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5 motivos que explicam a queda enorme do São Paulo nos últimos jogos

O São Paulo conquistou a marca negativa de seis jogos sem vitória e apenas um triunfo nos últimos nove jogos do Campeonato Brasileiro 2018. O que explica a fase ruim do time que faturou o título simbólico do primeiro turno do nacional e era o principal candidato ao título?

Para tentar explicar as razões que provocaram a queda do Tricolor da liderança para quarta posição, o Torcedores.com listou sete fatores que, praticamente, custou a conquista do caneco:

1- Invenções de Aguirre

Se no primeiro turno o técnico Diego Aguirre surpreendeu com testes inesperados e conquistou resultados expressivos, agora elas mais atrapalham do que ajudam a equipe em campo.

Rubens Chiri / saopaulofc.net

No jogo contra o Furacão, por exemplo, o lateral-esquerdo Reinaldo atuou como ponta, por ter feito com dois gols atuando na função no Majestoso, e pouco criou ou assustou os marcadores e foi presa fácil para os marcadores.

Escalado a temporada inteira como centroavante, Diego Souza atuou na função de Nenê para criar e dar velocidade ao time. Porém, sabe-se é que o antigo meia se tornou um camisa 9 devido a pouca mobilidade devido a chegada da idade – 33 anos – e ontem esteve sumido em campo. Carneiro precisou deixar a área para criar e falta o próprio para definir na área.

Araruna é volante de origem, mas vem atuando na lateral-direita improvisado para suprir a carência da posição. Pouco cria e quando consegue chegar ao ataque desperdiça a jogada. Será que não há um garoto no Sub-23 ou Sub-17 capaz de ser testado? Pra que tanto investimento na base e se não há jogadores com chances de serem testados?

2- Fator casa

Antes imbatível no estádio do Morumbi, o Tricolor não soube transformar sua casa em um caldeirão neste segundo turno. A presença da torcida nas partida, inclusive, vinha sendo alta, com mais de 40 mil pessoas por jogo, mas começou a cair conforme o desempenho ruim.

A equipe perdeu pontos valiosos que, literalmente, custou a liderança nos empates contra Fluminense, América-MG, Atlético-PR e na derrota para o Palmeiras.

3- Rendimento individual

O time do São Paulo se destacou no Brasileira pela entrega, futebol coletivo e, principalmente, pela individualidade de Nenê, Diego Souza, Joao Rojas e Reinaldo. Coincidência ou não, muitos deles caíram de qualidade no momento de má fase da equioe:

Paulo Pinto / saopaulofc.net

– Nenê: dono da camisa 10, o meia-atacante era o maestro da equipe de Diego Aguirre e maior responsável por municiar Diego Souza, Everton e Joao Rojas. Atualmente, mal consegue dar sequência num contra-ataque de mano a mano.

– Diego Souza: o faro apurado do centroavante na arrancada do time rumo ao topo do Brasileirão surpreendeu e até cogitava-se novos testes na Seleção. As boas apresentações de Carneiro e Trellez colocam sua titularidade em risco.

– Joao Rojas: considerado o motorzinho da equipe pela direita, a vocação ofensiva do equatoriano ficou de lado na queda do time e nem vem cumprindo suas funções defensivas com efetividade.

– Reinaldo: o lateral-esquerdo se tornou uma das maiores forças ofensivas atuando ao lado de Nenê e Everton. O problema é que a queda de rendimento do camisa 10 e a lesão do meia-atacante fizeram o camisa 14 sucumbir.

4- Lesões

Quando dizem que para ser campeão é preciso de um elenco forte, não é brincadeir. O São Paulo provou ter apenas 11 bons jogadores e desabou na tabela quando precisou de peças para suprir lesões.

Ao longo do segundo turno, Everton pouco jogou por uma série de lesões na coxa esquerda e os testes de Aguirre com Reinaldo improvisado na frente, Everton Felipe e Liziero não surtiram efeito.

Na lateral-direita, Bruno Peres chegou para ocupar a vaga deixada por Eder Militão – vendido ao Porto-POR – e viu um estiramento o deixar de molho por 20 dias decisivos em que o Tricolor jogou de quarta a domingo. Araruna, Hudson e Rodrigo Caio não renderam na função.

Rubens Chiri / saopaulofc.net

5- Pressão por títulos

Sem levantar um trófeu desde 2012, quando faturou a Copa Sul-Americana, o Tricolor vive a angústia de ver rivais terem conquistas anuais e a espera do título brasileiro criou uma atmosfera de que o jejum de quase seis anos iria acabar.

Antes motivo de festa pela torcida Tricolor, a fase “segue o líder” é detestada e causa calafrios. A tendência de mais uma temporada sem conquistas é mais realidade que a chance de o time reverter os seis pontos de diferença para o líder Palmeiras nas últimas oito rodadas.

Com o empate, o São Paulo chega aos 53 pontos, retoma a quarta colocação que estava com o Grêmio, mas corre o risco de terminar a rodada até nove pontos atrás do líder Palmeiras. O time terá a semana livre para treinos, ajustes e encontrar soluções para encerrar a série negativa de seis jogos sem vitória. O Tricolor entra em campo contra o Vitória, na próxima sexta-feira (26), no Barradão, pela 31ª rodada do nacional.

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