Mas o recuo foi curto e o incansável foguete Marcos Guilherme chegou pra dividir com o goleiro. O atacante nem precisou tocar na bola pra ela entrar. 1 x 0 São Paulo.

O gol, dado do jeito que foi, me fez pensar que, finalmente, ganhamos um gol em clássicos. Não demos. Não erramos e eles erraram. Houve um gol dado em clássicos e não foi nós que oferecemos. Parece que a tal fase influencia até nesses lances. Mas também mostra um time ligado, um Marcos Guilherme ligado mostrando que merece ficar. Porque se gastaram sei lá quantos milhões com Trellez e Jean, deve ser possível um esforço maior pela permanência dele.

Um chute de Reinaldo defendido, aos 33, e outro de Marcos Guilherme, aos 35, pra fora, foi o que fizemos até o fim do 1º tempo, onde todo o psicológico contra que vinha das partidas anteriores não atuou, pelo contrário, os jogadores mostraram muita confiança, principalmente após o gol, uma postura que vi nas vitórias anteriores quando também saímos na frente e acabamos com a vitória. Nem toda a pressão deles na arbitragem após falta de Anderson Martins onde se discute uma expulsão, já que ele já tinha amarelo, mudou a cabeça do time.

O 1º tempo acabou e vi um time muito bem postado em todas as fases do jogo. Subiu a marcação, marcou mais atrás, tentou tocar a bola e esticar o jogo nos momentos certos. Mais certos que errados. Jogo brigado, picado, falado, como se joga um clássico. Time começou devagar, mas se ligou rápido, e incrível como confiança é importante no futebol. Do nada jogadores passam a tomar as melhores decisões. Destaque para Everton, Jucilei e Marcos Guilherme no 1º tempo.

O 2º tempo trouxe Petros no lugar de Hudson e os amarelados em campo. Aguirre já fez substituições por amarelos antes. Aos 7, defesa mal posicionada de novo após escanteio nosso e outro chutão quase resultou em lance bom pros caras. Aos 9, Reinaldo perdeu a passada e permitiu cruzamento. Sidão rebateu mal pro meio da área e Willian tocou pro gol vazio. Dudu, em posição bem duvidosa, participa do lance, confunde o bandeira, que chama o juiz, que confirma o gol. 1 x 1. Nem a dúvida isenta, na minha opinião, a falha de Sidão.

O jogo nervoso até os 20 e o São Paulo pareceu não ter sentido o gol. Diego tomava faltas e segurava bem a bola na frente, tentando dar tempo pro time sair. Mas a pressão deles aumentou e fomos dominados nas laterais. Até que 10 minutos depois tomamos o 2º gol. Em bola dividida, Willian, totalmente impedido, marcou.

De repente, o São Paulo foi mais à frente. Mas saiu desorganizado, desesperado e, pouco tempo depois, com a defesa alta, tomou mais um gol, dessa vez, de contra-ataque. Tínhamos 4 contra 2, mas o posicionamento errado facilitou. O time ensaiou vários contra-ataques, eles não saíram e tomamos o 3º gol. A partir daí tivemos um domínio maior das ações, as alterações até deram algum efeito, mas o estrago já estava feito.

Parece que a saída de Hudson destruiu o posicionamento defensivo do time, pois Petros não foi visto nem na defesa nem no ataque. Mas não dá pra cravar que essa foi a causa da derrota. O time pareceu não ter sentido o 1º gol, mas não fez nada depois disso. Aí, com o tempo e os gols sofridos, parece ter sentido o psicológico novamente. Mas como pode isso, se poucos dos nossos jogadores de hoje participaram das derrotas anteriores? Não consigo entender.

Saímos à frente no placar, demoramos pra matar o jogo, paramos de marcar em cima e perdemos o jogo. Demos o 1º chute a gol no 2º tempo somente aos 41, com o garoto Paulinho Boia. Pouco, muito pouco. Ponho a derrota na conta de Sidão, muito mal, também no 3º gol; à saída de Hudson e tomar 2 gols em 3 minutos. Tomamos 5 nos 2 últimos jogos.

Não estou, nem quero, apontar culpados (tirando Presidência e Diretoria), pois vejo uma separação de campo e clube, uma continuidade de trabalho e tenho esperança com o que vi nos últimos jogos. Prefiro pensar que vencer a SEP é só mais um passo, um grande passo, para a formação de um time forte e competitivo até dezembro. Eu ainda acredito no trabalho que vem sendo feito, por isso, na próxima terça, estarei no Morumbi para apoiar o São Paulo em busca de mais uma vitória.

