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São Paulo sente o baque e deixa claro que Brasileirão nunca foi prioridade

O São Paulo nunca trabalhou com a ideia de priorizar uma competição ou outra no segundo semestre. No entendimento da comissão técnica e da diretoria de futebol, era possível levar duas competições até o fim. As escalações de Araruna, Lucas Fernandes e Gonzalo Carneiro nessa quinta-feira deram um recado oposto à boa parte da torcida tricolor. Entretanto, o trio, todo ele substituído na etapa final do confronto com o Colón, não foi e não será usado pelo São Paulo como justificativa ou sinal de que o Campeonato Brasileiro tenha recebido alguma prioridade.


Afinal, dos jogadores de linha considerados titulares, só Diego Souza não atuou, e por um motivo peculiar. O clube considerou o risco do jogador se envolver em nova confusão depois da troca de agressões com Ortiz no Morumbi, e assim acabar punido pela Conmebol. Fora o camisa 9, Everton e Bruno Peres entraram no intervalo. Jucilei e Arboleda brigam por posição e fazem rodízio constante com Liziero e Bruno Alves, os escolhidos para essa quinta.

A eliminação ainda na segunda fase da Copa Sul-Americana frustrou, sim, os planos são-paulinos. O baque foi sentido ainda na Argentina, onde Diego Aguirre, atento, se mostrou preocupado em não deixar o clima de decepção atingir seu grupo. “Precisamos reagir rapidamente”, avisou o treinador uruguaio.

A indignação com a queda nos pênaltis fez todos os jogadores, a exceção do goleiro Jean, saírem do campo de jogo direto para os vestiários rapidamente, evitando contato com a imprensa. Pouco depois, a mesma cena se repetiu com a maioria dos atletas no momento de rumar ao ônibus. Reinaldo e Hudson foram os porta-vozes. O restante passou reto.

“A gente sente muito, né? Não só alguns jogadores, mas todos. Uma eliminação assim… A gente queria seguir em frente, infelizmente não deu. Eu estou aqui falando com vocês, mas estou, por dentro, acabado. Não queria ser eliminado. Eu vim para o São Paulo para ser campeão. Eu estou, por dentro, bastante chateado, mas procuro manter firme, cabeça erguida, para não afetar os outros jogadores”, revelou o lateral esquerdo, antes de defender Bruno Alves, único a desperdiçar uma cobrança de pênalti no Cemitério de Elefantes.

“O professor (Aguirre) pede para todo mundo bater sempre depois do treino. Todos que bateram vêm treinado bem. Infelizmente, o Bruno errou, mas é um dos que eu gosto, fez contra o Corinthians (na semifinal do Paulista). Hoje (quinta) ele bateu bem também, mas o goleiro deixou o pé e conseguiu fazer a defesa”.

Capitão são-paulino em Santa Fé, Hudson também fez questão de afirmar que o nacional por pontos corridos nunca foi encarado pelos atletas como prioridade em relação ao torneio continental.

“Em nenhum momento passou pela nossa cabeça priorizar só o Brasileiro. Viemos para classificar mesmo. Muito difícil julgar uma equipe pelos pênaltis, fomos bem no tempo normal, mas o segundo gol não saiu. Agora foco total no Brasileiro”, explicou.

Escolhido para conceder entrevista coletiva ao lado de Aguirre logo após o término do confronto com o Colón, Anderson Martins reiterou a crença na classificação com que o São Paulo entrou em campo.

“A equipe fez um bom jogo, a gente veio com intuito de vencer. Procuramos o jogo, como no Morumbi. São coisas que acontecem no futebol. Sentimento de tristeza, porque sabíamos que tínhamos totais condições de classificação, mas é manter o foco no Brasileiro e seguir em frente”, resumiu o zagueiro.

Agora ninguém mais duvida que o Campeonato Brasileiro é a prioridade do São Paulo. Até o fim da temporada, o Tricolor não terá outra frente em disputa. A liderança é um alento e uma esperança depois da queda na Copa Sul-Americana. Ajuda a engolir a decepção ao passo que traz pressão pelo título. Nesse cenário, o São Paulo volta a campo no domingo, às 19 horas, contra a Chapecoense, no Morumbi.

 

Gazeta Esportiva

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