Raí tem duelo familiar e com o passado em partida do SPFC contra o Botafogo

Um filme deve passar pela cabeça de Raí na hora que o São Paulo entrar em campo para enfrentar o Botafogo, hoje (8), no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, pelo Campeonato Paulista. Acostumado com as arenas mais importantes do planeta, o ex-jogador e agora executivo de futebol do Tricolor paulista deu os primeiros passos na carreira na casa do adversário desta tarde.

Não é exagero dizer que a história do time do interior do estado passa muito pela família Souza Vieira de Oliveira. Afinal, os dois jogadores mais famosos do clube de Ribeirão Preto são os irmãos Sócrates e Raí. E essa ligação não para por aí. O executivo do Botinha, por exemplo, é Gustavo Oliveira — sobrinho de Raí e filho de Sócrates. “Vim para o Botafogo muito com a ideia de retribuir o que o clube trouxe para a minha família”, disse Gustavo.

O ídolo corintiano foi o primeiro a se destacar no Botafogo, pelo qual se profissionalizou em 1973. Lá, conseguiu conciliar os estudos na Faculdade de Medicina com o futebol e despontar para o mundo do esporte.

Diz a lenda que o pai de Raí, Raimundo, tinha um camarote no estádio e, ao acompanhar as partidas de Sócrates, brincava com os amigos que o camisa 8 não saia da sombra.

Anos mais tarde, foi a vez de Raí, que nasceu em Ribeirão Preto, iniciar a trajetória no clube. Lá, tentou esconder o parentesco com o irmão para evitar comparações. Não demorou muito e o meio campista ganhou fama e brilhou no Tricolor da capital.

Até mesmo a casa em que o campeão mundial de 92 passou a sua infância ainda pertence à família e fica próxima ao estádio (cerca de 1,5 quilômetros). Portanto, não é de se estranhar que antes ou depois da partida, a mãe de Raí, dona Guiomar de Oliveira, de 99 anos, receba o ídolo são-paulino e o dirigente do Botafogo para um encontro familiar.

UOL

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