São Paulo investe na manutenção do elenco e deve ser discreto no mercado

Tiago Volpi, Vitor Bueno e Igor Vinícius. Devem ser eles os principais reforços do São Paulo para a temporada 2020, apesar de já terem estado no elenco de 2019. Os esforços para garantir a permanência do trio mostra um perfil que o clube deve adotar nesta janela de transferências: priorizar a manutenção do grupo e ser discreto na atuação no mercado. A verdade é que o torcedor tricolor tende a se preparar para poucas ou nenhuma outra chegada.

Embora o São Paulo tenha fechado mais um ano sem títulos, o entendimento dos dirigentes é de que o elenco montado em 2019 é muito forte, com capacidade para disputar todas as competições com chances reais de ser campeão. Com a continuidade do trabalho de Fernando Diniz, há a crença de que essa força seja potencializada e comece a dar resultado já em 2020.

Essa projeção, porém, exigia que algumas peças permanecessem, principalmente Tiago Volpi, que acabou com a incerteza que rondou a posição de goleiro desde a aposentadoria de Rogério Ceni. É ele o principal reforço são-paulino para 2020, tanto pelo investimento (mais de R$ 20 milhões parcelados) quanto pela importância e liderança dentro de campo.

Outra definição importante foi a contratação em definitivo de Vitor Bueno junto ao Santos, que na negociação ficou com Raniel. O meia-atacante se destacou na reta final da temporada e foi um dos jogadores mais decisivos da “Era Diniz” ao lado de Antony. O acordo pelo camisa 12 foi considerado excelente, assim como o de Volpi, já que os valores ficaram bem abaixo do previsto em contrato ao término do vínculo por empréstimo, em dezembro de 2020.

Além da dupla citada acima, o São Paulo assegurou a permanência de Igor Vinícius, que estava emprestado até o fim deste ano pelo Ituano. O clube exerceu a sua opção de compra e ficou com o atleta, que é tratado como potencial futuro, ainda que atualmente seja reserva de Juanfran na lateral direita. Com a afirmação de Daniel Alves no meio, terá mais chances em 2020.

Apenas três jogadores do elenco atual têm contrato com término na próxima temporada. São eles o espanhol Juanfran, o zagueiro Anderson Martins e o equatoriano Rojas, cujo vínculo termina em julho, mas tem a situação incerta, já que está há mais de um ano sem atuar e se recupera de sua segunda cirurgia no joelho nesse período. Os outros atletas têm, pelo menos, mais dois anos de contrato, ou seja, a base do grupo, tende a se manter por algum tempo.

No entanto, algumas perdas devem ser inevitáveis e estão no planejamento para 2020. Antony, com sondagens do futebol alemão, dificilmente ficará. Walce pode seguir o mesmo caminho. Apesar de serem jogadores com muito potencial, podem render um bom dinheiro para os cofres do clube, que precisam de uma venda considerável, de preferência neste mês, para poder diminuir o déficit do ano, que é de aproximadamente R$ 180 milhões.

Vale lembrar que o goleiro Jean será demitido após as férias por conta do caso de agressão contra sua mulher nos EUA, onde foi preso e será uma baixa no elenco. A reposição para a sua posição, ou seja, de reserva imediato de Volpi, deve ser ocupada por Lucas Perri, que é o terceiro goleiro, cuja vaga tende a ser reposta por Júnior, também formado na base do clube, que pode ser ainda mais explorada em 2020 caso se confirme a postura discreta no mercado.

Com pouco dinheiro para investir, déficit a ser coberto e um grupo forte garantido, o elenco que se reapresenta após as férias, no dia 6 de janeiro, no CT da Barra Funda, deve ser praticamente o mesmo que terminou 2019, talvez apenas com a adição de um ou outro que retorna de empréstimo. No dia 7 a delegação parte para o CT de Cotia, onde fica por cerca de dez dias, em preparação para a estreia no Paulistão, em 22 de janeiro, contra o Água Santa.

Lance

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