Souza critica diretoria do São Paulo e lamenta tabu em Itaquera: “Sempre bati no Corinthians”

FIrreverente, boa praça e sem papas na língua, Souza era um dos xodós da torcida do São Paulo, fez parte de uma geração vitoriosa do clube – de 2005 a 2008 – e nunca deixou de lutar em campo para ajudar o Tricolor a buscar títulos nos cinco anos que esteve no Morumbi.

Em entrevista à Jovem Pan, o meio-campista campeão do Paulista, Libertadores, Mundial de Clubes e bi brasileiro criticou a atual diretoria e lamentou o tabu Tricolor na casa do Corinthians (sete derrotas e três empates).

“Nos quase cinco anos em que fiquei no São Paulo, eu sempre bati no Corinthians, né? Tive apenas uma derrota… Então, é muito triste ver essa situação atual”, lamentou Souza, que, em nove Majestosos, acumula três vitórias, cinco empates e somente uma derrota.

“Na minha opinião, o principal problema do São Paulo é a falta de planejamento. Não vou entrar no mérito de falar que fez contratações equivocadas, mas contra fatos não há argumentos. O clube esperava muito desses jogadores que contratou nos últimos anos, mas eles não estão rendendo”, completou.

Uma das maiores críticas a diretoria são-paulina é constante troca de técnicos e Souza diz não entender. Só na “Era Leco”, já foram Doriva, Ricardo Gomes, Rogério Ceni, Dorival Junior, Diego Aguirre e agora André Jardine – apenas Bauza pediu para deixar o Tricolor em 2016 por convite da Seleção da Argentina.

“A diretoria está deixando a desejar em algumas coisas. Eu nunca vi, por exemplo, o São Paulo trocar tanto de treinador como tem trocado. Isso só prejudica, porque você não tem uma identidade… Pode colocar quem for que, se não tiver um planejamento e não deixar a pessoa trabalhar, não vai dar certo”, lamentou, e lembrou da conturbada saída do ex-companheiro e agora treinador Rogério Ceni.

“Você vê o Rogério… Demitiram um cara que é ídolo, não deixaram o cara trabalhar, e ele fez um grande trabalho no Fortaleza”, afirmou. “Hoje, para se trabalhar no Brasil, um presidente não tem de fazer política, ele tem de fazer futebol. Credito muito dessa fase do São Paulo à má gestão, ao mau planejamento e a escolhas erradas. Por isso o torcedor está sofrendo. Jogar no São Paulo não é para qualquer um”, finalizou.

Atualmente, Souza, de 40 anos, segue jogando futebol. Ele defende o modesto Bagé, da segunda divisão do Rio Grande do Sul.

 

Fonte: Torcedores.com

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