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Saiba por onde andam os últimos campeões pelo São Paulo

Na decisão da Copa Sul-Americana de 2012, o São Paulo conquistou seu último título profissional. Agora, em 2018, é o líder da primeira divisão do Campeonato Brasileiro e tenta ser campeão 10 anos depois da sua última participação vencedora.

E para relembrar tudo isso, o Torcedores trouxe uma lista dos últimos campeões com a camisa do Tricolor Paulista.

Os jogos

Na primeira partida da decisão da Sul-Americana, na Argentina, o São Paulo, que já tinha eliminado o Bahia, a LDU, Universidad de Chile e Universidad Católica, enfrentou o Tigre, que havia passado dos times argentinos Juniors, Deportivo Quito, Cerro Porteño e Millonarios. O placar? Zero a zero, sem muitos lances bonitos e com duas expulsões – Donatti e Luis Fabiano receberam cartão vermelho ainda com 15 minutos. Mas foi no jogo de volta que a história se transformou.

O gol de Lucas Moura, aos 22 minutos do primeiro tempo, e sua suposta “provocação” gerou certa confusão. O clima da partida mudou. Entradas duras eram feitas e, embora não tenha tido duas expulsões como no primeiro jogo, uma aconteceu; a de Paulo Miranda nos acréscimos do primeiro tempo. Mas Osvaldo, aos 27 minutos, ampliou o placar e praticamente sacramentou a vitória e o título ao São Paulo.

Porém, ainda havia o segundo tempo inteiro, não é mesmo? A menos que os visitantes não voltassem para o jogo.

E foi isso aconteceu. Por desistência, apesar da partida espetacular no Morumbi até ali, o São Paulo foi campeão da Copa Sul-Americana de 2012, já que os argentinos não voltaram ao campo.

Veja o que aconteceu com cada um dos titulares do tricolor nas finais da Sul-Americana 2012:

Rogério Ceni – Goleiro: ídolo da torcida tricolor paulista, o maior jogador da história do São Paulo estava com a braçadeira de capitão no jogo que deu o último título ao clube.

Depois disso, jogou mais um tempo na equipe até se aposentar no final de 2015. Em 2016, passou o ano estudando fora do Brasil e, em 2017, tornou-se treinador de futebol, tendo sua primeira oportunidade no clube em que fez história. Mas a nova carreira não deu muito certo no time paulista e, atualmente, surpreende com o Fortaleza na Série B do Campeonato Brasileiro.

Paulo Miranda – Lateral Direito: o lateral, que também já foi zagueiro no clube paulista, tinha apenas um ano de clube quando venceu o torneio. Ficou um bom tempo de lado, até que o treinador Ney Franco deu a oportunidade que o jogador precisava.

O atleta ficou no clube até junho de 2015, quando foi jogar no RB Salzburg, da Áustria. Lá, disputou quase 70 jogos até que, neste ano, retornou ao futebol brasileiro para jogar no Grêmio.

Rafael Tolói – Zagueiro: ele foi uma das maiores promessas como zagueiro no cenário nacional no fim da década de 2000. Contudo, se olharmos agora, isso não se confirmou – apesar de ter ido bem no clube paulista até sua saída em 2015, emprestado ao Roma. O atleta jogou pouco no time, mas chamou a atenção do Atalanta, que decidiu contratá-lo em definitivo. Está lá até agora com mais de 100 partidas pelo time.

Rhodolfo – Zagueiro: um dos melhores do Brasil na época, o zagueiro do São Paulo na final da Sul-Americana de 2012 ficou no clube até 2013, quando foi desbancado por Tolói e Lúcio, recém-contratados. Quase foi à Juventus, mas a diretoria tricolor negou.

Foi emprestado ao Grêmio até ser contratado pelo clube em 2015. Com excelentes partidas, chamou a atenção do Besiktas em 2017, que o contratou. Atualmente, está no Flamengo sendo peça importante para o clube carioca.

Bruno Cortez – Lateral Esquerdo: contratado pelo São Paulo após uma excelente temporada no Botafogo, o lateral esquerdo ficou pouco tempo jogando no time paulista, mesmo que seu vínculo com o clube tenha se firmado apenas em 2017.

Há cinco anos, chegou ao Benfica por empréstimo. Não encantou e foi para o Criciúma. No ano passado, seguiu para o Albirex Nigata, do Japão, até que acertou com o Grêmio. No clube gaúcho, foi campeão da Libertadores como titular e jogou a final do Mundial de Clubes contra o São Paulo.

