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Eliminações traumáticas e G4: veja balanço de Aguirre no São Paulo

No último dia 11, Diego Aguirre completou três meses à frente do São Paulo. Mas, em suas entrevistas, o uruguaio costuma dizer que parece estar há mais tempo no comando do time. Há uma explicação: nesse período, o Tricolor disputou nada menos que oito duelos de mata-mata e 12 válidos pelo Campeonato Brasileiro.

No Morumbi, a avaliação do trabalho feito até aqui é positiva. Entre dirigentes e conselheiros, é praticamente unânime a percepção de que a metodologia implantada pela nova comissão técnica mudou para melhor o ambiente entre os jogadores e tornou a equipe mais competitiva.

Durante esses 90 dias, em trabalho conjunto com diretoria e comissão técnica, Aguirre conseguiu recuperar o futebol de Diego Souza, melhorar ainda mais o desempenho de Nenê e encaixar Everton no eficiente sistema ofensivo tricolor. Além disso, rodou bastante o elenco, minimizando a insatisfação daqueles que vinham sendo pouco utilizados.

Em termos de resultados, a análise também é satisfatória. Em um total de 20 jogos disputados, o time contabilizou nove vitórias, sete empates e quatro derrotas, um aproveitamento de 56% dos pontos disputados.

A despeito das eliminações traumáticas para Corinthians e Atlético-PR no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, respectivamente, a equipe não se abateu e deu a volta por cima nas competições que lhe restam na temporada. Pela Copa Sul-Americana, eliminou o Rosario Central-ARG e avançou à segunda fase. No Campeonato Brasileiro, do qual é o terceiro colocado com 23 pontos, voltou ao G4 após 82 rodadas.

“Quando começamos aqui já estávamos em mata-mata, decisões, não tivemos praticamente um momento para trabalhar com tranquilidade, e sempre com a pressão de jogar, ganhar, melhorar… Então, parece mais tempo (de convívio), porque são muitos jogos, parece que estou há mais tempo no clube”, explicou Aguirre.

O bom início de trabalho e a perspectiva de conquistas no segundo semestre de 2018, contudo, não o deixam relaxado. “Tudo isso é mérito deles (jogadores). Nós tentamos organizar, motivá-los, mas os méritos são deles. Mesmo assim, ainda temos muito para melhorar”, avaliou o comandante.

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