Fora Leco! Fora Leco! Fora cardeais centenários interesseiros! Fora conselheiros que torcem para os rivais! Devolvam nosso São Paulo!

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Saudações Tricolores!

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Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net7197_crop_galeria

Promessa e realidade: Helinho e Militão vieram da mesma escolinha ao São Paulo

Em campo, eles são opostos. Helinho, meia canhoto, é magrinho, não tão alto e defende a equipe sub-20 do São Paulo que está na final da Copa do Brasil da categoria, contra o Corinthians, que será disputada neste sábado (10h45, no Morumbi, com transmissão ao vivo do Sportv e em tempo real no GloboEsporte.com). Éder Militão, destro, é zagueiro de origem e se firmou como lateral-direito. Alto, é eficiente no jogo aéreo e na marcação. Mas fora dele, além do clube, eles são também unidos pela origem.
Ambos são nascidos em Sertãozinho, interior paulista, cidade próxima a Ribeirão Preto. E começaram no mesmo projeto, o “Camisa 10”, comandado pelo ex-jogador Agnello Souza, que conta um pouco mais sobre a trajetória dos dois.
– O Helinho eu conheci com sete anos. Na verdade eu gostava do irmão dele, o Edílson, que é dois anos mais velho. O Helinho veio meio que de “contrapeso”, e virou o que virou. Sempre foi muito concentrado, focado, com personalidade forte.
A aprovação para Helinho no São Paulo veio com 12 anos, mas ele só foi viver em Cotia aos 14, idade mínima permitida para o alojamento de atletas. A distância em casa não o afetou tanto.
– Os pais dele sempre foram muito presentes, visitavam duas, três vezes por mês, eu também ia. Além disso, o São Paulo sempre foi muito exigente com estudo e com treinos, ele não tinha muito tempo para ficar pensando na saudade – afirma Agnello.

Com Éder Militão, a história foi um pouco diferente. Agnello e Valdo, pai do lateral/zagueiro, são amigos de infância, e a aproximação dele com o futebol veio mais tarde, aos 12 anos.
– O Éder era um menino tranquilo, mas não muito ligado ao futebol. Soltava pipa na rua, corria, brincava de outras coisas. Até que, aos 12 anos, o pai dele me procurou pedindo ajuda e dizendo que o filho tinha muito potencial. Eu o levei no São Paulo e ele foi aprovado de primeira – conta Agnello.
Helinho e Militão foram bolsistas no projeto de Agnello, que começou como uma escolinha particular e hoje é uma associação que atende 300 meninos. Ao todo, já são 22 aprovados em clubes pelo interior paulista.
Os dois mais promissores entram em campo neste sábado. Às 10h45, Helinho encara o Corinthians na final da Copa do Brasil Sub-20 com transmissão ao vivo do Sportv e em tempo real do GloboEsporte.com. A partida será disputada no Morumbi, com torcida única e entrada gratuita, mas o São Paulo aceita doações para a campanha do agasalho. Militão, por sua vez, enfrenta o Palmeiras, fora de casa, às 21h.

Cardiopatia Tricolor: Rodada boa e um São Paulo melhor ainda – São Paulo 3 x 2 Botafogo

Caros Tricolores TriMundiais!!! Demorou, mas chegou. Voltamos a liderar o Brasileirão, mesmo que por poucas horas, após 3 anos. Hoje, o São Paulo é vice-líder, mas, mais do que isso, temos que comemorar o desempenho que o time vem tendo. Jogando como um time. Mostrando que aproveita os treinos, que treina. Apresentando um padrão de jogo, mesmo que esse padrão seja jogar no contra-ataque. Mas não tá ficando mais afundado no campo de defesa, esperando o adversário, marcando atrás da linha da bola. Aguirre vem evoluindo muito bem o time.

Vi algo comum nas últimas 3 rodadas. O time começou os jogos marcando em cima a saída de bola adversária e conseguiu fazer o gol. Mas não parou, não recuou, continuou pressionando, jogando com mais confiança e, desse jeito, encaixando contragolpes com alto teor de letalidade.

