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Lucas Moura: ‘O Brasil segue como o grande favorito’

O empate frustrante do Brasil com a Suíça na estreia da Copa do Mundo não abalou a confiança de Lucas Moura, ex-parceiro na seleção de vários dos convocados de Tite para a Rússia. Em entrevista exclusiva ao Blog, o atacante do Tottenham revelou convicção no hexa. “Acredito muito no Brasil”, afirmou Lucas Moura, que está em férias em São Paulo. De 29 de junho a 1º de julho, inclusive, o craque será o astro do Football Camp Brazil, que misturará treinos de futebol com atletas profissionais e a chance de ganhar bolsa em uma universidade. No bate-papo, Lucas, atualmente com 25 anos, admite que sonhava em estar na Rússia, descreve as qualidades de colegas de Tottenham que disputam o Mundial e revela sua paixão pelo São Paulo.

BLOG: O empate na estreia contra a Suíça deixou alguns brasileiros preocupados. Você vê a seleção com chance de ganhar a Copa?
LUCAS MOURA: 
A seleção tem totais condições de chegar até o título. Para mim, é a grande favorita, apesar do empate na estreia. Digo isso porque o Brasil tem um elenco muito forte, formado por grandes jogadores, e tem tudo para ir longe.

Vários dos favoritos já perderam ou empataram. O Mundial da Rússia te surpreende? 
Não tem mais equipe boba no futebol. Todas entram muito forte para jogar, o que tem feito a Copa bastante interessante, com diversas surpresas e até algumas zebras. Mesmo assim, acredito muito no Brasil.

Você tinha esperança de jogar a Copa? 
Eu queria, mas sabia que o fato de não ter jogado nos primeiros seis meses da temporada (pelo PSG) atrapalhariam. Por isso, tive que embarcar em um novo desafio e me transferi para o Tottenham. A Copa estava chegando e eu queria mostrar minha capacidade. Em Paris, vi que não seria possível.

Como avalia seus primeiros meses de Tottenham? 
Pus na minha cabeça que estou diante da grande oportunidade da minha vida. A adaptação à cidade de Londres foi bem tranquila e os atletas do time me receberam bem. Alguns fatores ajudaram, como a presença do Aurier, com quem joguei no PSG, e o fato de o Sissoko e Llorris falarem francês.

Você fez 11 jogos e um gol. Esperava ter jogado mais? 
Cheguei ao Tottenham depois de sete meses sem atuar, o que complicou. Sem contar que o time estava extremamente encaixado, brigando pelas primeiras colocações. Tenho que ter paciência e trabalhar, porque logo a oportunidade vai aparecer. Tenho contrato até 2023.

Com o moral de quem já jogou Liga dos Campeões e o Campeonato Francês, como vê a Premier League? 
É muito diferente. Sempre falei que é o campeonato mais competitivo, o mais disputado do mundo. E o ambiente é outro, com um jogo bastante dinâmico, cercado por todos os times de qualidade. Estou realizando um grande sonho.

Tem se virado bem com a língua inglesa? 
Já sabia falar um pouquinho quando me mudei e estou tranquilo. Eu me viro bem.

Kane, Dele Alli, Eriksen, Son… vários de seus companheiros de time estão jogando a Copa. Qual deles o impressionou mais? 
O Kane é impressionante. Parece uma máquina em todos os sentidos. Até para se recuperar de uma contusão grave no tornozelo. Ele faz o pivô, tem força, qualidade incrível na finalização. O Son e o Dele Alli são extremamente rápidos, finalização com as duas pernas… Já o Eriksen bate na bola como poucos. E outro que me chamou muita atenção foi o Dembele, que é fora de série.

Desde o começo das férias, você já foi em jogos do time principal e do sub-20 do São Paulo. Tem gostado do time? 
Bastante. Claro que ainda falta acertar alguns pontos, mas as contratações foram bem boas, apesar do início da temporada. Mesmo da Inglaterra, acompanho sempre que posso, porque o São Paulo estará sempre no meu coração.

Fonte: Blog do Jorge Nicola

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