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Sonho antigo do São Paulo, Everton foi revelado pelo ex-goleiro Zetti

Para mostrar a sua força no mercado e tentar dar mais qualidade para o time, o São Paulo investiu pesado na contratação de Everton. Só que muito antes de o diretor executivo de futebol do clube, Raí, apresentar o acordo de três temporadas, um outro ídolo do Tricolor teve papel fundamental na história do meia atacante. Aos 18 anos, ele ganhou a primeira oportunidade como profissional quando foi promovido pelo ex-goleiro e ex-treinador Zetti, em 2007, no Paraná.

“O Paraná tinha dificuldade financeira para contratar grandes jogadores, então tínhamos muita atenção para a base. E os dois garotos sensação eram o Everton e o Giuliano [que defende hoje o Fenerbahce, da Turquia, e a seleção brasileira], mas essa passagem para o profissional era algo que tínhamos de fazer aos poucos. Eles tinham personalidades diferentes dos demais jogadores e foram ganhando espaço aos poucos. Ele sempre foi um atacante pela esquerda, canhoto e rápido, com a facilidade de passar pelos defensores e chutava muito bem. É um menino de boa índole, gostava de trabalhar, com vontade e sonhava ser profissional. Faltava essa experiência que hoje ele tem de sobra”, disse Zetti.

Habilidoso desde os tempos em que brincava de jogar bola com os amigos, o então garoto de 11 anos chamou a atenção de um olheiro do clube paranaense. Por isso, deixou a cidade de Nortelândia, no Mato Grosso, para tentar a trajetória como jogador. Aos poucos, ele foi se firmando nas categorias de base e, assim que tiveram a chance, Zetti e o auxiliar Silas (também ex-jogador do São Paulo) chamaram o garoto para atuar no profissional.

Na época, Everton conseguiu espaço no time do bicampeão mundial, que gostaria até de tê-lo inscrito na Copa Libertadores de 2007. Porém o jogador precisou decidir entre servir à seleção brasileira sub-20 ou o time profissional do Paraná. A escolha pendeu para o lado da equipe nacional. Na sequência, ele foi para o Flamengo, por indicação de Caio Júnior, e rodou por mais uma série de equipes (Tigres, do México; Suwon Bluewings, da Coreia do Sul; Botafogo) até retornar para a Gávea, em 2014.

Com o passar do tempo e as andanças pelo mundo do futebol, Everton e Zetti não mantiveram o contato mais próximo. Porém, ainda há muito carinho e a admiração mútua. Apesar de o ex-goleiro ter as melhores referências possíveis para passar, ele não foi o responsável por indicar o meia atacante para o amigo e hoje dirigente Raí.

“A gente acaba adotando os atletas, principalmente os que têm vontade de vencer, como era o caso dele. Eu, quando era técnico, me colocava na posição deles. Até porque fui atleta, eu me importava com o jogador, com a família deles, o que faziam dentro e fora de campo. Eu tinha essa preocupação e me envolvia bastante com os jogadores, principalmente os mais jovens. Tenho grande relacionamento com os jogadores com os quais eu tive a oportunidade de trabalhar”, afirmou Zetti.

O departamento de futebol do Tricolor já monitorava a situação de Everton muito antes da chegada de Diego Aguirre, há pouco mais de um mês. A contratação do flamenguista já era um desejo tricolor mesmo quando Dorival Júnior era o treinador da equipe. Raí foi o principal entusiasta da ideia de trazê-lo e, sempre que possível, elogiou o jogador pela sua competitividade. O São Paulo também via a necessidade de trazer alguém que pudesse acelerar a ligação entre a defesa e o ataque. Para completar, pesou também o fato de o clube manter boa relação com o empresário do meia atacante, Carlos Leite.

Para trazer o reforço, que tem o aval do treinador uruguaio, o clube precisou desembolsar R$ 15 milhões. Como já atuava no Flamengo, a expectativa é de que Everton fique à disposição para atuar já nas próximas partidas do São Paulo.

Irmão jogador

Everton não é o único jogador de futebol da família Cardoso da Silva. O meia atacante tem um irmão que joga profissionalmente na Ucrânia. Lateral esquerdo, Ebert defende o Stal e é cinco anos mais jovem do que o reforço tricolor. Assim como o irmão mais velho, ele começou a carreira cedo. Os primeiros passos foram nas categorias de base do Internacional. Sem conseguir uma chance em Porto Alegre, ele se transferiu para o Macaé, em 2015, e permaneceu lá até o ano passado, quando foi para a Europa.

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