Contra o Santos não foi tão assim, passamos sufoco no fim. Maior do que o sufoco que passamos contra o Botafogo. Jogo esse contra os cariocas que considerei excelente, o São Paulo jogando com intensidade, com vontade de vencer e de marcar gols, não só um gol.

E olha que saímos perdendo. Mas antes, Nene carimbou o travessão de Jeferson em boa jogada com Edimar e o jogo ficou um longo tempo parado para atendimento médico e saída de ambulância de João Pedro, em trombada com Anderson Martins.

Aos 15, o gol do Botafogo, onde o sistema defensivo ficou olhando demais, marcando longe e deixando o Botafogo trocar passes até o chute de Léo Valencia. 1 x 0 Botafogo.

Mas o São Paulo continuou, com mais vontade e mais jogadores no ataque. E 2 minutos após o gol, o juiz marcou pênalti em Everton, que lá da arquibancada deu pra ver que não foi. Nene bateu mal demais e Jefferson aceitou. 1 x 1.

O São Paulo continuou muito bem e 10 minutos depois virou o placar. Marcos Guilherme, que vai fazer uma falta do inferno, chegou no fundo e cruzou bola venenosa que passou por Jefferson e encontrou o peito de Diego Souza. 2 x 1 Tricolor e o São Paulo sem deixar o Botafogo jogar.

Aos 49, após os 7 minutos de acréscimo do juiz, contra-ataque fatal. O onipresente Jucilei interceptou passe no meio-campo e a bola ficou pra Nene, que deixou de calcanhar de novo pra Jucilei, que acionou Diego no comando. Ele avançou, esperou a passagem de Everton pela esquerda e tocou na medida. Everton só ajeitou a bola e soltou a canhota, cruzado, sem chances pra Jeferson. 3 x 1, gol importantíssimo, fim do 1º tempo e jogo quase definido.

Todo mundo foi bem na etapa inicial, até mesmo os que entraram, como Petros, Edimar, Régis e Anderson Martins. O time foi pura intensidade, pura sede de vitória, jogando com entrega e parceria. Grande 1º tempo do São Paulo.

No 2º tempo, em menos de 10 minutos, puxamos mais 2 contra-ataques muito rápidos e bem armados, mas Everton bateu fraco pra defesa de Jefferson e Marcos Guilherme errou feio tentativa de cobertura no goleiro botafoguense. Aos 12 Nene bateu falta pra outra defesa de Jefferson e, aos 22, Diego Souza cabeceou cobrança de escanteio de Nene para outra defesa do goleiro do Botafogo, essa bem difícil, realmente evitando um gol certo.

Com 18 minutos, Aguirre começou a mexer no time, com certeza pensando no clássico de sábado. Shaylon no lugar de Nene, Liziero no lugar de Diego e Valdívia no lugar de Everton. Dos 3, Liziero foi o melhor, Valdívia o pior, e o Botafogo saiu pro jogo, até descontar, aos 37, com gol de cabeça de Pimpão. Um gol igual ao que tomamos contra o Atlético-MG, no 1º pau e o desvio pro gol.

Trocar o trio ofensivo fez a bola não ficar mais no campo de ataque. Ela só batia e voltava. Valdívia só fez coisa errada e passamos um leve sufoco até o fim do jogo.

Mas o que ficou foi a intensidade até fazer os 3 gols, o companheirismo dentro de campo, as triangulações pela direita e pela esquerda, a velocidade e o jogo com uma equipe. Uma partida que encheu a torcida de esperança e dá confiança aos jogadores pro clássico. Porque aí sim, se bater no Palmeiras lá, a sequência do campeonato começa a ser mais promissora.

Parabéns Aguirre, que conseguiu arrumar em campo um catado de jogadores, e parabéns jogadores, que parecem estarem convencidos de como deve ser jogado todo e cada jogo com a camisa tricolor. Vamo São Paulo, ilude que nóis gosta!

Tricolores, desculpem a demora, a comemoração de quarta aproveitou o feriado e se estendeu. Saúde!!

Fora Leco! Fora Leco! Fora cardeais centenários interesseiros! Fora conselheiros que torcem para os rivais! Devolvam nosso São Paulo!

