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São Paulo mantém sina de grandes reforços iniciada com Fabuloso

Na última quarta-feira, o São Paulo selou a compra de Pablo por 6 milhões de euros (cerca de R$ 26,5 milhões). O negócio com o Atlético-PR é mais um capítulo de uma sina criada pelo Tricolor no início desta década, quando Luis Fabiano foi repatriado do Sevilla.

Investir em pelo menos uma contratação de impacto por temporada é uma realidade no clube, mas poucos conseguiram prosperar. Seja em desempenho ou até mesmo na hora de cumprir o contrato até o fim. O que será de Pablo e seu vínculo até dezembro de 2022?

Luis Fabiano

O centroavante havia sido vendido pelo São Paulo em 2004 e retornou em 2011 como grande estrela. A operação para tirá-lo do Sevilla, da Espanha, foi longa e custou 7,6 milhões de euros. Na cotação da época, isso representava R$ 19,9 milhões. Luis Fabiano ficou no clube até dezembro de 2015, quando acabou o seu contrato, e conquistou a Copa Sul-Americana de 2012. Não renovou por divergências com o ex-presidente Carlos Miguel Aidar.

Jadson

Outro que foi campeão da Sul-Americana. O meia chegou no início de 2012 ao São Paulo, que pagou 3,8 milhões de euros (na época, R$ 8,6 milhões) para comprá-lo do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Ele custou a se firmar sob o comando de Emerson Leão, mas engrenou com Ney Franco e foi um dos protagonistas do bom segundo semestre da equipe. No ano seguinte, caiu de rendimento. Muricy Ramalho liberou e, em fevereiro de 2014, foi trocado por Alexandre Pato, que estava no Corinthians. Jadson se tornou ídolo alvinegro, com dois títulos do Campeonato Brasileiro e dois do Campeonato Paulista em duas passagens pelo clube rival.

Paulo Henrique Ganso

Ainda em 2012, mas em setembro e já pensando na temporada seguinte, o Tricolor contratou Paulo Henrique Ganso do rival Santos. Foram investidos R$ 23,9 milhões no contrato de cinco anos. Desde a chegada ao Morumbi até a saída em 2016, para o Sevilla, ninguém disputou mais partidas pelo São Paulo do que o armador. Foram 224 jogos, 24 gols e 49 assistências. Embora quase não tenha atuado, ganhou a Sul-Americana.

Seu melhor momento, porém, foi na campanha que levou os são-paulinos até a semifinal da Libertadores de 2016, quando se machucou e não participou da eliminação para o Atlético Nacional. A venda para o Sevilla foi fechada por 9,5 milhões de euros (R$ 34,4 milhões) e o Tricolor ficou com pouco menos da metade: R$ 16,3 milhões.

Alan Kardec

O ano de 2014 teve outros reforços de peso, como Pato, Kaká e Michel Bastos. Mas nenhum deles custou o que Alan Kardec custou. Foram 4,5 milhões de euros (na época R$ 14 milhões) para vencer disputa com o Palmeiras e comprá-lo do Benfica, de Portugal. O centroavante viveu boa fase na mesma temporada, mas na seguinte acabou sofrendo grave lesão de joelho. Voltou a jogar no segundo semestre de 2015 e, menos de um ano depois, foi vendido ao Chonqing Liffan, da China, por 5 milhões de euros, o que resultava em R$ 18 milhões.

Ricardo Centurión

O meia-atacante havia sido o herói do título do Racing no Campeonato Argentino de 2014 e, meses depois, foi comprado por 4,2 milhões de euros pelo São Paulo. Na conversão da época, R$ 12,7 milhões, investidos pelo então “desconhecido” Vinicius Pinotti. O empresário acabou ingressando na vida política do clube e chegou a ser diretor-executivo de futebol na temporada passada. Já Centurión ficou no Tricolor por um ano e meio apenas, chegou a ser emprestado por um ano ao Boca Juniors e em 2017 foi vendido ao Genoa, da Itália, por 3,5 milhões de euros (R$ 13 milhões), dois anos antes do fim do vínculo com os paulistas.

Maicon
A contratação do zagueiro em 2016 foi fechada por empréstimo de seis meses, às pressas, para superar a concorrência do Atlético-MG. Esse período foi marcado por grandes atuações e até um sacrifício no gol em jogo da Libertadores contra o The Strongest, em La Paz. A torcida pressionou, e o clube resolveu comprá-lo do Porto pagando 6 milhões de euros (na época R$ 22 milhões) e dando 50% dos direitos econômicos de mais dois garotos da base. Os jovens negociados foram o lateral-esquerdo Inácio e o volante Luizão. Maicon caiu de rendimento e acabou vendido ao Galatasaray, da Turquia, por 7 milhões de euros (R$ 25,2 milhões) em junho de 2017.

Lucas Pratto

Mais uma tentativa de impactar o mercado e ter uma referência no elenco aconteceu em fevereiro do ano passado, com Lucas Pratto. O São Paulo pagou 6,2 milhões de euros (R$ 23,9 milhões) para comprar o centroavante do Atlético-MG. O contrato era válido até janeiro de 2021, mas foi encerrado 11 meses após a assinatura. O River Plate o contratou por 11,5 milhões de euros (R$ 44,5 milhões) e o Tricolor ficou com R$ 32,9 milhões, além de ter lucrado até com a conquista dos argentinos na Libertadores deste ano.

Diego Souza

Com status de jogador de seleção brasileira, Diego Souza foi considerado a principal contratação do São Paulo no início de 2018. O camisa 9, que havia recusado oferta do Palmeiras para deixar o Sport, apostou no Tricolor paulista para mostrar serviço para Tite e tentar uma vaga na Copa do Mundo da Rússia. O clube do Morumbi, por sua vez, desembolsou R$ 10 milhões na expectativa de encontrar o substituto para Lucas Pratto, negociado com o River Plate. Após patinar no início de sua trajetória, ele embalou sob o comando de Diego Aguirre, que assumira o comando técnico em março, e fechou o ano como o artilheiro do time, com 16 gols.

Fonte: UOL

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