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Everton Felipe sofre para engrenar no São Paulo

O São Paulo tem convivido com problemas para escalar seus pontas há cinco rodadas, com a lesão de Everton e, por último, a suspensão de Joao Rojas. Mas essa dificuldade para repor os jogadores de lado de campo poderia ser menor se um dos reforços contratados para o segundo semestre já tivesse conseguido render o esperado. Everton Felipe, entretanto, ainda sofre para se destacar.

O garoto de 21 anos foi apenas opção prioritária para substituir o xará Everton em uma ocasião: na vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, no Morumbi. E jogou mal, além de ter obrigado Rojas a atuar pela esquerda e também baixar o rendimento. Para este sábado, às 16h, contra o América-MG, o caminho estaria aberto para ele nas duas pontas, já que Everton segue lesionado e o equatoriano está suspenso. Só que sua irregularidade o deixa atrás até de improvisações.

É possível, por exemplo, que Reinaldo seja ponta mais uma vez, com Edimar atuando na lateral esquerda. Liziero também pode jogar aberto por esse setor. Do outro lado, se Robert Arboleda seguir como lateral-direito, como aconteceu no clássico contra o Santos, Régis ganha força para entrar mais à frente. No último cenário, Rodrigo Caio poderia voltar à zaga titular depois de cinco meses.

Quando Aguirre começou a enxugar o elenco para torná-lo mais competitivo, ficou claro que improvisar jogadores estava em seus planos. É algo que o treinador uruguaio valoriza. Mas, de fato, havia esperança de que Everton Felipe correspondesse mais rapidamente para ser o reserva imediato dos pontas. A visão era que ele, apesar de ter a mesma idade de promessas do próprio São Paulo, já tinha mais experiência por ser profissional no Sport há quatro anos.

É curioso que o camisa 18 também sofra no tema versatilidade. Em seus tempos no time pernambucano, havia preocupação se ele se firmaria como meia centralizado ou como ponta. O técnico Vanderlei Luxemburgo chegou a cobrá-lo para definir isso. No Tricolor Paulista, essa incerteza também aparece. Afinal, foi contratado como uma espécie de sombra para Nenê, que joga mais pelo meio, só que apareceu mais vezes atuando aberto – e sem convencer.

Já como armador, conseguiu melhorar a equipe nos minutos finais do empate sem gols com o Santos, o que colabora para que o jovem fique para trás na luta por um lugar na ponta e seja mais considerado como um criador de jogadas. Esse papel costumava ser de Shaylon, que cada vez mais treina como segundo volante para organizar o time mais de trás.

O São Paulo tem paciência e confia que Everton Felipe tem potencial para, enfim, engrenar. Enquanto as improvisações seguirem gerando resultados positivos e o Tricolor continuar na ponta do Campeonato Brasileiro, será mais fácil conduzir a desconfiança sobre o garoto.

 

Fonte: UOL

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