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Aguirre acredita em parada para a Copa proveitosa e fala de seu futuro no São Paulo

Ao vencer o Botafogo por 3 a 2, na última quarta-feira, o São Paulo assumiu a liderança provisória do Brasileirão. Único invicto no campeonato, o Tricolor tem 16 pontos em oito rodadas e não perde há 11 jogos. Apesar disso, Diego Aguirre ainda adota cautela e acredita que a parada para a Copa do Mundo ajudará o time a ficar ainda mais consistente.

“É muito importante para nós, vamos ter quase um mês para trabalhar, coisa que não tivemos. Faz dois meses e meio que eu e minha comissão estamos em São Paulo e é pouco tempo, é muito jogo, então vamos aproveitar os treinamentos. A parada para a Copa vai ser muito importante, e com certeza vamos continuar melhorando”, disse o técnico tricolor em entrevista a Cleber Machado, no Seleção SporTV.

Porém, fica em dúvida o futuro de Aguirre após a Copa, já que o treinador da seleção uruguaia, Óscar Tabárez, pode se aposentar do cargo. Aguirre pode ser o novo alvo, o que faz o torcedor são paulino relembrar Juan Carlos Osório e Edgardo Bauza, que saíram do comando técnico tricolor para comandarem, respectivamente, seleção mexicana e seleção argentina.

“Algum dia pode ser. Sempre tem (especulação), há anos que tem. Eu trabalhei na seleção com Tabárez, no processo de formação da seleção, e é normal falarem. Algum dia ser o treinador da Seleção é o máximo pelo orgulho do que significa ser o treinador do seu país”, disse Aguirre.

Seleção SporTV

Cardiopatia Tricolor: Vitória, maldito ‘Futebol Moderno’ e sufoco – São Paulo 1 x 0 Santos

Caros Tricolores TriMundiais!!! Após 4 empates consecutivos, uma importante vitória em clássico e invencibilidade mantida no Brasileirão 2018. Porém, de novo saímos na frente, mudamos a postura, recuamos e quase a vitória escapou. Sim, a regra do ‘futebol moderno’ impõe que é preciso se fechar após fazer gol e apostar nos contra-ataques, obrigando o adversário a correr mais, se cansar mais fisicamente e mentalmente. Mas, me desculpem, sou contra este tipo de pensamento, este tipo de ‘futebol’ e continuo não concordando com essa mudança repentina de postura dentro de um jogo.

Quero um São Paulo que faça o 1º gol e continue pra frente, em busca do gol como se o jogo ainda estivesse 0 x 0. Quer se fechar, marcar do meio pra trás, ok, mas faça isso quando o jogo tiver 2 ou 3 x 0, senão as chances de não aguentar e ceder o empate são enormes. Por isso 4 empates seguidos.

Novamente por opção de Aguirre, os 11 titulares mudaram em relação ao jogo do Bahia. Arboleda voltou ao banco para a entrada de Anderson Martins e Marcos Guilherme iniciou no lugar de Lucas Fernandes. Hudson foi mantido no lugar de Petros, uma decisão acertada de Aguirre, na minha visão.

O São Paulo começou pilhado e logo no 1º minuto levou perigo. Triangulação perfeita de Everton, Diego Souza e Marcos Guilherme, que deixou o nosso 9 na cara do gol, mas Diego perdeu a passada, se desequilibrou, bateu com o pé errado e chutou pra fora nossa 1º grande chance. Não pode perder um gol desses. O Santos não jogava, o São Paulo abafava e aos 10 Hudson roubou bola no meio, acionou Nene, que tabelou com Reinaldo e mandou tirambaço de fora da área que raspou na forquilha de Vanderlei.

O domínio Tricolor era nítido e aos 16, após escanteio de Nene, Militão subiu sozinho, na risca da pequena área e só raspou de cabeça pra fora. Outra chance clara de gol que não pode ser desperdiçada. Reinaldo, aos 19, soltou a perna e a bola raspou a trave esquerda de Vanderlei. Só dava nóis!!!

O São Paulo continuava a atacar, com rapidez e boas trocas de passes, arriscando chutes, e o Santos não ameaçava. Sidão nada fez até os 30 minutos. Aos 40, Diego Souza recebeu na área, deu um chapéu no zagueiro e emendou de esquerda, de primeira, mas pra fora. Grande lance.

