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Desequilíbrio do SP e queda no Nacional mostram tamanho da saída de Militão

É fato que o São Paulo caiu de rendimento no returno do Campeonato Brasileiro. Depois de fechar a primeira metade da competição na liderança com 71,9% de aproveitamento, o time ficou aquém do esperado e foi superado por Palmeiras, Internacional e Flamengo na classificação. No segundo turno, a equipe tem apenas a 12ª melhor campanha, com 40,7% de aproveitamento. Tais números podem estar ligados à saída de Éder Militão.

Negociado com o Porto, o lateral-direito se despediu do Morumbi justamente na vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, dia 5 de agosto, quando o time assumiu a liderança. Com a saída do polivalente jogador, a equipe foi perdendo o equilíbrio que notabilizava o trabalho de Diego Aguirre. O substituto de Militão, Bruno Peres, é conhecido por sua força no apoio ao ataque e pela dificuldade na marcação – como visto na derrota para o Palmeiras, no último fim de semana.

Ainda neste processo de adaptação ao sistema do treinador, Bruno Peres perdeu treinamentos e partidas por causa de lesão. Após defender o São Paulo contra o Fluminense, dia dia 2 de setembro, ele sofreu um estiramento no adutor direito e ficou longe dos gramados durante quatro rodadas, ficando fora da derrota para o Atlético-MG e dos empates com Bahia, Santos e América-MG.

Para complicar ainda mais a situação, o outro suplente, Régis, também mostrou dificuldades defensivas e acabou fora dos planos do clube em função de problemas pessoais. Sem opções, Aguirre testou o zagueiro Rodrigo Caio no setor na tentativa de resgatar o estilo de Militão. O zagueiro já havia atuado na posição sob o comando de Leão, em 2012, mas a torcida já se mostra impaciente e propensa a culpá-lo pela queda de desempenho.

Problema mundial

A dificuldade para encontrar um lateral direito não é uma exclusividade do São Paulo de Diego Aguirre. No mundo, o setor é carente de jovens talentos há alguns anos. O Barcelona, por exemplo, chegou a apostar em Douglas, ex-Tricolor, em 2014. Mesmo veterano, Daniel Alves, de 35 anos, conseguiu novamente ser o melhor do mundo na posição.

A sucessão de Daniel Alves na seleção brasileira é uma das barreiras de Tite. Com o astro do Paris Saint-Germain lesionado, ele apostou em Fagner, do Corinthians, na Copa do Mundo da Rússia. O ala Alvinegro, porém, também vinha de recuperação de lesão. Neste início de ciclo, ele já convocou Fabinho, Danilo e o próprio Militão, que nem sempre atuam como laterais em seus respectivos clubes.

 

Fonte: UOL

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