Futebol Home São Paulo Times

Os 7 pecados capitais de Leco como presidente do São Paulo

É unânime entre os torcedores do São Paulo que o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, tem enorme culpa no atual momento do clube. O Tricolor, um dos maiores vencedores do futebol brasileiro, não conquista uma taça há sete anos – Leco completará seu quarto ano na presidência no mês de outubro. Diante disso, o Blog resolveu pontuar os sete pecados capitais cometidos pelo dirigente desde que tomou posse, em eleição criada após o pedido de renúncia de Carlos Miguel Aidar, no fim de 2015. Confira:

1- Resultados pífios

Leco é dono do pior aproveitamento de pontos do século entre todos os presidentes do Tricolor – ele está abaixo até de Carlos Miguel Aidar, que teve de renunciar para não sofrer impeachment. Em 2019, por exemplo, o São Paulo já havia sido eliminado de todas as competições, exceção ao Brasileiro, no mês de maio. E, como em anos anteriores, caindo para times com muito menor investimento. Na lista de algozes são-paulinos na Era Leco estão Talleres, Defensa y Justicia, Colón, Bahia, Audax e Juventude.

LEIA TAMBÉM: Confira os melhores momentos de São Paulo 1×1 Cruzeiro

2- Contratações desastrosas

Já pensou um time formado por: Sidão; Buffarini, Aderllan, Douglas e Edimar; Jucilei, Maicosuel e Wesley; Centurión, Diego Souza e Trellez. No banco, o treinador ainda teria Jean. Régis, Bruno Peres, Mena, Cícero, Jonathan Gómez, Thomaz, Neilton, Kieza e Guisao. Pois esses foram alguns dos piores reforços da Era Leco. Jucilei, por exemplo, custa R$ 750 mil por mês. Diego Souza foi comprado por R$ 10 milhões e liberado de graça ao Botafogo. Já Maicosuel recebe a maior parte de seus R$ 300 mil mensais de salário do Tricolor, assim como Trellez, encostado no Inter.

3- Desmanches frequentes

Poucos presidentes na história do São Paulo promoveram tantas mudanças no elenco de um ano para outro quanto Leco. Em 2016, saíram numa tacada só Calleri, Alan Kardec e Ganso. No ano seguinte, foram negociados David Neres, Luiz Araújo, Maicon, Thiago Mendes e Lyanco. Já em 2018, no meio do Brasileirão, deram adeus Militão, Marcos Guilherme, Cueva e Valdivia. Com as debandadas, o Tricolor perdeu conjunto e viu as chances de título irem para o espaço.

4- Trocas de técnicos

Leco ainda não completou o quarto aniversário na presidência do São Paulo e já contou com 11 treinadores diferentes. Em 2019, por exemplo, iniciou o ano com André Jardine, contou com Vagner Mancini de forma interina por quase dois meses e fechou com Cuca. Antes, já havia tido Diego Aguirre, Dorival Júnior, Pintado, Rogério Ceni, Ricardo Gomes, Edgardo Bauza, Milton Cruz e Doriva. Para muitos são-paulinos, a demissão de Aguirre a cinco rodadas do fim do Brasileiro foi a grande responsável pela não classificação direta para a Libertadores de 2019.

5- Vexames em clássicos

Frustrar o torcedor em clássicos virou uma praxe no São Paulo desta década. Mas os resultados ficaram ainda piores sob o comando de Leco. Já são 11 jogos seguidos sem vitórias contra Corinthians, Palmeiras e Santos – o Tricolor não ganha um clássico desde 21 de julho de 2018. Na Era Leco, são 43 partidas, com só oito vitórias, 11 empates e 24 derrotas – aproveitamento de 27% dos pontos. O pior desempenho é diante do Palmeiras (22%) após duas vitórias, dois empates e oito derrotas. Depois, vem o Corinthians (28%) com três vitórias, sete empates e nove derrotas. Por fim, o Santos (30%) com três vitórias, dois empates e sete derrotas.

6- Demissão e multa de Rogério Ceni

Leco contratou Rogério Ceni como técnico do São Paulo para o início da temporada de 2017 de olho na eleição de abril. Menos de três meses depois de se reeleger, o presidente demitiu o maior ídolo da história e ainda pagou uma multa de R$ 5 milhões, condição pedida pelo ex-goleiro para fechar com o Tricolor. Pois a cada novo sucesso de Ceni no Fortaleza, fica mais claro que Leco errou ao dispensá-lo. O ídolo do são-paulino já tem três títulos no Fortaleza: Copa do Nordeste, Série B do Brasileiro e Campeonato Cearense. Em 18 meses no clube, já há quem o classifique como o maior treinador da história centenária do Fortaleza.

7- Perda de garotos da base

O São Paulo de Leco também se especializou em perder, de graça, ou a preço de banana, atletas surgidos em Cotia. Tudo porque não renovava os contratos antes de promover os garotos ao time principal. O caso mais grave foi o de Éder Militão, que saiu para o Porto por só R$ 17 milhões – ele estava a seis meses do fim do contrato e o Tricolor se viu obrigado a pegar essa quantia, mesmo sabendo que o zagueiro/lateral valia muito mais. Tanto que, oito meses depois, o Real Madrid topou desembolsar R$ 219 milhões. O São Paulo também perdeu João Schmidt, Marquinhos Cipriano e Bissoli da mesma maneira.

Ainda seria possível citar outros grandes equívocos de Leco, que não fizeram parte dos sete pecados capitais. Um deles foi a decisão de colocar conselheiros que o apoiaram politicamente ocupando cargos remunerados – o estatuto tricolor fora mudado recentemente para permitir que o clube buscasse os melhores profissionais de cada área. A queda vertiginosa de arrecadação com o departamento de marketing e a perda de eventos importantes e de faturamento do Morumbi também são novidades da Era Leco.

 

Fonte: Blog do Jorge Nicola

Anúncios

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.