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Cardiopatia Tricolor: Falhas individuais e decisões erradas – Bahia 2 x 2 São Paulo

Caros Tricolores TriMundiais!!! Vejo o São Paulo com uma vida de opostos no Brasileirão 2018. Seguimos invictos, mas não ganhamos há 4 jogos. Falhas individuais deram gols ao Bahia, mas a ousadia e o acerto individual nos deu o empate, aos 48. Aguirre põe 3 volantes no Morumbi, contra o Atlético-MG, e 2 volantes fora de casa, contra o rápido time do Bahia e sua vibrante torcida. Jogadores vão mal num jogo, ficam no banco no jogo seguinte, mas retornam ao time na outra semana.

Repito, acho o trabalho de Aguirre bem melhor que o de Dorival, mas ainda longe do ideal. O time tem, hoje, um padrão de jogo, não é mais um catado, mas ainda falta treino, entrosamento, maior intensidade e tomar mais decisões corretas. Nossos jogadores tomam muitas decisões erradas durante o jogo e isso aconteceu bastante ontem, contra o Bahia, em Salvador.

De início, um novo time titular. Militão retornou à lateral após contusão, Hudson entrou no lugar de Petros, Lucas Fernandes no lugar de Liziero e Trellez no lugar do machucado Diego Souza.

O jogo começou com o Bahia veloz, em busca do gol. Logo aos 10, Hudson chegou igual um bonde sem freio em cima de Zé Rafael, dentro da área: pênalti. Edgar Junio cobrou, Sidão chegou na bola, mas tocou fraco e ela entrou. 1 x 0 Bahia e gol na conta do lance juvenil de Hudson. Inadmissível.

O São Paulo tentava sair pro jogo, mas os erros de passe impediam a criação de melhores chances. O time não conseguia sair de trás. Aos 16, bola na trave de Sidão. Aos 19, nosso primeiro lance de perigo. Lucas Fernandes arrancou e tocou pra Nene, nas costas dos zagueiros. O atacante dividiu com o goleiro, ficou com a bola e, desequilibrado, tocou pro gol, mas o zagueiro travou. Grande chance criada e perdida.

A partir dos 20 o São Paulo saiu mais e equilibrou um pouco as ações. Tentava tocar a bola pra parar de tomar sufoco. Bolas longas e cruzamentos eram nossas tentativas. Aos 26, Jucilei quis chapelar na entrada da área e quase entregou. Sidão salvou.

Aos 30, o São Paulo trocou 3 passes pra frente acompanhados de movimentação e o empate saiu: Jucilei pra Hudson, que encontrou Nene pelo meio e se deslocando. O passe magistral pelo alto e Trellez bateu de primeira. 1 x 1 na Fonte Nova. O jogo melhorou pra nós, mas os erros de passes por tentativas de passes muito difíceis (pra não dizer impossíveis), impediam mais lances perigosos.

Aos 38, de novo as falhas individuais. Em esticão, Reinaldo se perdeu e refugou. Élber ganhou de cabeça e acionou o centroavante Edgar Junio, que marcado por Bruno Alves lado a lado, partiu pra bola antes que o defensor e bateu de primeira. 2 x 1 Bahia. Desatenção e descrença no adversário nos dois lances. É isso que não pode. Cara tem que estar ligado o tempo todo, os 90 minutos, esperando que a bola sobre, não ficar torcendo pra ela ir longe.

Daí pro fim do 1º tempo mais nada. Achei Lucas Fernandes, Nene e Militão como os melhores da etapa inicial. O jogo foi bem aberto, mas com poucas chances reais. O São Paulo sofreu mais do que o adversário, por isso acabou atrás no placar.

Em 5 minutos do 2º tempo, o mal dos passes errados voltou a assolar nosso jogo. É muita falta de capricho e discernimento. Os caras só querem dar os passes definitivos, na cara do gol. Isso não funciona. Aos 6, Lucas Fernandes pegou sobra de cruzamento e de direita deu um tapa consciente no canto esquerdo do goleiro e a bola saiu raspando a trave. Pecado, seria um belo gol.

No minuto seguinte, um exemplo claro de falta de intensidade e ímpeto. Everton teve que gesticular e pedir pra Lucas avançar pra continuar a jogada. Em time entrosado e com fome, isso acontece naturalmente. Ninguém precisa exigir a movimentação do companheiro. Por isso é necessário mais trabalho.

O São Paulo parecia melhor e o Bahia – e o juiz – começaram a mascar o jogo.  Muitas faltas, muito tempo dos jogadores no chão, cara sangrando, juiz encanado nos jogadores em aquecimento, substituições e outros mimimis. O Bahia matava todo lance mais veloz com falta. O juiz podia ter agido, mas deixou o Bahia ir travando o jogo.

Vi até outra postura, tentando abafar a saída adversária, mas, pouco tempo depois, percebi um time cansado, pra variar. Militão, sentindo dores, deu lugar a Régis, aos 14, e Lucas saiu para a entrada de Valdívia, aos 18. Tentativa de mudança, mas sem mudar a postura e a formação. O jogo permaneceu truncado, brigado, falado. Aos 34, Nene deu lugar a Shaylon, ainda pouco aproveitado por Aguirre. O São Paulo tentava pressionar, mas errava passes. Cercava a área adversária, mas não chutava.

Aos 39, Shaylon buscou Arboleda na área, que desviou pro meio, mas Valdívia não chegou. O zagueiro, por sinal, não voltou mais pra defesa e virou centroavante, e este foi, pra mim, o motivo de uma discussão entre os jogadores e Arboleda após o apito final, ainda no campo. Por causa disso, aos 43, Sidão salvou com o peito em contra-ataque rápido mano a mano.

O desespero bateu e qualquer falta na intermediária ofensiva, mesmo que no meio do campo, virava bola na área. Será que não dá pra treinar, ensaiar e tentar alguma jogada diferente em cobrança de falta? Acho ridículo e perda de tempo esse tipo de jogada. Só favorece o defensor, que vai pra bola de frente, com impulso.

Até que, aos 48, Everton desceu rápido pela esquerda, deixou com Shaylon, que de fora da área, pela esquerda, acertou um lindo chute no ângulo direito. 2 x 2, salvação da derrota e mais um empate no Brasileirão 2018. São 5 jogos, 4 empates e, literalmente, o meio da tabela.

E assim o São Paulo segue sua vida. Com uma defesa melhor, mas sem ataque. Quando resolve atacar mais, a defesa fica desprotegida. Jogador vai mal um jogo, fica fora do próximo. Jogador fica 3 jogos no banco e volta como titular. Jogo no Morumbi que é pra atacar, começa com 3 volantes. Quase uma crise existencial.

Repito, acho que o time é melhor que o de Dorival, mas Aguirre está se complicando em alguns aspectos e tendo que perder pontos para, muitas vezes, tomar a decisão que já se mostrava mais fácil e coerente.

O esquema principal e as variações mais utilizadas acho que já estão claras. Agora, é exigir muito treino, dedicação e mais intensidade dos jogadores, pois só assim poderemos permanecer no alto da tabela. Claro, com um Morumbi sempre cheio a nosso favor.

Fora Leco! Fora Leco! Fora cardeais centenários interesseiros! Fora conselheiros que torcem para os rivais! Devolvam nosso São Paulo!

Faça seu exercício, tome seus remédios do coração e Vamo São Paulo!

Saudações Tricolores!

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Crédito da foto: Rubens Chiri/saopaulofc.netDiego Augirre revela que pediu para São Paulo não negociar Shaylon

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