Wellington – Volante: cria da base tricolor em 2008, o jogador teve seu vínculo quebrado apenas em 2017. Em 2014 chegou a ser emprestado ao Internacional de Porto Alegre, mas voltou ao clube e logou passou a atuar pelo o Vasco da Gama, time que deixou apenas este ano.

Agora, o atleta segue rumo ao Atlético Paranaense depois de participar da polêmica envolvendo seis jogadores da equipe em uma foto nas redes sociais.

Denílson – Volante: também formado no São Paulo, Denílson teve uma boa passagem no Arsenal da Inglaterra até 2012, quando voltou ao seu time formador e logo conquistou um título – o último até aqui.

Depois, foi vendido ao Al-Wahda em 2015 e, posteriormente, emprestado ao Cruzeiro em 2016. Hoje, com 30 anos, está no futebol árabe.

Jádson – Meio-Campo: um dos melhores jogadores do elenco, Jádson fazia boas atuações pelo São Paulo nas semanas anteriores a partida vencedora e continuou assim em 2013.

No começo do ano seguinte, foi trocado por Alexandre Pato e seguiu para o rival Corinthians. E lá, fez história. Vestindo a 10 do clube alvinegro, chegou a ser escolhido por muitos o melhor jogador do elenco em pouco tempo de clube. Foi campeão brasileiro em 2015 e, em 2016, foi para a China, assim como a maioria do seus companheiros no clube.

Em 2017, o atleta voltou ao time para continuar fazendo história. Atualmente, é bicampeão brasileiro e paulista pelo Corinthians, considerado um dos ídolos do século 21 da equipe.

Lucas Moura – Atacante: o jogador com mais caro da história do futebol brasileiro por muito tempo. Lucas, cria da base são-paulina, já estava vendido ao PSG quando disputou a final. Mas dedicação não faltou na partida, tanto que marcou o primeiro gol e causou confusão no segundo jogo.

Depois disso, teve algumas boas atuações na França, mas não surpreendeu. Agora, está no Tottenham da Inglaterra. O jogador chegou no começo de 2018 e vai para a sua primeira temporada inteira na Premier League.

Osvaldo – Atacante: xodó da torcida paulista, o velocista era importante para a equipe e titular absoluto. Marcou o segundo gol na partida de volta da decisão e permaneceu no clube até 2014, quando se transferiu para o Al-Ahli.

Passou pelo Fluminense e Sport, ambos sem brilho, até retornar ao Fortaleza sob o comando do ex-companheiro Rogério Ceni. Atuou melhor do que nos times anteriores e foi negociado com o Buriram United da Tailândia.

Luis Fabiano – Atacante no primeiro jogo: jogador marcante do São Paulo, o centroavante tricolor fez o que todos não podiam acreditar: foi expulso na partida de ida aos 14 minutos. Seu histórico já era um spoiler para o acontecido, mas permaneceu no clube até 2015 – assim como grande partes dos jogadores da lista.

Em 2016, jogou na segunda divisão chinesa. Marcou muitos gols na temporada, mas decidiu voltar para o futebol brasileiro em 2017, mais especificamente para do Vasco da Gama. Depois de lesões, rescindiu seu contrato com o time carioca em fevereiro de 2018.

Willian José – Atacante no segundo jogo: substituto do “Fabuloso” na partida de volta da decisão, Willian José era um dos grandes nomes para o ataque da seleção brasileira nas Copas do Mundo posteriores. Emprestado ao clube paulista, o atacante rodou um pouco até brilhar no Real Sociedad, em 2017.

Antes disso, passou pelo Grêmio, Santos, Real Madrid Castilla e Real Madrid, Zaragoza, Las Palmas, até chegar em San Sebatián e chamar a atenção de Tite.

Ney Franco – Treinador: um dos poucos técnicos que não eram jogadores profissionais, o comandante do São Paulo na decisão tinha um bom histórico, incluindo passagem pela seleção brasileira sub-20.

No time paulista, ficou até a metade de 2013, quando foi demitido, mas logo assumiu o comando do Vitória. De lá para cá passou por muito clubes, incluindo o Flamengo, mas nunca deu tão certo quanto na época de comando do São Paulo.

Atualmente, é treinador do Goiás, que disputa a segunda divisão do Futebol Brasileiro.

E aí, será que Nenê, Diego Souza, Aguirre, Éverton e companhia conseguirão superar essa lista e serem campeões com o São Paulo?
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