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Tchê Tchê aponta diferenças entre Cuca e Diniz no São Paulo: treinos mais longos e psicologia

Jogador diz que técnico atual "trata do lado humano", mira a Libertadores e analisa empate com o Flamengo: " Intensidade deles é algo incrível"

O “Bem, amigos!” da noite desta segunda-feira, no SporTV, recebeu Tchê Tchê, do São Paulo, que comentou sobre a saída de Cuca do comando da equipe para a chegada de Fernando Diniz. Questionado sobre a diferença entre os treinadores no trabalho do dia a dia, destacou o lado psicólogo do técnico atual, que já conhecia desde os tempos de Audax.

Participaram do debate Júnior, Muricy Ramalho, Caio Ribeiro, Marco Antônio Rodrigues, Bob Faria e o apresentador Luís Roberto.

– Todos os jogadores gostam porque ele trata do lado humano também. Claro que vamos ser cobrados pelo que apresentamos no campo. Mas no dia a dia tem esse contato também. Acho que os jogadores gostam desse tipo de atenção pra se sentirem importantes como pessoa também – disse Tchê Tchê.

O programa exibiu uma entrevista com o jogador quando trabalhava com Diniz no Audax e, na época, Tchê Tchê afirmou:

– Ele é como um pai para mim, mudou minha vida em muitos aspectos. Era um jogador meio revoltado. Devo muito a ele.

Ele também comentou sobre os treinamentos no dia a dia, ressaltando que estão mais longos com Diniz.

– Diniz presa muito por ficar com a bola, a gente treina muito isso, repetição, os treinos duram mais tempo, para que a gente chegue próximo da excelência, procurar ter mais gente do lado que a gente for atacar, tentar ter sempre superioridade numérica para furar a defesa do adversário.

Sobre o Brasileiro, Tchê Tchê foi direto. Embora ainda não tenha desistido do título, o foco do São Paulo hoje é na vaga para a Libertadores em 2020:

– Foco nesse momento é a Libertadores, mas jogar a toalha, desistir, jamais. Se a gente conseguir algumas vitórias consecutivas e os times que estão acima tiverem alguns tropeços, podemos tirar essa distância. Mas a primeira meta nesse momento é a classificação para a Libertadores.

Ainda sobre Diniz, os comentaristas do SporTV analisaram que o técnico vem fazendo ajustes em seu sistema de jogo desde o trabalho no Audax para tornar seus times mais competitivos. Muricy Ramalho afirmou:

– Estou vendo o Diniz mais competitivo, ele fez alguns ajustes. Acho que está chegando em um patamar que continua com a ideia, mas está na hora de buscar resultado, e está ajustando mais. Porque com a bola os times dele são muito bons. Ele está diferente do Audax?

Tchê Tchê respondeu:

– Eu vejo dessa maneira também, o conceito é o mesmo, de ter a posse, atacar bastante. Acho que ele vem buscando isso, ter um time mais equilibrado. Nos outros trabalhos dele já vinha evoluindo isso. No São Paulo também vamos ser cobrados por resultados. E vamos tentar evoluir jogo após jogo.

O jogador do São Paulo também não se furtou a comentar sobre as atuações do líder do campeonato, o Flamengo, depois de debate entre os comentaristas. Marco Antônio Rodrigues afirmou que há uma década não vê um futebol tão bonito como o praticado pelos rubro-negros no primeiro tempo do jogo de ida da semifinal da Libertadores, contra o Grêmio.

Tchê Tchê comentou o futebol apresentado pelo clube carioca e sobre como o São Paulo fez para arrancar um empate diante do Flamengo no Maracanã, na estreia de Diniz:

– O Flamengo vem jogando um futebol muito bonito, é muito bem treinado, a intensidade deles é algo incrível também. Naquele momento estava faltando um algo mais de nós jogadores, foi um jogo logo após a saída do treinador (Cuca), a gente sabia que tinha de mostrar algo diferente, o Diniz procurou passar confiança, tinha treinado a gente um dia só. O diferente foi saber sofrer e não ter vergonha de abdicar um pouco mais do jogo porque nos arriscaríamos muito pelo futebol que o Flamengo vem jogando. O Grêmio em alguns momentos sofreu também, mas vai dar trabalho no jogo fora – analisou o jogador.

SporTv

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