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‘Puladas de muro’ fazem parte dos bastidores de São Paulo e Palmeiras

De olho na liderança do Campeonato Brasileiro, São Paulo e Palmeiras se enfrentam neste sábado (6), às 18h, no Morumbi. Apesar de os treinadores Diego Aguirre e Luiz Felipe Scolari adotarem o mistério como parte da estratégia para tentar surpreender o adversário, existem funcionários dos clubes que conhecem um pouco de como é a rotina de trabalho do outro lado do muro.

Separados apenas por alguns metros na Avenida Marques de São Vicente, na Zona Oeste da capital paulista, os vizinhos centros de treinamento das duas equipes contam com os serviços de pessoas que trocaram de lado ao longo dos anos.

Chefe da segurança do Tricolor, Marcos Roberto Costa dos Santos, conhecido como Marcão, está no clube do Morumbi desde 1998. Nos cinco anos anteriores, porém, ele cuidava do elenco do Palmeiras. Na época, o ex-boxeador recebeu um convite para trocar de serviço, pois os são-paulinos ficaram assustados com o fato de o atacante Dodô ter sido agredido por torcedores e queriam reforçar a segurança.

Quando estava no alviverde, Marcão acompanhou o auge do projeto Parmalat e criou laços com jogadores e treinadores, como o próprio Felipão. Por isso, não é de se estranhar que antes ou depois da partida deste sábado o treinador vá conversar com o segurança.

Do outro lado, também há um segurança que trabalhou por muitos anos no São Paulo. Edvaldo de Souza Querino, conhecido como TKS, era funcionário do Tricolor e alvo de elogios. Por se destacar na função, foi chamado para acompanhar o então presidente Juvenal Juvêncio. Exatamente por causa da relação com o então mandatário, perdeu o emprego após Carlos Miguel Aidar, que viria a se transformar em oponente de Juvenal, assumir a presidência em 2014. No Palmeiras, o lutador de jiu jitsu participou das campanhas dos títulos da Copa do Brasil (2015) e do Campeonato Brasileiro (2016).

O coordenador científico Altamiro Bottino, que era do Palmeiras e hoje está no São Paulo, com a nutricionista Larissa

Mas as trocas de funcionários não param por aí. Peça importante na delegação do São Paulo, o coordenador científico Altamiro Bottino está há pouco mais de um ano no Tricolor. Antes, ele havia trabalhado no Palmeiras entre 2015 e 2017. No alviverde, ele participou do processo de modernização da Academia de Futebol.

Omar Feitosa, por sua vez, fez o caminho inverso. Ainda como preparador físico, ele integrou a comissão técnica de Cuca, no São Paulo, em 2004. Na época, ficou conhecido por uma rusga com o então goleiro Rogério Ceni. Já no Palmeiras, o profissional acumula várias passagens, sendo que hoje ele atua como coordenador de preparação física do clube.

Omar Feitosa atua como coordenador de preparação física do Palmeiras

Jogadores

Também são históricos os casos de atletas que mudaram de lado. Nomes como Cafu, Antônio Carlos, Evair, Cesar Sampaio e Leivinha acumulam passagens pelos dois times. No Palmeiras de 2018, o único jogador que no profissional vestiu a camisa do rival é Jean. O polivalente meio-campista deu os primeiros passos na carreira no Morumbi e tem amizade até hoje com ex-companheiros – no ano passado, por exemplo, recebeu a visita de Hernanes.

Pelo lado do São Paulo, dois dos principais jogadores da equipe defenderam o rival. Diego Souza jogou pelo Alviverde entre 2008 e 2010, com a participação na conquista do título Paulista de 2008 e da conturbada campanha do Brasileiro de 2009, em que o time ficou perto de ser campeão. Já Nenê, após se destacar pelo Paulista de Jundiaí, foi para o Palmeiras em 2002, no ano da primeira queda para a Série B.

 

Fonte: UOL

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