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Simbólico: São Paulo garante G8 graças a Ceni e é surrado com Diniz

Vitória do Fortaleza de Rogério Ceni sobre o Goiás garantiu ao menos o G8 para o São Paulo. Em campo, time acabou levando um baile do Grêmio em jogo que parecia controlado

A 36ª rodada do Brasileirão foi simbólica para o São Paulo: o time garantiu uma vaga na etapa preliminar da Libertadores de 2020 graças à ajuda de terceiros (no caso, para aumentar o simbolismo, do Fortaleza de Rogério Ceni) e escancarou todas as suas fragilidades ao entrar em campo e perder por 3 a 0 para o Grêmio.

A noite começou boa para os são-paulinos. Os 2 a 1 que o Fortaleza aplicou no Goiás no Serra Dourada asseguraram ao Tricolor, na pior das hipóteses, o oitavo lugar. O Goiás e o próprio Fortaleza, primeiras equipes fora do G8, ficaram com 49 pontos e chegarão no máximo aos 55 – o São Paulo já tem 57.

Um empate na Arena do Grêmio já seria um excelente resultado. Se acontecesse, bastariam empates contra Internacional (no Morumbi) e CSA (em Alagoas) para garantir a vaga na fase de grupos da Libertadores. Com uma vitória no Sul, bastaria um ponto contra o Inter para assegurar o G6. O problema é que o time de Fernando Diniz precisava entrar em campo. Aí, geralmente, complica…

O São Paulo jogou o primeiro tempo para empatar. Deixou o Grêmio com a posse, posicionou-se atrás da linha da bola e não tomou muito sufoco. Apesar da conhecida fragilidade do ataque são-paulino, a partida deixava a impressão de que um pouco mais de coragem poderia até resultar em uma vitória no Sul. E poderia mesmo, desde que o time fosse mais equilibrado.

Quando adiantou suas linhas e começou a incomodar a defesa do Grêmio, no início do segundo tempo, o São Paulo ficou mais perto e marcar um gol, mas também de tomar. A recomposição da equipe é muito ruim, o que deu aos donos da casa a oportunidade de contra-atacar. Cebolinha errou o passe para Pepê na primeira ocasião, mas Antony fez pênalti em Alisson pouco depois. A jogada começou com passe errado de Daniel Alves no campo de ataque, mas a culpa não foi só do camisa 10, já que havia tempo para a equipe se reestruturar. Luciano converteu a cobrança aos 10 minutos e abriu a porteira: aos 16, já estava 3 a 0.

O São Paulo não esboçou a menor reação. E, a julgar pelas substituições, nem era isso que Fernando Diniz esperava: além da troca óbvia de Pablo (novamente muito mal) por Raniel (não muito diferente), o técnico colocou os jovens Helinho (que nunca havia sido utilizado por ele) e Gabriel Sara nos lugares de Vitor Bueno e Juanfran.

Arrisco dizer que, se o São Paulo fosse comandado por qualquer outro treinador, Alexandre Pato e/ou Hernanes não teriam terminado essa partida no banco – mesmo que não estejam jogando nada. Optar por Helinho e Sara foi uma tentativa de dar cancha a dois garotos ou, na pior das hipóteses, de fazer trocas “autorais”, que fogem do óbvio.

O São Paulo agora tem um confronto direto com o Internacional, às 21h30 de quarta-feira, no Morumbi. Basta uma vitória para garantir a vaga direta na Libertadores na próxima rodada.

Lance

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