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Cardiopatia Tricolor: Vitória, maldito ‘Futebol Moderno’ e sufoco – São Paulo 1 x 0 Santos

Caros Tricolores TriMundiais!!! Após 4 empates consecutivos, uma importante vitória em clássico e invencibilidade mantida no Brasileirão 2018. Porém, de novo saímos na frente, mudamos a postura, recuamos e quase a vitória escapou. Sim, a regra do ‘futebol moderno’ impõe que é preciso se fechar após fazer gol e apostar nos contra-ataques, obrigando o adversário a correr mais, se cansar mais fisicamente e mentalmente. Mas, me desculpem, sou contra este tipo de pensamento, este tipo de ‘futebol’ e continuo não concordando com essa mudança repentina de postura dentro de um jogo.

Quero um São Paulo que faça o 1º gol e continue pra frente, em busca do gol como se o jogo ainda estivesse 0 x 0. Quer se fechar, marcar do meio pra trás, ok, mas faça isso quando o jogo tiver 2 ou 3 x 0, senão as chances de não aguentar e ceder o empate são enormes. Por isso 4 empates seguidos.

Novamente por opção de Aguirre, os 11 titulares mudaram em relação ao jogo do Bahia. Arboleda voltou ao banco para a entrada de Anderson Martins e Marcos Guilherme iniciou no lugar de Lucas Fernandes. Hudson foi mantido no lugar de Petros, uma decisão acertada de Aguirre, na minha visão.

O São Paulo começou pilhado e logo no 1º minuto levou perigo. Triangulação perfeita de Everton, Diego Souza e Marcos Guilherme, que deixou o nosso 9 na cara do gol, mas Diego perdeu a passada, se desequilibrou, bateu com o pé errado e chutou pra fora nossa 1º grande chance. Não pode perder um gol desses. O Santos não jogava, o São Paulo abafava e aos 10 Hudson roubou bola no meio, acionou Nene, que tabelou com Reinaldo e mandou tirambaço de fora da área que raspou na forquilha de Vanderlei.

O domínio Tricolor era nítido e aos 16, após escanteio de Nene, Militão subiu sozinho, na risca da pequena área e só raspou de cabeça pra fora. Outra chance clara de gol que não pode ser desperdiçada. Reinaldo, aos 19, soltou a perna e a bola raspou a trave esquerda de Vanderlei. Só dava nóis!!!

O São Paulo continuava a atacar, com rapidez e boas trocas de passes, arriscando chutes, e o Santos não ameaçava. Sidão nada fez até os 30 minutos. Aos 40, Diego Souza recebeu na área, deu um chapéu no zagueiro e emendou de esquerda, de primeira, mas pra fora. Grande lance.

E o 1º tempo acabou com o São Paulo dominando o jogo, marcando alto, tendo perdido vários gols, com Sidão sem fazer nada e com nosso sistema defensivo destruindo todas as tentativas do Santos. Um 1º tempo muito bom! Destaque para Bruno Alves, Hudson, Reinaldo, Militão (que anulou bem a melhor saída do Santos, o jovem Rodrygo) e Nene. Diego também foi bem, mostrando boa movimentação.

O 2º tempo começou com Marcos Guilherme pela esquerda, Everton pela direita e o time continuou bem. O Santos teve a 1º chance em cobrança de falta pela direita cabeceado por Renato pra fora. Aos 3, o São Paulo respondeu com Marcos Guilherme, que trouxe pro meio e arriscou chute colocado. A bola passou com perigo.

Aos 10, o gol. Everton recebeu na intermediária ofensiva esquerda e cruzou na medida, no ponto futuro, com Diego Souza disputando espaço mano a mano com David Braz dentro da área. O atacante tomou a frente do zagueiro e testou firme. Vanderlei tocou na bola, mas não evitou o gol. 1 x 0 Tricolor.

A partir daí o jogo mudou. O São Paulo recuou. Não marcava mais a saída de bola que fez Vanderlei e os zagueiros santistas darem vários chutões no 1º tempo. A marcação era do meio pra trás e a aposta era no contra-ataque. Não funcionou, porque em duas oportunidades, entre os 15 e 20 minutos, nossos contra-ataques não se encaixaram pra definir o jogo.

A bola era do Santos e o nosso campo também. Aos 18, Sidão fez excelente defesa em dois tempos em chute de primeira de Jean Mota. Uma paulada que não pegou Sidão de surpresa. Até metade do 2º tempo, só deu Santos. Aos 24 Diego Souza saiu cansado para a entrada de Trellez, que imediatamente ocupou o lado direito do ataque pra ajudar na marcação, deixando Nene como homem mais avançado. A partir daí o jogo ficou bem travado.

Contusões, catimba, faltas e substituições não deixavam o jogo fluir, pra nossa sorte. Só aos 25 Marcos Guilherme recebeu na direita, deu um drible da vaca em David Braz, invadiu a área, mas cruzou errado e a zaga santista afastou. Aos 30, Reinaldo, amarelado e sentindo câimbras, saiu para a entrada de Edimar. E o Santos continuava em cima, dominando o jogo. Aos 32, Sidão demorou um pouco pra sair do gol em bola enviada e dividiu com o atacante, que ficou com a sobra e tocou pro gol. A bola correu quase em cima da linha e Anderson Martins afastou. Perigo iminente do empate.

O São Paulo definitivamente desistiu de tentar roubar a bola no ataque e fazia o tempo passar. Aos 34, Everton saiu para a entrada de Liziero, que entrou muito bem e deu novo fôlego para as ações ofensivas. A pressão santista continuava e aos 44, em cruzamento da esquerda, Sidão saiu mal do gol, trombou com Militão, e a bola sobrou pra Dodo, que no susto bateu na bola, que quicou e foi pra fora raspando o travessão. Susto desnecessário e quase um castigo pra quem desistiu de jogar sufocando o adversário.

O Jogo ficou nervoso pra nós, Tricolores, Anderson Martins foi expulso aos 46 e o Santos forçava a chegada ao ataque. E os Tricolores só afastando a bola de perto da área. Um sufoco só! Bruno Alves, Hudson (marcando muito e saindo o jogo rápido) e Nene foram os destaques.

O jogo acabou, o São Paulo venceu, mostrou muita entrega e intensidade, mas também uma mudança de postura que me preocupa. Já falei aqui e repito: jogar só pelo 1 x 0 funciona com time já entrosado, com sistema defensivo forte e compacto, o que não é nosso caso atual. Temos que aproveitar melhor os momentos que dominamos os jogos, fazer mais gols e acabar com o moral do adversário. Quanto antes fizermos isso nos jogos, mais os jogadores serão poupados e menos a torcida vai sofrer.

Portanto, avante Aguirre, e não deixe mais o time pra trás toda vez que sai na frente no placar. Que nós mesmos resolvamos nossos jogos, nossas vidas, sem precisar depender da sorte ou dos erros adversários.

Fora Leco! Fora Leco! Fora cardeais centenários interesseiros! Fora conselheiros que torcem para os rivais! Devolvam nosso São Paulo!

Faça seu exercício, tome seus remédios do coração e Vamo São Paulo!

Saudações Tricolores!

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