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Atacante brilhou como 9, mas versatilidade atrai Jardine no São Paulo

Quem conhece André Jardine de perto assegura: Pablo tem o perfil de jogador buscado pelo técnico do São Paulo. Rápido, voluntarioso e de boa técnica, o atacante está perto de ser anunciado pelo Tricolor por grande investimento e é visto como uma peça de múltiplas soluções para o setor ofensivo.

Em 2018, a revelação do Atlético-PR conseguiu os melhores números da carreira. Foram 18 gols em 51 partidas, incluindo dois tentos em cada uma das partidas da final da Copa Sul-Americana conquistada pelo Furacão. Nos oito primeiros anos como profissional, fez 35 gols. Ou seja, quando foi passado para centroavante, marcou mais de 50% dos tentos que já havia conseguido.

Essa fase artilheira foi reflexo de uma mudança de posicionamento proposta pelo técnico Fernando Diniz, hoje alvo do Fluminense, e mantida por Tiago Nunes, responsável pela ascensão dos atleticanos no segundo semestre.

Isso poderia resultar em uma automática disputa com Diego Souza pelo posto de referência no ataque caso o negócio seja realmente fechado. Mas Pablo tem mais a oferecer. Pode ser ponta, por mais que isso afete seu número de gols, e pode até ser uma arma que jogue por trás de Diego. Mais ou menos como atuou Nenê ao longo deste ano.

Essa opção foi a menos usual na vida de Pablo, mas é atraente para Jardine. Afinal, Nenê terminou sem nenhum concorrente direto no time titular e em baixa. Nos tempos de sub-20, o comandante tricolor também gostava de usar dois atacantes em momento de maior pressão sobre o adversário, mas sempre com um mais móvel, saindo da área.

Já nas temporadas anteriores pelo Atlético e nos empréstimos para Figueirense, Real Madrid B e Cerezo Osaka, do Japão, Pablo se acostumou a ser ponta. A força física para acompanhar laterais pesava mais para antigos treinadores, enquanto a capacidade de finalização era pouco aproveitada.

No elenco atual do São Paulo, a ponta esquerda tem Everton como titular absoluto. Na direita, a vaga era de Joao Rojas, que se recupera de lesão ligamentar no joelho direito. Depois, o jovem Helinho, de 18 anos, ganhou espaço. Mas a idade causa preocupação sobre sua regularidade. Principalmente diante do início complicado de ano com fases eliminatórias na Copa Libertadores da América.

Ainda que Pablo possa ser útil para preencher todas essas lacunas, o Tricolor segue atento no mercado. E há cuidado especial justamente com a armação e as beiradas do ataque. Um volante também está nos planos e pode ser Willian Arão, do Flamengo.

As laterais já foram reforçadas por Igor Vinicius, na direita, e Léo Pelé, na esquerda. Há ainda a expectativa por Victor Ferraz, do Santos, mas a equipe dirigida por Jorge Sampaoli promete jogo duro.

 

Fonte: UOL

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