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São Paulo: Reinaldo, agora Kingnaldo, já foi pedreiro, trabalhou em frigorífico e matou muita galinha

Dois gols, vice-liderança e vitória no clássico diante do Corinthians. O lateral esquerdo Reinaldo tem tido motivos de sobra para sorrir na atual temporada. Apesar de estar graças da torcida do São Paulo, nem sempre a vida foi fácil para o atleta de 28 anos.

Natural de Porto Calvo, em Alagoas, Reinaldo começou tarde no futebol profissional. Antes disso, ele precisou trabalhar como feirante, servente de pedreiro e até abatedor de aves em um frigorífico.

“Tive que matar muita galinha na vida já (risos). A gente pegava pela asa e dava uma pancadinha na cabeça, colocava dentro de um funil e puxava a cabeça dela para escorrer o sangue. Depois, ia para água quente e na máquina tirar as penas e as tripas. Deixava bem preparada e dentro de uma sacola”, explicou ao ESPN.com.br.

“Eu enjoei de comer galinha naquela época. Agora está ‘de boa’ porque não preciso mais matar. Ainda bem (risos)”, relatou.

Amigo de infância de Willian José, hoje atacante da Real Sociedad-ESP, Reinaldo só foi se aventurar nos campos depois do sucesso do conterrâneo no futebol paulista.

Após convencer a mãe, ele abandonou o emprego no frigorifico, aos 18 anos, e foi tentar a sorte no Atlético Sorocaba-SP. Depois disso, passou por Penapolense-SP, Paulista-SP e Sport antes de chegar ao São Paulo, em 2013.

A primeira passagem foi recheada de contestação. Sem grandes atuações, acabou emprestado para a Ponte Preta, onde deu a volta por cima.

Após se destacar na Ponte, foi para a Chapecoense e manteve o bom futebol. Com isso, ganhou o apelido de “Kingnaldo” da torcida. “Tem um pessoal que me chama de King [rei em inglês] (risos). Entre os companheiros é mais Rei mesmo”, diverte-se.

 

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