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O São Paulo na Copa do Mundo de 1998

Denílson, Zé Carlos e Aristizábal representaram o Tricolor no campeonato mundial

A Copa do Mundo de 1998, realizada na França, foi a primeira a contar com 32 equipes, divididas em 8 grupos, na fase principal. Novidade também foi o fato de não haver mais sedes fixas: todos os times teriam que viajar pelo país anfitrião desde o primeiro jogo.


Outras mudanças no regulamento iam da implementação do gol de ouro (ou morte súbita) nas prorrogações dos jogos, ao aumento do número de substituições permitidas (de duas, para três).

174 seleções nacionais se inscreveram para a disputa das 30 vagas oferecidas nas eliminatórias da Copa. Não houve grande surpresas entre as excluídas nessa fase. As equipes estreantes, bem sucedidas na classificatória, foram África do Sul, Croácia, Jamaica e Japão. As três últimas, curiosamente, caíram em um mesmo grupo da fase principal.

A Croácia, por sinal, foi a maior surpresa do torneio: Avançou às oitavas como segunda colocada do grupo, eliminou depois Romênia e Alemanha e só caiu, nas semifinais, para os futuros campeões da França, de virada. Terminaram na terceira colocação geral, contando ainda com o artilheiro do torneio: Suker. Outro fato bem inesperado foi a eliminação, logo na fase inicial, de Espanha e Bulgária, para Nigéria e Paraguai, no Grupo D.

O Brasil era o maior favorito à conquista do título. A Seleção Brasileira havia vencido, pouco antes, a Copa América e a Copa das Confederações. Mas o caminho até a final não foi fácil. O time brasileiro, ainda na primeira fase, perdeu para a Noruega, por 2 a 1 (em toda a história, o Brasil nunca conseguiu vencer os noruegueses). Na semifinal, somente superou a Holanda nos pênaltis, após empate em um gol.

Na decisão, pouco antes da partida, o atacante Ronaldo sofreu uma convulsão e foi hospitalizado temporariamente. Edmundo chegou a ser anunciado como titular, no lugar do camisa 9, na escalação enviada à mídia. Contudo, o técnico Zagallo voltou atrás e enviou Ronaldo ao campo. A França impiedosamente venceu o Brasil por 3 a 0, com dois gols de Zidane, e sagrou-se campeã do mundo pela primeira vez.

OS SÃO-PAULINOS

Denilson e Aristizábal (ao fundo) disputaram a Copa de 1998

Na França, os tricolores vice-campeões mundiais foram Denílson e Zé Carlos. O São Paulo contou ainda com Aristizábal, na Seleção da Colômbia.

Denílson, jovem promessa do futebol cuja transferência para o Bétis, da Espanha, renderia valores recordes, esteve em campo nos sete jogos do Brasil vestindo a camisa 19 (foi titular somente contra a Noruega). Pelo Tricolor foram 192 jogos e 26 gols. Ele foi ainda campeão da Copa Conmebol de 1994, da Master Conmebol de 1996 e Paulista de 1998.

Zé Carlos foi uma “revelação” tardia do futebol nacional que alcançou o ápice da carreira ao disputar a semifinal da Copa contra a Holanda, a única partida do camisa 13 na competição. Após passar pela segunda divisão paulista, onde jogava na Matonense, Zé Carlos foi campeão paulista de 1998 pelo São Paulo, chamando a atenção de Zagallo, que o convocou à Copa para substituir Flávio Conceição, que fora cortado por contusão. No Tricolor, o lateral teve 72 jogos e 2 gols.

O colombiano Aristizábal infernizou as defesas adversárias do Tricolor no final dos anos 90, ao lado de França e Dodô. As atuações dele levaram-no à Copa do Mundo da França, onde esteve em campo, com a camisa nº 15, nas três partidas que a Colômbia tomou parte, mas somente na derrota para a Romênia, por 1 a 0, foi titular. Na vitória contra a Tunísia, por 1 a 0, e na derrota para a Inglaterra, por 2 a 0, o atacante entrou no decorrer da partida, no segundo tempo, não chegando a marcar gols. No grupo “G” da competição, a Colômbia terminou em terceiro lugar, atrás de Romênia e Inglaterra, sendo assim eliminada. Aristizábal, depois da Copa, deixou o Tricolor, onde fez 37 gols em 79 jogos, e passou a atuar no Santos.

O São Paulo poderia ter contato com outro jogador defendendo a Seleção no torneio realizado na França. Márcio Santos foi convocado por Zagallo para competição, mas foi cortado, posteriormente, devido a uma contusão, sendo chamado, no lugar dele, André Cruz.

Outros jogadores que tiveram passagem pelo Tricolor, naquela Copa do Mundo de 1998: Leonardo, então atleta do Milan; Cafu, da Roma; Junior Baiano, do Flamengo; e Doriva, do Porto.

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