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Comandado por ídolos, São Paulo contrata menos e acerta mais

A temporada de 2018 marca uma mudança de postura na direção do Tricolor, que nos últimos anos teve uma enormidade de contratações e gastos sem qualquer resultado positivo. Mas nesta temporada a postura mudou. Ídolos assumiram a linha de frente, Leco passou a ouvir mais seus subordinados e o critério para reforçar o elenco foi revisto.

Tudo começou com a demissão de Vinicius Pinotti, antigo apoiador de Leco e que saltou da direção do marketing para dirigir o departamento de futebol. No entanto, Pinotti se irritou com o autoritarismo de Leco e pediu demissão.

O presidente do Tricolor então, resolveu mudar sua postura internamente e deu chance a Raí, Ricardo Rocha e Lugano. Raí se tornou diretor-executivo, Ricardo Rocha se tornou coordenador e Lugano foi chamado para ser superintendente de relações institucionais do São Paulo. A nova cúpula se formou entre 7 de dezembro de 2017 e 30 de janeiro de 2018.

Os resultados não vieram logo de cara. O São Paulo sofreu duras quedas no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, enquanto passava por mudanças. Aos poucos, porém, o elenco foi sendo montado de acordo com a ajuda de Diego Aguirre, técnico escolhido para liderar o Tricolor.

O novo planejamento do Tricolor já expõe alguns acertos. O maior exemplo talvez esteja no critério de contratações. O clube gastou cerca de R$ 58.195 milhões com 15 atletas (incluindo as compras de Jucilei e Edimar). Entre os 15, sete são titulares (Diego Souza, Jucilei, Anderson Martins, Nenê, Everton, Joao Rojas e Bruno Peres) e outros quatro recebem oportunidades (Tréllez, Jean, Edimar e Régis). Valdívia, que estava emprestado ao clube e acabou vendido, engrossaria ainda mais essa lista, já que foi um jogador bastante utilizado enquanto esteve no Morumbi.

A prova de que as escolhas foram acertadas é que com esse elenco o São Paulo deixou de pensar apenas em se manter na elite do futebol nacional para se tornar líder do Campeonato Brasileiro após três anos.

No ano passado, o São Paulo gastou R$ 53.836 milhões para contratar 19 jogadores, quatro a mais do que este ano. No entanto, boa parte destas apostas não vingaram. Casos de Cícero, Denilson, Wellington Nem, Marcinho, Morato, Thomaz, Maicosuel, Jonatan Gomez, Aderllan e Neilton.

Em 2016, o planejamento se mostrou ainda pior. O clube desembolsou R$ 84.151 milhões com 15 reforços. E a decepção não foi pequena com Kieza, Mena, Kelvin, Arthur, Lucas Farias, Chavez, Buffarini, Douglas, Robson e Jean Carlos. Até Lugano, apesar de sua importância nos bastidores, não rendeu o que se esperava dentro das quatro linhas.

O trabalho de Raí, Ricardo Rocha e Lugano é discreto mas eficiente. Principalmente Raí, responsável direto pelas tratativas com os jogadores, que tem mostrado um alto índice de acerto em suas contratações. O São Paulo claramente mudou, e consequentemente melhorou. Se encerrará o jejum de títulos esse ano, não se sabe, mas a probabilidade de conquista certamente é muito maior do que nos últimos anos.

Vejas as contratações e os gastos do Tricolor nas últimas temporadas:

2018: 15 reforços
Total gasto (levando em conta o valor cheio das transferências): R$ 58.195 milhões

Atletas contratados:
Diego Souza, Tréllez, Jean, Jucilei (em definitivo), Régis (ex-Sport), Edimar (em definitivo), Anderson Martins, Régis (ex-São Bento), Nenê, Valdívia, Everton, Bruno Peres, Joao Rojas, Gonzalo Carneiro e Everton Felipe.

2017: 19 reforços
Total gasto (levando em conta o valor cheio das transferências): R$ 53.836 milhões

Atletas contratados:
Lucas Pratto, Jucilei, Petros, Hernanes, Cícero, Denilson, Wellington Nem, Sidão, Edimar, Marcinho, Morato, Thomaz, Maicosuel, Arboleda, Jonatan Gomez, Aderllan, Marcos Guilherme e Bruno Alves e Neilton.

2016: 15 reforços
Total gasto (levando em conta o valor cheio das transferências): R$ 84.151 milhões

Atletas contratados:
Calleri, Kieza, Lugano, Mena, Kelvin, Maicon, Arthur, Lucas Farias, Chavez, Julio Buffarini, Cueva, Gilberto, Douglas, Robson, Jean Carlos.

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