E o 1º tempo acabou com o São Paulo dominando o jogo, marcando alto, tendo perdido vários gols, com Sidão sem fazer nada e com nosso sistema defensivo destruindo todas as tentativas do Santos. Um 1º tempo muito bom! Destaque para Bruno Alves, Hudson, Reinaldo, Militão (que anulou bem a melhor saída do Santos, o jovem Rodrygo) e Nene. Diego também foi bem, mostrando boa movimentação.

O 2º tempo começou com Marcos Guilherme pela esquerda, Everton pela direita e o time continuou bem. O Santos teve a 1º chance em cobrança de falta pela direita cabeceado por Renato pra fora. Aos 3, o São Paulo respondeu com Marcos Guilherme, que trouxe pro meio e arriscou chute colocado. A bola passou com perigo.

Aos 10, o gol. Everton recebeu na intermediária ofensiva esquerda e cruzou na medida, no ponto futuro, com Diego Souza disputando espaço mano a mano com David Braz dentro da área. O atacante tomou a frente do zagueiro e testou firme. Vanderlei tocou na bola, mas não evitou o gol. 1 x 0 Tricolor.

A partir daí o jogo mudou. O São Paulo recuou. Não marcava mais a saída de bola que fez Vanderlei e os zagueiros santistas darem vários chutões no 1º tempo. A marcação era do meio pra trás e a aposta era no contra-ataque. Não funcionou, porque em duas oportunidades, entre os 15 e 20 minutos, nossos contra-ataques não se encaixaram pra definir o jogo.

A bola era do Santos e o nosso campo também. Aos 18, Sidão fez excelente defesa em dois tempos em chute de primeira de Jean Mota. Uma paulada que não pegou Sidão de surpresa. Até metade do 2º tempo, só deu Santos. Aos 24 Diego Souza saiu cansado para a entrada de Trellez, que imediatamente ocupou o lado direito do ataque pra ajudar na marcação, deixando Nene como homem mais avançado. A partir daí o jogo ficou bem travado.

Contusões, catimba, faltas e substituições não deixavam o jogo fluir, pra nossa sorte. Só aos 25 Marcos Guilherme recebeu na direita, deu um drible da vaca em David Braz, invadiu a área, mas cruzou errado e a zaga santista afastou. Aos 30, Reinaldo, amarelado e sentindo câimbras, saiu para a entrada de Edimar. E o Santos continuava em cima, dominando o jogo. Aos 32, Sidão demorou um pouco pra sair do gol em bola enviada e dividiu com o atacante, que ficou com a sobra e tocou pro gol. A bola correu quase em cima da linha e Anderson Martins afastou. Perigo iminente do empate.

O São Paulo definitivamente desistiu de tentar roubar a bola no ataque e fazia o tempo passar. Aos 34, Everton saiu para a entrada de Liziero, que entrou muito bem e deu novo fôlego para as ações ofensivas. A pressão santista continuava e aos 44, em cruzamento da esquerda, Sidão saiu mal do gol, trombou com Militão, e a bola sobrou pra Dodo, que no susto bateu na bola, que quicou e foi pra fora raspando o travessão. Susto desnecessário e quase um castigo pra quem desistiu de jogar sufocando o adversário.

O Jogo ficou nervoso pra nós, Tricolores, Anderson Martins foi expulso aos 46 e o Santos forçava a chegada ao ataque. E os Tricolores só afastando a bola de perto da área. Um sufoco só! Bruno Alves, Hudson (marcando muito e saindo o jogo rápido) e Nene foram os destaques.

O jogo acabou, o São Paulo venceu, mostrou muita entrega e intensidade, mas também uma mudança de postura que me preocupa. Já falei aqui e repito: jogar só pelo 1 x 0 funciona com time já entrosado, com sistema defensivo forte e compacto, o que não é nosso caso atual. Temos que aproveitar melhor os momentos que dominamos os jogos, fazer mais gols e acabar com o moral do adversário. Quanto antes fizermos isso nos jogos, mais os jogadores serão poupados e menos a torcida vai sofrer.

Portanto, avante Aguirre, e não deixe mais o time pra trás toda vez que sai na frente no placar. Que nós mesmos resolvamos nossos jogos, nossas vidas, sem precisar depender da sorte ou dos erros adversários.

Fora Leco! Fora Leco! Fora cardeais centenários interesseiros! Fora conselheiros que torcem para os rivais! Devolvam nosso São Paulo!

Faça seu exercício, tome seus remédios do coração e Vamo São Paulo!

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